Qualificações e Defesas de Doutorado e Mestrado de discentes do CPDA/UFRRJ agendadas

Seguem as qualificações e defesas de Doutorado e Mestrado de discentes do CPDA/UFRRJ agendadas, até o momento, para o mês de junho.


 

BANCA DE QUALIFICAÇÃO DE DOUTORADO

Discente: ANA CLAUDIA BATISTA SOUZA
Data: 01 de junho de 2021
Horário: 15h

Título: O custo invisível dos Empreendimentos Portuários: A tomada de decisão em casos de acidentes com derramamento de carga nos Portos Públicos do Brasil
Resumo: Atualmente, observa-se um crescimento na movimentação portuária nacional que pode significar, entre outras coisas, uma tendência à ampliação de instalações portuárias já existentes, bem como a implantação de novos portos e complexos portuários. Com isso, houve um novo impulso para os debates sobre os danos socioambientais provocados por acidentes envolvendo derramamento de carga e inseriu, na agenda de discussões as questões acerca da segurança das atividades portuárias para as populações e ecossistemas atingidos e sobre quais seriam os impactos positivos e negativos decorrentes da instalação e operação dos portos, com ênfase nos seus aspectos sociais. Este trabalho tem por objeto a fundamentação e institucionalização, no contexto da política de abertura e expansão de portos, dos processos decisórios de reparação e compensação de danos, em casos de acidentes com derramamentos de carga. A questão central é analisar como estão postos os cenários de acidentes com derramamento de carga nos estudos prévios considerados pré-requisitos para viabilizar a operação de empreendimentos portuários no Brasil entre os anos 2001-2021, considerando os Portos Públicos administrados por Companhias Docas.
Palavras-chave: Sociologia Ambiental; Grandes Projetos; Áreas Portuárias; Economia Ecológica; Danos Socioambientais.

Banca:
Karina Kato (Orientadora – CPDA/UFRRJ)
Thereza Cristina Cardoso Menezes (CPDA/UFRRJ)
Diana Aguiar Orrico Santos

Link para acesso: ainda será fornecido.

 


 

BANCA DE DEFESA DE DOUTORADO

Discente: PAULO ALEXANDRE PERDOMO SALVIANO
Data: 02 de junho de 2021
Horário: 13h

Título: Evidências de Práticas Sustentáveis na Produção da Soja
Resumo: A tese busca averiguar, identificar e compreender as transformações numa possivel transição do modelo convencional para modelos de intensificação sustentável no Estado de Goias. Focaliza grandes produtores no Estado de Goias como referencia especial para a adoção de sistemas de lavoura, pecuária e floresta.
Palavras-chave: intensifação sustentável; Estado de Goiás; sistemas lavoura; pecupária; floresta.

Banca:
John Wilkinson (Orientador – CPDA/UFRRJ)
Georges Flexor (CPDA/UFRRJ)
Peter May (CPDA/UFRRJ)
Darliane de Castro Santos (IFGoiano)
Gilberto Mascarenhas (UNISC)

Link para acesso: ainda será fornecido.

 


 

BANCA DE DEFESA DE MESTRADO

Discente: JULIANA COSTA VELHO DE ABREU
Data: 04 de junho de 2021
Horário: 10h

Título: Com quantos dólares se promove a participação social? Estudo de caso sobre a ação do Banco Mundial no desenvolvimento rural sustentável do Rio de Janeiro
Resumo: O Rio Rural é um Programa de Desenvolvimento Rural Sustentável com foco em microbacias que recebeu financiamento do Banco Mundial para execução no período de 2006 a 2018 e modificou toda a estrutura da assistência técnica pública do estado do Rio de Janeiro por ter como foco o fomento a sistemas agrícolas sustentáveis, assumir a microbacia hidrográfica como locus de ação estatal e implantar a autogestão das comunidades rurais, por meio da formação de comitês gestores de microbacias (COGEM). Inicialmente possuía as regiões Norte e Noroeste Fluminense como prioritárias devido seu histórico agrícola, sendo expandido para a Serra após a tragédia natural da região Serrana, em 2011. Foi implantado em 3 fases que diferem basicamente pelo agente financiador – GEF e Bird e, apesar dos percalços, alcançou as metas propostas, segundo os documentos oficiais. No entanto, esperava-se que, mesmo após a finalização dos projetos de financiamento do BM, os comitês gestores continuassem ativos e pressionassem os governos locais para o redirecionamento de verba para as ações do programa – o que não ocorreu. Foi também observado a não continuidade das atividade internas dos COGEMs, após o fim do Rio Rural Bird fornecendo indícios de que a autogestão implantada não teve caráter perene, embora almejasse isso em seus objetivos. Sendo assim, esta dissertação buscou analisar, lançando luz nas ações do próprio banco no âmbito dos fomentos a projetos de desenvolvimento, os motivos institucionais de tal fracasso na continuidade da autogestão para que, acima de tudo, não sejam reproduzidos, tendo em vista a aprovação, no ano de 2019, do montante de R$ 45 milhões pela ALERJ para a continuidade do Programa.
Palavras-chave: desenvolvimento sustentável, agricultura, Rio Rural, Rio de Janeiro.

Banca:
Karina Kato (Orientadora – CPDA/UFRRJ)
Debora Franco Lerrer (CPDA/UFRRJ)
Silvia Aparecida Zimmermann (Unila)

Link para acesso: ainda será fornecido.

 


 

BANCA DE DEFESA DE DOUTORADO

Discente: MARCELO ARTUR RAUBER
Data: 23 de junho de 2021
Horário: 14h

Título: Prato principal: terras indígenas – O início da contestação do direito territorial indígena pela Frente Parlamentar da Agropecuária (2011-2014)
Resumo: Na década de 2010, a questão das demarcações de terras indígenas ganhou notoriedade na sociedade brasileira, destacando-se pelo antagonismo de parlamentares do Congresso Nacional. Instigados por tamanha atenção que o tema ganhava, especialmente da Bancada Ruralista, organizada oficialmente na Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), buscamos explorar esse processo de contestação das demarcações de terras indígenas, principalmente as primeiras ações coletivas realizadas pelos parlamentares da FPA, identificadas durante a 54ª Legislatura (2011-2015). Nesse contexto, o objetivo deste trabalho é analisar a atuação da FPA na contestação das demarcações de terras indígenas, buscando também identificar os grupos sociais envolvidos nesse processo. Para isso, foram examinados documentos do Congresso Nacional, principalmente de comissões permanentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, como atas de reuniões, Arquivo Sonoro e registros audiovisuais de reuniões. Além disso, foram analisadas diversas fontes de notícias, buscando eventos relevantes sobre o tema, sobretudo de mobilizações de rua contra demarcação de terras indígenas. Em 2019, também foi realizado trabalho de campo no Congresso Nacional, buscando conhecer o funcionamento das comissões permanentes. Evidenciamos que, na tramitação PEC nº 215/2000, uma das principais pautas da FPA, houve expressão, em um primeiro momento, dos limites desse processo de contestação das demarcações de terras indígenas, demonstrando-se um quadro bastante distinto da tramitação do novo Código Florestal. As comissões permanentes se revelaram como espaços importantes para discussões sobre o tema, reunindo e articulando grupos interessados em contestar as demarcações de terras indígenas, além de serem importantes instrumentos para pressionar o Governo Federal em relação a essa pauta. Dezenas de mobilizações de rua também foram realizadas contra o reconhecimento de terras indígenas no ano de 2013, que expressaram conflitos relacionados a processos de demarcações em curso e tiveram como principais promotoras as entidades sindicais, tanto ligadas ao patronato rural da agropecuária como a trabalhadores rurais e da agricultura familiar. A FPA também conduziu uma mobilização nacional contra a demarcação de terras indígenas em junho de 2013, tendo as entidades sindicais do Sistema da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) como importantes realizadoras dessas manifestações. Entre os grupos sociais envolvidos nas audiências públicas sobre o tema, destacaram-se agropecuaristas em litígio com demarcações de terras indígenas, principalmente organizados em coletivos criados enfrentamento das demarcações, entidades sindicais (patronais e de trabalhadores rurais e da agricultura familiar) e prefeitos, além de especialistas convidados para contribuir na fundamentação dos argumentos contra o reconhecimento de terras indígenas.
Palavras-chave: Demarcações de terras indígenas. Conflitos fundiários. Política fundiária. Agronegócio. Congresso Nacional. Bancada Ruralista.

Banca:
Eli Napoleão de Lima (Orientadora – CPDA/UFRRJ)
Regina Bruno (CPDA/UFRRJ)
Thereza Cristina Cardoso Menezes (CPDA/UFRRJ)
Caio Pompéia Ribeiro Neto (USP)
Antonio Carlos de Souza Lima

Link para acesso: https://meet.jit.si/defesadoutoradomarcelorauber.

 


 

BANCA DE DEFESA DE DOUTORADO

Discente: SANDRA MARA SANTOS LEMOS
Data: 25 de junho de 2021
Horário: 14h

Título: Plantas medicinais: regulamentações e arranjos que transformaram experiências em mercados
Resumo: As plantas medicinais têm suscitado uma série de debates a ponto de ser criada uma legislação para seu uso e transformação. Propomos como objetivo geral investigar o mercado de plantas medicinais e seus desdobramentos. Como objetivos específicos propomos investigar os arranjos presentes nesse mercado, analisar os diversos sistemas de validação da possível eficácia das plantas mediciais, apontar as possibilidades de classificação dos mercados presentes na comercialização das plantas medicinais e descrever o papel do consumidor na validação do mercado de plantas medicinais.
Palavras-chave: legislação com arranjos; consumidores; plantas medicinais.

Banca:
John Wilkinson (Orientador – CPDA/UFRRJ)
Debora Franco Lerrer (CPDA/UFRRJ)
Leonilde Servolo de Medeiros (CPDA/UFRRJ)
Zina Caceres Benavides (UESC)
Paulo Rodrigues Fernandes Pereira

Link para acesso: ainda será fornecido.

 


 

 

 

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