O “Atlas Etno-histórico Digital: territórios e autonomias”, iniciativa desenvolvida no âmbito do CPDA/UFRRJ, de autoria do Prof. Andrey Cordeiro Ferreira, recebeu o 1º lugar no III Prêmio de Divulgação Científica da Associação Brasileira de Antropologia (ABA), na categoria Blogs, durante a 35ª Reunião Brasileira de Antropologia (RBA).
Produzido em formato digital por meio da plataforma StoryMaps, o Atlas integra o projeto de extensão da UFRRJ “Atlas Etno-histórico Digital: cartografia social como ferramenta de gestão e justiça territorial”, coordenado pelo Prof. Andrey Cordeiro Ferreira. A iniciativa é desenvolvida pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas em Etnicidade, Território, Natureza e Autonomias (NEP/CPDA/UFRRJ).
O projeto “Atlas Etno-histórico Digital: cartografia social como ferramenta de gestão e justiça territorial” gerou diferentes produtos de pesquisa, extensão e divulgação científica. Entre as integrantes de sua equipe estiveram Solange Reis Opethara (Sol Puri) e as pesquisadoras do CPDA/UFRRJ Aline Braz dos Santos, Karina de Paula Carvalho, Luciana Carvalho de Oliveira, Mariana Homem de Mello Reinach, Natalia Carvalho Médici Machado e Sarah Luiza de Souza Moreira. Além de participarem das atividades de pesquisa, elas são autoras participantes do livro Atlas Etno-histórico da Ressurgência Puri, um dos principais produtos vinculados à iniciativa.
O Prêmio de Divulgação Científica é promovido pelo Comitê Antropologia Digital e Divulgação Científica da Associação Brasileira de Antropologia e tem como objetivo reconhecer e dar visibilidade a iniciativas que ampliem as formas de comunicação pública da produção antropológica, especialmente por meio de linguagens e formatos digitais. Criado em 2022, o prêmio busca valorizar experiências que aproximem o conhecimento científico de diferentes públicos e espaços sociais.
Tecnologia social, educação e justiça territorial
O Atlas Etno-histórico Digital foi concebido como uma Tecnologia Social Educacional e como uma proposta pedagógica destinada a transformar produtos, métodos e processos de pesquisa da Antropologia Social em ferramentas voltadas à educação escolar e não escolar. A iniciativa converte conhecimentos produzidos por meio da cartografia social, da pesquisa etno-histórica e dos estudos sobre cultura, território e patrimônio em conteúdos digitais, cartográficos e audiovisuais interativos. O objetivo é tornar resultados de pesquisa acessíveis a professores, estudantes, comunidades tradicionais e demais públicos interessados, articulando divulgação científica, formação, patrimônio cultural e justiça territorial.
Direcionado especialmente a professores e estudantes dos ensinos Fundamental e Médio, o projeto adota uma perspectiva de pedagogia autonômica, na qual os territórios, as memórias, as narrativas históricas e os conhecimentos produzidos pelas próprias comunidades constituem elementos centrais dos processos educativos.
O projeto prevê a constituição de três grandes conjuntos de conteúdos digitais:
Ao articular pesquisa, extensão universitária, educação e tecnologias digitais, o projeto busca ampliar o acesso aos conhecimentos produzidos pela universidade e, simultaneamente, reconhecer comunidades indígenas, quilombolas e tradicionais como sujeitos da produção do conhecimento sobre seus territórios e suas histórias.
O reconhecimento concedido pela Associação Brasileira de Antropologia destaca, assim, a contribuição do Atlas Etno-histórico Digital para novas formas de divulgação científica e para a construção de instrumentos pedagógicos capazes de aproximar a produção antropológica da educação básica e da sociedade.
Acesse o Atlas Etno-histórico Digital:
https://storymaps.arcgis.com/collections/f568ff648fa34ce989438deb6fcc58ae?item=1
Acesse o Resultado da Premiação no Site da ABA:
Prêmio de divulgação científica
Postado em 25/08/2026 - 12:00
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