Última semana da Escola de Inverno teve início nesta segunda-feira
Seis atividades integraram a programação do dia, que abordou temas como aplicação de ferramentas em pesquisas qualitativas, economia circular, biopolíticas, formação docente, Educação Física escolar e os diálogos entre antropologia e ecologia
Mais um ciclo de atividades da Escola de Inverno teve início nesta segunda-feira (3). Na ocasião, pesquisadores, docentes e participantes reuniram-se em torno de discussões sobre metodologias de pesquisa, sistemas alimentares, educação e ciências sociais, reforçando o caráter interdisciplinar e internacional do evento. Ao todo, houveram cinco minicursos e um workshop em modalidade on-line e presencial.
Entre os destaques do dia estiveram o workshop “Análise de Conteúdo e Uso do Software ATLAS.ti” e o minicurso “Economia Circular e Sistemas Alimentares Sustentáveis: Fundamentos e Aplicações na Produção Avícola”, que iniciaram e encerraram suas atividades nesta segunda-feira.
O workshop, ministrado pelas docentes Maria Julia Gimenez (PPGCS/UFRRJ) e Bruna Figueiredo (CPDA/UFRRJ), apresentou os fundamentos da análise de conteúdo por meio da plataforma ATLAS.ti, abordando desde a organização de projetos e a codificação de documentos até a utilização de recursos de Inteligência Artificial para apoiar análises qualitativas e a geração de relatórios. Já o minicurso coordenado pela Profª. Drª. Fabiola Helena dos Santos Fogaça (PPGCTIA/ UFRRJ) ocorreu de maneira on-line discutiu os princípios da economia circular aplicados aos sistemas alimentares sustentáveis, com ênfase na produção avícola e na adoção de práticas voltadas ao uso mais eficiente dos recursos.
A programação também contou com o início de outros 4 cursos, entre eles o minicurso “Biopolíticas e tecnociências nos sistemas alimentares globais: desafios epistêmicos, metodológicos e de governança multiespécie”, que promoveu reflexões sobre as relações entre humanos, animais e microrganismos, os impactos dos modelos industriais de produção de alimentos e os desafios contemporâneos da governança sanitária e ambiental. Outro destaque foi o minicurso “Educação Física Escolar em Perspectivas Internacionais”, dedicado à troca de experiências entre Brasil e países da América do Sul sobre formação docente, educação infantil, pós-graduação e avaliação da aprendizagem. Já o minicurso “Formação docente internacional e práticas reflexivas: o que podemos aprender com a experiência irlandesa?” apresentou concepções e metodologias de desenvolvimento profissional contínuo a partir da experiência de formação na Irlanda.
Completando a programação, “Habitar, perceber, traduzir: intercâmbios entre antropologia e ecologia” promoveu um diálogo entre diferentes correntes da antropologia e da ecologia para discutir novas perspectivas sobre as relações entre seres humanos, natureza e outros agentes que compõem a vida social.
Texto: João Pedro de Moraes
