{"id":843,"date":"2011-09-13T17:52:56","date_gmt":"2011-09-13T20:52:56","guid":{"rendered":"http:\/\/r1.ufrrj.br\/cpda\/?page_id=843"},"modified":"2024-10-14T15:41:06","modified_gmt":"2024-10-14T18:41:06","slug":"dissertacoes-e-teses-premiadas","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/institucional.ufrrj.br\/portalcpda\/dissertacoes-e-teses-premiadas\/","title":{"rendered":"Disserta\u00e7\u00f5es e teses premiadas"},"content":{"rendered":"<p>Clique nos t\u00edtulos das teses\/disserta\u00e7\u00f5es para ser direcionado \u00e0 p\u00e1gina do trabalho na Plataforma Sucupira ou no Reposit\u00f3rio da UFRRJ (Tede).<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Men\u00e7\u00e3o Honrosa Pr\u00eamio UFRRJ 2024 de Teses e Disserta\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p><strong>FERNANDA SANTA ROZA AYALA MARTINS<\/strong><br \/>\n<strong><a href=\"https:\/\/sucupira.capes.gov.br\/sucupira\/public\/consultas\/coleta\/trabalhoConclusao\/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&amp;id_trabalho=13119023\">Fabricando o doce amargo: setor sucronerg\u00e9tico, colonialidade do poder e expropria\u00e7\u00e3o de territ\u00f3rios Guarani e Kaiow\u00e1 no Mato Grosso do Sul (2002-2014)<\/a><\/strong><br \/>\n<strong>Defesa<\/strong>: 26\/01\/2023<\/p>\n<p><strong>Banca<\/strong>: Debora Franco Lerrer (Orientadora \/ CPDA\/UFRRJ), John Wilkinson (CPDA\/UFRRJ), Regina Bruno (CPDA\/UFRRJ), Caio Pompeia (USP) e Tonico Benites (UFRR).<\/p>\n<p><strong>Resumo<\/strong>: Ao longo da primeira d\u00e9cada dos anos 2000 os biocombust\u00edveis emergiram no cen\u00e1rio internacional em um contexto de m\u00faltiplas crises (energ\u00e9tica, clim\u00e1tica, alimentar e financeira) que teria desempenhado papel fundamental para o avan\u00e7o deste setor impelindo, conforme descrito por Harvey (2004), a exporta\u00e7\u00e3o de capitais para lugares onde a reprodu\u00e7\u00e3o ampliada e a acumula\u00e7\u00e3o s\u00e3o facilitadas n\u00e3o somente no mercado de capitais, mas tamb\u00e9m na concretude de sua produ\u00e7\u00e3o e reprodu\u00e7\u00e3o. No Brasil, ao se apoiar discursivamente na emergente preocupa\u00e7\u00e3o com as quest\u00f5es clim\u00e1ticas e com o esgotamento das fontes de energia f\u00f3sseis o setor assumiu posi\u00e7\u00e3o central para a estrat\u00e9gia de consolida\u00e7\u00e3o da economia pol\u00edtica do agroneg\u00f3cio, cujos resultados observados por muitos autores apontam para a manuten\u00e7\u00e3o da concentra\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria, para o acirramento da viol\u00eancia e dos conflitos no campo e para o aprofundamento de mecanismos de expropria\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o do campo. Sem nenhuma tradi\u00e7\u00e3o usineira, o Mato Grosso do Sul se destacou como cerne desta din\u00e2mica tendo representado uma nova fronteira agr\u00edcola para o setor. Isto resultou em uma amplia\u00e7\u00e3o extraordin\u00e1ria e veloz da \u00e1rea plantada e colhida de cana e do n\u00famero de usinas instaladas na regi\u00e3o. Ao observarmos os anos de 1995 a 2016, constata-se que a \u00e1rea plantada de cana-de-a\u00e7\u00facar foi ampliada em 774%, a do milho em 235%, a da soja em 134% e a \u00e1rea destinada ao trigo foi reduzida em 35%. Esta tese tem como tema central a investiga\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o entre as din\u00e2micas de organiza\u00e7\u00e3o das fra\u00e7\u00f5es de classe dominantes locais do Mato Grosso do Sul, no que concerne ao avan\u00e7o do setor sucroenerg\u00e9tico no per\u00edodo entre 2002 e 2014, e as din\u00e2micas hist\u00f3ricas de expropria\u00e7\u00e3o de territ\u00f3rios dos Guarani e dos Kaiow\u00e1 da regi\u00e3o. Argumenta-se que o regime de desapropria\u00e7\u00e3o do per\u00edodo, observado pela lupa do processo de expans\u00e3o do setor para o Mato Grosso do sul, foi amparado pela persist\u00eancia de elementos de colonialidade de poder em uma rela\u00e7\u00e3o de integra\u00e7\u00e3o constitutiva com os mecanismos de sustenta\u00e7\u00e3o dos v\u00ednculos que conformaram um contexto local de burguesia coligada. Esta articula\u00e7\u00e3o serviu, ao mesmo tempo, como estrat\u00e9gia de acumula\u00e7\u00e3o de capital e como dispositivo de manuten\u00e7\u00e3o da hegemonia dos grandes propriet\u00e1rios de terra locais. Diante disto, lan\u00e7ou-se luz para os v\u00ednculos estabelecidos entre as fra\u00e7\u00f5es de classe dominantes locais ligadas \u00e0 grande propriedade fundi\u00e1ria e os interesses usineiros, cuja din\u00e2mica de coliga\u00e7\u00e3o de interesses moldou o processo de expans\u00e3o do setor na regi\u00e3o. Observou-se, com isso, que o modo como a expans\u00e3o do setor sucroenerg\u00e9tico para a regi\u00e3o foi operado refor\u00e7ou o poder pol\u00edtico e econ\u00f4mico de fra\u00e7\u00f5es de classe dominantes locais historicamente constitu\u00eddas a partir do controle da propriedade da terra, contribuindo para a manuten\u00e7\u00e3o da hegemonia dos interesses contr\u00e1rios aos processos de demarca\u00e7\u00e3o das terras ind\u00edgenas Guarani e Kaiow\u00e1.<br \/>\n<strong>Palavras-chave<\/strong>: Mato Grosso do Sul; Guarani; Kaiow\u00e1; Setor Sucroenerg\u00e9tico; Classe Dominante; Agroneg\u00f3cio; Colonialidade do poder; Burguesia coligada; Etanol.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Men\u00e7\u00e3o Honrosa Pr\u00eamio UFRRJ 2024 de Teses e Disserta\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p><strong>ONALDO LUIS BRANCANTE MACHADO FILHO<\/strong><br \/>\n<strong><a href=\"https:\/\/sucupira.capes.gov.br\/sucupira\/public\/consultas\/coleta\/trabalhoConclusao\/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&amp;id_trabalho=13878581\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Cozinhar \u00e9 um ato pol\u00edtico? O cozinhar dom\u00e9stico como ativismo alimentar<\/a><br \/>\n<\/strong><strong>Indicada pelo CPDA ao pr\u00eamio ANPOCS 2024 de Teses e Disserta\u00e7\u00f5es<br \/>\nDefesa<\/strong>: 10\/10\/2023<\/p>\n<p><strong>Banca<\/strong>: Fatima Portilho (Orientadora \u2013 CPDA\/UFRRJ), Maycon Noremberg Schubert (Coorientador \u2013 PPGS e PGDR\/UFRGS), Livia Barbosa (Puc-Rio) e Felipe da Luz Colom\u00e9 (CPDA\/UFRRJ).<\/p>\n<p><strong>Resumo<\/strong>: Esta disserta\u00e7\u00e3o analisa de que forma a politiza\u00e7\u00e3o da alimenta\u00e7\u00e3o, no contexto do ativismo alimentar, se traduz em mudan\u00e7as nas pr\u00e1ticas do cozinhar dom\u00e9stico. Frente ao discurso de que \u201ccozinhar \u00e9 um ato pol\u00edtico\u201d, promovido por ativistas com a inten\u00e7\u00e3o de politizar as pr\u00e1ticas alimentares e, especificamente, o cozinhar, a pesquisa discute como o processo de politiza\u00e7\u00e3o gera transforma\u00e7\u00f5es em torno desta pr\u00e1tica, bem como as disputas, limita\u00e7\u00f5es e ambiguidades deste processo. Para tanto, foi mobilizada a literatura sobre consumo pol\u00edtico, ativismo alimentar e Teoria das Pr\u00e1ticas. Ao considerar o cozinhar como uma pr\u00e1tica social, a pesquisa tem por objetivos: (a) identificar quais estrat\u00e9gias do consumo pol\u00edtico s\u00e3o mobilizadas por ativistas alimentares no conjunto arranjado de pr\u00e1ticas associadas ao cozinhar; (b) investigar como os elementos que constituem a pr\u00e1tica do cozinhar e as rela\u00e7\u00f5es entre os mesmos v\u00eam sendo afetados pelos processos de politiza\u00e7\u00e3o; (c) compreender de quais maneiras os ativistas alimentares contribuem e se relacionam com conven\u00e7\u00f5es de normalidade em torno do cozinhar politizado \u201capropriado\u201d e, ainda, (d) mapear as poss\u00edveis mudan\u00e7as na temporalidade do cozinhar que emergem deste processo. Com o intuito de atingir os objetivos propostos, foi realizada uma Revis\u00e3o Bibliogr\u00e1fica Sistem\u00e1tica e um trabalho de campo qualitativo, por meio de entrevistas semiestruturadas, observa\u00e7\u00e3o participante e question\u00e1rios, no qual o cozinhar dom\u00e9stico de ativistas alimentares foi o objeto sociol\u00f3gico. Foram selecionados, como informantes, aqueles indiv\u00edduos que se identificassem enquanto ativistas alimentares, que vocalizassem discursos de politiza\u00e7\u00e3o do cozinhar e que fossem a principal pessoa a preparar as refei\u00e7\u00f5es semanais em seu n\u00facleo familiar. Os resultados apontam modifica\u00e7\u00f5es nos elementos que constituem o conjunto arranjado de pr\u00e1ticas em torno do cozinhar dom\u00e9stico, como as regras, os entendimentos, a estrutura teleoafetiva e os arranjos materiais. Foi proposta uma tipologia de quatro varia\u00e7\u00f5es do cozinhar politizado, a saber: (i) para difundir o cozinhar; (ii) para difundir o veganismo; (iii) por priorizar a origem dos ingredientes; e (iv) para reduzir o desperd\u00edcio. Essa tipologia foi elaborada a partir da uma an\u00e1lise praxiol\u00f3gica, na qual a pr\u00e1tica \u00e9 interpretada como uma propriedade emergente, n\u00e3o sendo um atributo individual, mas uma forma de engajamento social. Outras dimens\u00f5es s\u00e3o analisadas, tais como as a\u00e7\u00f5es de consumo pol\u00edtico, indicativos de constru\u00e7\u00e3o de normatividades em torno do cozinhar politizado e a temporalidade das pr\u00e1ticas alimentares de ativistas.<br \/>\n<strong>Palavras-chave<\/strong>: Ativismo Alimentar; Consumo Pol\u00edtico; Cozinhar Dom\u00e9stico; Teoria das Pr\u00e1ticas.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong><u>Men\u00e7\u00e3o Honrosa Tese Pr\u00eamio ANPPAS 2023<\/u><\/strong><\/p>\n<p><strong>HELENA RODRIGUES LOPES<\/strong><br \/>\n<a href=\"https:\/\/sucupira.capes.gov.br\/sucupira\/public\/consultas\/coleta\/trabalhoConclusao\/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&amp;id_trabalho=11753001\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>\u201cFazer pegar novamente, como se diz das plantas\u201d: um estudo sobre ecologia das pr\u00e1ticas das Casas de Sementes da Rede de Interc\u00e2mbio de Sementes na Regi\u00e3o de Sobral-CE<\/strong><\/a><br \/>\n<strong>Data<\/strong>: 19\/08\/2022<\/p>\n<p>Banca: Claudia Job Schmitt (Orientadora \u2013 CPDA\/UFRRJ), Marcelo de Carvalho Rosa (CPDA\/UFRRJ), Thereza Cristina Cardoso Menezes (CPDA\/UFRRJ), Alyne de Castro Costa (Puc-Rio) e Flavia Char\u00e3o Marques.<\/p>\n<p><strong>Resumo<\/strong>: As Casas de Sementes s\u00e3o locais de armazenamento coletivo de sementes e atuam como pontos de refer\u00eancia da Rede de Interc\u00e2mbio de Sementes (RIS) na regi\u00e3o de Sobral, Cear\u00e1. A RIS Sobral, por sua vez, \u00e9 uma esfera organizativa na qual agricultores\/as, assentados\/as da reforma agr\u00e1ria, quilombolas e respectivas organiza\u00e7\u00f5es representativas, al\u00e9m da C\u00e1ritas Diocesana de Sobral, atuam coordenando fazeres e responsabilidades entre os\/as participantes e as Casas. Seguindo as Casas de Sementes, o recorte temporal desta pesquisa abrange desde a d\u00e9cada de 1970 at\u00e9 os dias de hoje. Os primeiros bancos de Bancos de Sementes, como eram chamados \u00e0 \u00e9poca, foram criados nos anos 1970, no contexto das lutas pela terra e por direitos sociais no campo. Ancorados em disputas pol\u00edticas, nos Bancos \u201cnunca se falou s\u00f3 em sementes\u201d. Os\/as agricultores\/as participantes das Casas de Sementes da RIS Sobral identificam que um dos pap\u00e9is fundamentais desempenhados por esses espa\u00e7os se associa \u00e0 promo\u00e7\u00e3o de autonomia, sobretudo, nas palavras deles\/as, a \u201cautonomia das sementes do patr\u00e3o\u201d. Estas constata\u00e7\u00f5es inserem as Casas de Sementes em um emaranhado complexo: as sementes armazenadas n\u00e3o s\u00e3o entes isolados e s\u00e3o capazes de promover autonomia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s sementes controladas por outrem. A partir da no\u00e7\u00e3o de ecologia das pr\u00e1ticas discutida por Isabelle Stengers, a pesquisa procurou investigar os v\u00ednculos e significados associados \u00e0 autonomia, nas distintas formas como ela \u00e9 experienciada pelos agentes sociais. Assim, tendo as Casas de Sementes como ponto de entrada, a investiga\u00e7\u00e3o busca evidenciar os v\u00ednculos de interdepend\u00eancia que v\u00e3o sendo tecidos entre agricultores\/as, a Caatinga, a Igreja Cat\u00f3lica, os Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTRs), as Organiza\u00e7\u00f5es N\u00e3o Governamentais (ONGs), as biotecnologias, as tecnologias alternativas e as legisla\u00e7\u00f5es. A tese analisa, sob essa \u00f3tica, as muitas lutas e atores que comp\u00f5em a ecologia das pr\u00e1ticas que emerge a partir das rela\u00e7\u00f5es cotidianas estabelecidas pelos agricultores\/as com as Casas de Sementes. A estrat\u00e9gia metodol\u00f3gica da pesquisa adota uma perspectiva etnogr\u00e1fica, lan\u00e7ando m\u00e3o, tamb\u00e9m, de outras t\u00e9cnicas de pesquisa, como an\u00e1lise documental e entrevistas semiestruturadas com atores-chaves. Os aprendizados provenientes desse trabalho n\u00e3o apontam para para uma ecologia de pr\u00e1ticas (enfim) conclusa, mas iluminam o que mant\u00e9m os atores juntos\/as, considerando o sentido de pertencimento constru\u00eddo atrav\u00e9s das rela\u00e7\u00f5es cotidianas estabelecidasentre agricultores\/as e Casas de sementes, e os muitos v\u00ednculos que, n\u00e3o sem diverg\u00eancias e tens\u00f5es, promovem autonomia e anunciam a continuidade de m\u00faltiplas lutas.<br \/>\n<strong>Palavras-chave<\/strong>: Sementes, Casa de Sementes, Ecologias de pr\u00e1ticas, Autonomia, RIS Sobral.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong><u>Men\u00e7\u00e3o Honrosa Disserta\u00e7\u00e3o Pr\u00eamio ANPPAS 2023<\/u><\/strong><\/p>\n<p><strong>LIARA FARIAS BAMBIRRA<\/strong><br \/>\n<strong><a href=\"https:\/\/sucupira.capes.gov.br\/sucupira\/public\/consultas\/coleta\/trabalhoConclusao\/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&amp;id_trabalho=11753045\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Para al\u00e9m do desenvolvimento extrativista: resist\u00eancias e produ\u00e7\u00e3o de conhecimentos a partir do territ\u00f3rio-corpo-terra<\/a><br \/>\n<\/strong><strong>Defesa<\/strong>: 02\/09\/2022<\/p>\n<p><strong>Banca<\/strong>: Fabrina Furtado (Orientadora \/ CPDA\/UFRRJ), Maria Del Carmen Villarreal Villamar (UFRRJ) e Juliana Neves Barros.<\/p>\n<p><strong>Resumo<\/strong>: A pesquisa coloca em quest\u00e3o o modelo de desenvolvimento extrativista minerador na Am\u00e9rica Latina e as afeta\u00e7\u00f5es diferenciadas aos corpos e territ\u00f3rios das mulheres. Apesar de serem as mais afetadas pelos efeitos da l\u00f3gica desenvolvimentista, as mulheres assumem tamb\u00e9m centralidade nas lutas em defesa dos seus territ\u00f3rios-corpos-terras. Nesse sentido, a investiga\u00e7\u00e3o busca entender como s\u00e3o constru\u00eddos e disseminados os conhecimentos em espa\u00e7os de resist\u00eancia das mulheres atingidas, a partir da Red Latinoamericana de Mujeres Defensoras de Derechos Sociales y Ambientales. Investigo os impactos diferenciados de acordo com o g\u00eanero, a forma em que as mulheres atingidas resistem a partir dos seus territ\u00f3rios-corpos-terras e os m\u00e9todos de articula\u00e7\u00e3o do coletivo, suas constru\u00e7\u00f5es argumentativas e pedagogias.<br \/>\n<strong>Palavras-chave<\/strong>: Extrativismo minerador; Mulheres Atingidas; Territ\u00f3rio-corpo-terra; Resist\u00eancias.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong><u>Pr\u00eamio de melhor Tese de Doutorado em Sociologia Rural da Sober 2023<\/u><\/strong><\/p>\n<p><strong>GABRIEL SOUZA BASTOS<\/strong><br \/>\n<strong><a href=\"https:\/\/sucupira.capes.gov.br\/sucupira\/public\/consultas\/coleta\/trabalhoConclusao\/viewTrabalhoConclusao.xhtml?popup=true&amp;id_trabalho=12126950\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Mem\u00f3ria e resist\u00eancia camponesa em tempos de repress\u00e3o na Baixada Fluminense<\/a><\/strong><br \/>\n<strong>Data<\/strong>: 14\/12\/2022<\/p>\n<p><strong>Banca<\/strong>: Leonilde Servolo de Medeiros (Orientadora \/ CPDA\/UFRRJ), Debora Lerrer (CPDA\/UFRRJ), Jean Rodrigues Sales (UFRRJ), Felipe Augusto dos Santos Ribeiro (UESPI) e Mario Grynzpan (UFF).<\/p>\n<p><strong>Resumo<\/strong>: Muito se fala no Brasil \u2013 tanto na literatura especializada quanto nas representa\u00e7\u00f5es memorial\u00edsticas \u2013 a respeito da repress\u00e3o que se abateu sobre o movimento estudantil e organiza\u00e7\u00f5es da esquerda revolucion\u00e1ria durante a ditadura militar, dando \u00eanfase ao ano de 1968 como marco para a intensifica\u00e7\u00e3o da repress\u00e3o ou at\u00e9 mesmo como in\u00edcio efetivo da ditadura. Entretanto, a repress\u00e3o que se abateu aos setores mais pauperizados da classe trabalhadora, especialmente aos camponeses, \u00e9 pouco conhecida. O presente trabalho tem como objetivo analisar as representa\u00e7\u00f5es memorial\u00edsticas de formas de resist\u00eancia e organiza\u00e7\u00e3o camponesa, bem como eventos repressivos que se abateram \u00e0s popula\u00e7\u00f5es rurais da Baixada Fluminense em \u00e1reas periurbanas pr\u00f3ximas da cidade do Rio de Janeiro, onde houve grande mobiliza\u00e7\u00e3o de entidades de trabalhadores rurais na luta pela terra no per\u00edodo anterior ao golpe de 1964. Tomando como caso para esse estudo uma localidade conhecida como Pedra Lisa, hoje munic\u00edpio de Japeri, que esteve conectada com diversas outras mobiliza\u00e7\u00f5es camponesas da Baixada Fluminense, foram realizadas an\u00e1lises documentais, jornal\u00edsticas e entrevistas com moradores da regi\u00e3o que vivenciaram esses acontecimentos. A fim de analisar din\u00e2micas memorial\u00edsticas ao longo do tempo, foram feitas compara\u00e7\u00f5es com entrevistas fornecidas por outros pesquisadores, realizadas nas \u00faltimas d\u00e9cadas, com moradores dessa mesma localidade. Verifica-se que sobre essas popula\u00e7\u00f5es, a repress\u00e3o n\u00e3o come\u00e7a nem termina com a ditadura, mas se intensifica imediatamente ap\u00f3s o golpe de 1964, gerando din\u00e2micas memorial\u00edsticas que se alteram ao longo do tempo, mas sempre marcadas pelo medo e atitudes for\u00e7adas de esquecimento.<br \/>\n<strong>Palavras-chave<\/strong>: conflitos por terra, campesinato, Baixada Fluminense, ditadura militar.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong><u>Pr\u00eamio de melhor Tese de Doutorado em Sociologia Rural da Sober 2022<\/u><\/strong><\/p>\n<p>LUIZA BORGES DULCI<br \/>\n<a href=\"https:\/\/sucupira.capes.gov.br\/sucupira\/public\/consultas\/coleta\/trabalhoConclusao\/viewTrabalhoConclusao.xhtml?popup=true&amp;id_trabalho=11363434\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>O Sul de Minas Gerais e a governan\u00e7a da rede de produ\u00e7\u00e3o global do caf\u00e9 no s\u00e9culo XXI<\/strong><\/a><br \/>\n<strong>Defesa<\/strong>: 02\/09\/2021<\/p>\n<p><strong>Banca<\/strong>: Sergio Pereira Leite (Orientador \u2013 CPDA\/UFRRJ), Claudia Job Schmitt (CPDA\/UFRRJ), John Wilkinson (CPDA\/UFRRJ), Aaron Schneider (Universidade de Denver\/Colorado) e Rodrigo Salles Pereira dos Santos (UFRJ).<\/p>\n<p><strong>Resumo<\/strong>: Caf\u00e9. Mundialmente comercializado em gr\u00e3os verdes, torrado e mo\u00eddo, sol\u00favel e em c\u00e1psulas, assim como em bebidas cafeinadas diversas, sua din\u00e2mica de produ\u00e7\u00e3o e consumo expressa uma divis\u00e3o internacional do trabalho, na qual pa\u00edses do Sul cultivam e pa\u00edses do Norte consomem. O Brasil se apresenta como um ponto fora da curva, na medida em que produz mais de um ter\u00e7o do caf\u00e9 do mundo e constitui-se como o segundo maior consumidor, atr\u00e1s apenas dos Estados Unidos. O Sul de Minas Gerais se destaca como principal regi\u00e3o cafeeira do pa\u00eds, contabilizando um ter\u00e7o do caf\u00e9 nacional e dez por cento do caf\u00e9 mundial. Nesse contexto, a pesquisa busca responder \u00e0 pergunta de por que o Brasil e o Sul de Minas Gerais em particular, t\u00eam sido incapazes de capturar e usufruir de parcela expressiva da renda gerada pela rede de produ\u00e7\u00e3o global do caf\u00e9? O trabalho evidencia que as dificuldades encontradas pelas regi\u00f5es e pelos grupos sociais dedicados ao cultivo do caf\u00e9, no Brasil e no mundo, refletem arranjos de rela\u00e7\u00f5es que sustentam padr\u00f5es espec\u00edficos de governan\u00e7a, com destaque para a regula\u00e7\u00e3o; a concentra\u00e7\u00e3o e a internacionaliza\u00e7\u00e3o das empresas; e a financeiriza\u00e7\u00e3o. Acrescenta-se a isso os efeitos do chamado Paradoxo do Caf\u00e9, que contrasta a desvaloriza\u00e7\u00e3o dos gr\u00e3os e de seus produtores nos pa\u00edses do Sul com a valoriza\u00e7\u00e3o nas cafeterias e supermercados dos pa\u00edses do Norte. A realiza\u00e7\u00e3o da pesquisa implicou o uso de fontes orais e textuais, bem como de m\u00e9todos quanti e qualitativos. Fontes prim\u00e1rias envolvem 44 entrevistas e visitas de campo em Minas Gerais. Fontes secund\u00e1rias correspondem \u00e0 an\u00e1lise de dados sobre o mercado mundial e brasileiro de caf\u00e9 provenientes de institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e privadas, empresas, cooperativas, universidades e institutos de pesquisa, bem como da literatura especializada no tema. Com base nas fontes analisadas sustentamos a hip\u00f3tese de que a atua\u00e7\u00e3o dos atores privados e p\u00fablicos envolvidos com o neg\u00f3cio do caf\u00e9 no Brasil t\u00eam sido insuficientes para superar a condi\u00e7\u00e3o de subordina\u00e7\u00e3o e reverter os padr\u00f5es de desigualdade que caracterizam a rede. O mercado de caf\u00e9s especiais se apresenta como uma alternativa capaz de reverter padr\u00f5es de desigualdade, na medida em que abre possibilidades de encurtar circuitos de comercializa\u00e7\u00e3o e consumo e remunerar melhor os agricultores. Por\u00e9m, os dados mobilizados na pesquisa indicam que ele se encontra amplamente dominado por din\u00e2micas corporativas. Ademais, a crescente valoriza\u00e7\u00e3o do caf\u00e9 no Norte se d\u00e1, sobretudo, em raz\u00e3o de atributos imateriais, criados no momento do consumo, de maneira que a renda auferida n\u00e3o \u00e9 revertida aos agricultores. Diante desse contexto, questiona-se os limites das estrat\u00e9gias de inser\u00e7\u00e3o em uma rede controlada por grandes multinacionais situadas no Norte e de uma distribui\u00e7\u00e3o mais equitativa e justa da renda e do poder considerando o padr\u00e3o de governan\u00e7a atual. Mudan\u00e7as necess\u00e1rias apontam para o fortalecimento das capacidades estatais de apoio \u00e0 agricultura e ind\u00fastria nacionais, bem como a constru\u00e7\u00e3o coletiva de caminhos por mais autonomia e emancipa\u00e7\u00e3o.<br \/>\n<strong>Palavras-chave<\/strong>: caf\u00e9; Rede de Produ\u00e7\u00e3o Global; financeiriza\u00e7\u00e3o; sistemas alimentares.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong><u>Pr\u00eamio de melhor Disserta\u00e7\u00e3o de Mestrado em Sociologia Rural da Sober 2021<\/u><\/strong><\/p>\n<p><strong>JESSICA SIVIERO VICENTE<\/strong><br \/>\n<a href=\"https:\/\/sucupira.capes.gov.br\/sucupira\/public\/consultas\/coleta\/trabalhoConclusao\/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&amp;id_trabalho=9271939\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong> Uma nova safra de propriet\u00e1rios rurais? O caso dos investimentos da Universidade de Harvard em recursos naturais no Brasil<\/strong><\/a><br \/>\n<strong>Defesa: <\/strong> 02\/04\/2020<\/p>\n<p><strong>Banca: <\/strong> Sergio Pereira Leite (CPDA\/UFRRJ \u2013 Orientador), Karina Kato (CPDA\/UFRRJ) e Carla Silvina Gras (UNGS).<\/p>\n<p><strong>Resumo: <\/strong> Com quantos arames se faz uma cerca? Quantos t\u00edtulos s\u00e3o necess\u00e1rios para inventar uma propriedade? No caso em quest\u00e3o, ou melhor dizendo, nos casos das \u201cquest\u00f5es\u201d que contarei, al\u00e9m dos j\u00e1 bem conhecidos t\u00edtulos \u201cgrilados\u201d, as terras est\u00e3o sendo cercadas tamb\u00e9m por \u201cnovos t\u00edtulos financeiros\u201d, combinados eles forjam uma oposi\u00e7\u00e3o, aparentemente inusitada, entre professores, estudantes, executivos e financiadores da Universidade de Harvard e trabalhadores rurais do sert\u00e3o baiano. A pesquisa que constru\u00ed nasceu da perplexidade ante o choque entre esses dois mundos t\u00e3o distantes, partindo de um caso localizado de grilagem envolvendo 140 mil hectares no oeste da Bahia, encontrei uma articula\u00e7\u00e3o entre atores locais, gerentes do agroneg\u00f3cio nacional e executivos da companhia que administra os ativos e fundos da Universidade de Harvard (a Harvard Management Company, HMC), da\u00ed a quest\u00e3o: quem \u00e9 esse novo propriet\u00e1rio de terras? Afinal, h\u00e1 algo de \u201cnovo\u201d neste caso? Defendo que o \u201cnovo\u201d \u00e9 resultado de uma luta pelo estabelecimento do chamado \u201cmercado financeiro com recursos naturais\u201d, que se organiza em torno de um modelo de propriedade fundi\u00e1ria institucional e cujo movimento de globaliza\u00e7\u00e3o vem produzindo fronteiras para valoriza\u00e7\u00e3o do capital em diferentes pa\u00edses do mundo. Nesse processo, o Brasil tornou-se especialmente atrativo, tendo sido representado como a maior fronteira do mundo para novos investimentos em terras e agricultura, o que fez surgir e constantemente ressurgirem \u201cnovas fronteiras\u201d no pa\u00eds, espa\u00e7os que v\u00eam sendo produzidos pelo encontro entre atores e pol\u00edticas nacionais, capitais financeiros e transnacionais, trabalhadores rurais, comunidades tradicionais e popula\u00e7\u00f5es do campo. Nesta disserta\u00e7\u00e3o, tentei destrinchar quem s\u00e3o esses agentes financeiros escondidos por tr\u00e1s dos eventos e esbo\u00e7ar a complexidade dos arranjos pol\u00edticos e conflitos fundi\u00e1rios nos quais se inseriram.<br \/>\n<strong>Palavras-chave: <\/strong> financeiriza\u00e7\u00e3o da terra; propriedade fundi\u00e1ria institucional; fronteiras; expropria\u00e7\u00e3o; expuls\u00f5es.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong><u>Pr\u00eamio Capes de Tese 2019 na \u00e1rea de Sociologia<\/u><\/strong><\/p>\n<p><strong>VALD\u00caNIO FREITAS MENESES<br \/>\n<\/strong><a href=\"https:\/\/sucupira.capes.gov.br\/sucupira\/public\/consultas\/coleta\/trabalhoConclusao\/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&amp;id_trabalho=6584492\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>Saudade e rusticidade: reconvers\u00f5es sociais e sentidos da conviv\u00eancia com as secas entre elites pecuaristas do Cariri paraibano<\/strong><\/a><br \/>\n<strong>Defesa<\/strong>: 21\/06\/2018<\/p>\n<p><strong>Banca<\/strong><br \/>\nEli de F\u00e1tima Napole\u00e3o de Lima (CPDA\/UFRRJ \u2013 Orientadora), Regina Bruno (CPDA\/UFRRJ), Carmen Andriolli (CPDA\/UFRRJ), C\u00e9sar Barreira (UFC) e Luis Henrique Herm\u00ednio Cunha (UFCG).<\/p>\n<p><strong>Resumo<\/strong>: Nas \u00faltimas d\u00e9cadas grandes propriet\u00e1rios da regi\u00e3o do Cariri paraibano t\u00eam investido na pecu\u00e1ria de caprinos e na publica\u00e7\u00e3o de livros de genealogia e mem\u00f3rias de suas fam\u00edlias. Partindo de pesquisa com os Dantas Vilar, Suassuna e Fernandes Batista, a tese analisa esses movimentos dentro de estrat\u00e9gias de reconvers\u00f5es sociais: tentativas de \u201cmudar para permanecer igual\u201d, de manter um status social, mas de transformar um patrim\u00f4nio material e simb\u00f3lico de uma elite sob risco de desclassifica\u00e7\u00e3o ap\u00f3s mudan\u00e7as recentes nas desigualdades sociais entre o mundo rural e urbano no Nordeste. Por esse caminho, os pecuaristas do Cariri paraibano expressam uma ideia de conviv\u00eancia com as secas sintonizada com bandeiras pol\u00edticas que, desde final dos anos 1970, circulam entre ve\u00edculos de imprensa das sociedades de grandes pecuaristas de todo o Nordeste. Diferente da conviv\u00eancia com as secas de pastorais, ONGs e movimentos sociais, o projeto dos pecuaristas de supera\u00e7\u00e3o do combate \u00e0s secas exalta a grande propriedade da terra: a fazenda pecuarista seria o local, por excel\u00eancia, para aprender a conviver com as estiagens. Esse argumento tem legitimidade produzida pela figura de \u201cpatriarcas\u201d de fam\u00edlias que afirmam representar uma linhagem da \u201cCiviliza\u00e7\u00e3o do couro\u201d e deter um saber leg\u00edtimo sobre voca\u00e7\u00f5es \u201cnaturais\u201d, como a caprinocultura no semi\u00e1rido nordestino. Enquanto estrat\u00e9gia de manter uma posi\u00e7\u00e3o de prest\u00edgio, a conviv\u00eancia com as secas das elites pecuaristas tamb\u00e9m se insere nas lutas sobre o imagin\u00e1rio regional, influenciando na transforma\u00e7\u00e3o dos caprinos \u2013 antes tidos de menor status social em rela\u00e7\u00e3o aos bovinos \u2013 como s\u00edmbolo de uma \u201cnordestinidade\u201d aut\u00eantica: argumento que tem legitimado de eventos tur\u00edsticos e gastron\u00f4micos \u00e0 pol\u00edticas de desenvolvimento rural em todo semi\u00e1rido nordestino.<br \/>\n<strong>Palavras-chave<\/strong>: Elites; Reconvers\u00f5es sociais; Caprinocultura; Conviv\u00eancia com as secas; Cariri paraibano.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong><u>Tese selecionada pelo Edital de Aux\u00edlio \u00e0 Editora\u00e7\u00e3o de Obras Cient\u00edficas da Faperj 2015<\/u><\/strong><\/p>\n<p><strong>FL\u00c1VIA LUZIA OLIVEIRA DA CUNHA GALINDO<br \/>\n<\/strong><a href=\"https:\/\/sucupira.capes.gov.br\/sucupira\/public\/consultas\/coleta\/trabalhoConclusao\/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&amp;id_trabalho=1686631\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>Comendo bem, que mal tem? Um estudo sobre as representa\u00e7\u00f5es sociais dos riscos alimentares<\/strong><\/a><br \/>\n<strong>Defesa<\/strong>: 27\/05\/2014<\/p>\n<p><strong>Banca: <\/strong>F\u00e1tima Portilho (CPDA\/UFRRJ \u2013 Orientadora), John Wilkinson (CPDA\/UFRRJ), Let\u00edcia Moreira Casotti (UFRJ), L\u00edvia Barbosa (PUC-Rio) e Janine Helfst Leicht Colla\u00e7o (UFG).<\/p>\n<p><strong>Resumo<\/strong>: O consumo alimentar \u00e9 uma das mais elementares pr\u00e1ticas da vida cotidiana, mas pode colocar os indiv\u00edduos em situa\u00e7\u00e3o de risco, sejam os provenientes das dificuldades de acesso aos alimentos, sejam os riscos inerentes ao comer. A tese se prop\u00f4s a analisar os riscos impostos pela modernidade ao consumo de alimentos, a partir do conceito de Food Safety, e a apresentar e analisar representa\u00e7\u00f5es sociais dos riscos do comer. Considera-se que tanto o sistema agroalimentar como o sistema culturalizado que regem a l\u00f3gica da alimenta\u00e7\u00e3o modificam-se ao sabor de transforma\u00e7\u00f5es sociais, econ\u00f4micas, pol\u00edticas e culturais e acionam novas no\u00e7\u00f5es de qualidade, modificando ou ratificando percep\u00e7\u00f5es e pr\u00e1ticas existentes. Os riscos na alimenta\u00e7\u00e3o s\u00e3o um fato social total, capaz de engendrar v\u00e1rias representa\u00e7\u00f5es sociais compartilhadas pelo senso comum. Nesse contexto, o teor de ineditismo desse trabalho est\u00e1 no esfor\u00e7o de apresentar e analisar as representa\u00e7\u00f5es sociais do risco alimentar associadas aos itiner\u00e1rios do consumo e ao ciclo de vida dos respons\u00e1veis pela alimenta\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias. Para atingir esses objetivos, apoiamo-nos em dados emp\u00edricos coletados de forma explorat\u00f3ria ao longo do estudo e, sobretudo, em uma pesquisa densa de Grupo Focal, com foco interacional e com tr\u00eas perfis de respons\u00e1veis pelo abastecimento dom\u00e9stico de suas fam\u00edlias: jovens, adultos e idosos. Como fruto da empiria, apresentamos sistemas classificat\u00f3rios constru\u00eddos socialmente pelo conhecimento compartilhado no senso comum e no saber popular (MOSCOVICI, 1995). Observamos que as pr\u00e1ticas alimentares n\u00e3o definem a casa e a rua como opostos, mas como ambi\u00eancias complementares e interdependentes. Ambos s\u00e3o permeados por ambiguidades e modelam as m\u00faltiplas percep\u00e7\u00f5es dos riscos do comer. Tanto a comida de casa como a comida da rua engendram tens\u00f5es e conflitos, articulam l\u00f3gicas e estrat\u00e9gias e demandam investimento de tempo e recursos que delineiam a percep\u00e7\u00e3o de risco a partir das configura\u00e7\u00f5es da vida e das escalas de valores dos consumidores. Os resultados da pesquisa indicam que as representa\u00e7\u00f5es sociais dos riscos alimentares articulam quatro sistemas classificat\u00f3rios presentes na mem\u00f3ria coletiva das fam\u00edlias: cidadania, desconfian\u00e7a, medo e impureza. Estes quatro sistemas resultam em valores \u00e9ticos, sociais e ambientais que formatam as preocupa\u00e7\u00f5es e pr\u00e1ticas alimentares. Al\u00e9m disso, relacionamos 35 riscos alimentares ancorados em cinco categorias distintas: invisibilidade, inefici\u00eancia do sistema agroalimentar, ideologias\/cren\u00e7as, nutrientes\/componentes dos alimentos e h\u00e1bitos alimentares inadequados. Conclu\u00edmos que o risco alimentar aponta as tens\u00f5es e a import\u00e2ncia do tempo social para as fam\u00edlias, e est\u00e1 presente nas constru\u00e7\u00f5es plurais de saudabilidade decorrentes do estilo de vida dos respons\u00e1veis pela alimenta\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias, de acordo com sua fase do ciclo de vida: jovem, adulto e idoso.<br \/>\n<strong>Palavras-chave<\/strong>: Consumo; Risco Alimentar; Representa\u00e7\u00f5es Sociais; Seguran\u00e7a Alimentar.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong><u>Pr\u00eamio Anppas 2015 de Melhor Disserta\u00e7\u00e3o de Mestrado<\/u><\/strong><\/p>\n<p><strong>LAILA THOMAZ SANDRONI<\/strong><br \/>\n<a href=\"https:\/\/tede.ufrrj.br\/jspui\/handle\/jspui\/1500\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>Conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade nas ci\u00eancias sociais brasileiras: um campo em constru\u00e7\u00e3o<\/strong><\/a><br \/>\n<strong>Defesa<\/strong>: 17\/09\/2012<\/p>\n<p><strong>Banca<\/strong>: Maria Jos\u00e9 Carneiro (CPDA\/UFRRJ \u2013 Orientadora), F\u00e1tima Portilho (CPDA\/UFRRJ) e Teresa da Silva Rosa (UVV).<\/p>\n<p><strong>Resumo<\/strong>: A presente pesquisa objetiva identificar as principais quest\u00f5es em debate nas ci\u00eancias sociais brasileiras sobre o tema da conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade. Partiu-se de uma revis\u00e3o sistematizada da bibliografia proveniente de um levantamento criterioso dos artigos publicados nos principais peri\u00f3dicos de ci\u00eancias sociais brasileiros entre 1992 e 2010. Observou-se que a inser\u00e7\u00e3o tardia das ci\u00eancias sociais neste contexto \u00e9 perpassada pela rela\u00e7\u00e3o destas com as ci\u00eancias naturais, posto que se trata de uma tem\u00e1tica intrinsecamente multidisciplinar constru\u00edda a partir de variados fundamentos epistemol\u00f3gicos. A meta \u00e9 fazer uma investiga\u00e7\u00e3o que sirva \u00e0s ci\u00eancias sociais como forma de reflex\u00e3o e autoconhecimento, numa tentativa de explicita\u00e7\u00e3o da especificidade discursiva deste tipo de conhecimento no cen\u00e1rio dos argumentos sobre a conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade. Fazendo uma an\u00e1lise transversal dos principais argumentos propostos pelos autores no levantamento, foi poss\u00edvel perceber que h\u00e1 uma heterogeneidade na formula\u00e7\u00e3o de problem\u00e1ticas e nos procedimentos de pesquisa utilizados, que est\u00e1 ligada \u00e0 variedade de forma\u00e7\u00e3o disciplinar dos autores, aos centros de pesquisa onde trabalham e ao contexto do campo na contemporaneidade. Essa heterogeneidade exigiu uma reflex\u00e3o maior sobre as rela\u00e7\u00f5es entre as ci\u00eancias sociais e as ci\u00eancias naturais e sobre as consequ\u00eancias pr\u00e1ticas das formas de representa\u00e7\u00e3o utilizadas.<br \/>\n<strong>Palavras-chave<\/strong>: Conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade; Ci\u00eancias sociais; Ci\u00eancias naturais; Produ\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong><u>3\u00ba lugar no Pr\u00eamio Jabuti 2014<\/u><\/strong><\/p>\n<p><strong>JORGE LUIZ DOS SANTOS J\u00daNIOR<\/strong><br \/>\n<strong><a href=\"https:\/\/tede.ufrrj.br\/jspui\/handle\/jspui\/1137\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Ci\u00eancia do futuro e futuro da ci\u00eancia: redes e pol\u00edticas de nanoci\u00eancia no Brasil<\/a><br \/>\n<\/strong>(baseado na Tese de Doutorado \u00a0\u201cCi\u00eancia do futuro: a comunidade de pesquisa e o ciclo da pol\u00edtica de nanoci\u00eancia no Brasil)<br \/>\n<strong>Defesa<\/strong>: 02\/12\/2011<\/p>\n<p><strong>Banca<\/strong>: F\u00e1tima Portilho (CPDA\/UFRRJ \u2013 Orientadora), Jorge Osvaldo Romano (CPDA\/UFRRJ), Maria Celina D\u2019araujo (PUC-Rio), Eduardo Cesar Marques (USP) e Cesar Augusto Miranda Guedes (UFRRJ).<\/p>\n<p><strong>Resumo<\/strong>: A nanoci\u00eancia e a nanotecnologia (N&amp;N), ao permitirem a manipula\u00e7\u00e3o de \u00e1tomos individualizados para criar novos elementos e mat\u00e9rias (org\u00e2nicos e inorg\u00e2nicos), podem ser compreendidas como a mais recente incurs\u00e3o do homem na tentativa de dominar, transformar e recriar a natureza. Despertam interesses diversos e acirram controv\u00e9rsias, caracter\u00edsticas de uma sociedade de risco, provocando olhares cr\u00edticos acerca do futuro da humanidade, trazendo consigo um conjunto de incertezas e disputas que se consubstanciam na institucionaliza\u00e7\u00e3o desse setor. Nessa tese analisamos a participa\u00e7\u00e3o da comunidade cient\u00edfica no ciclo da pol\u00edtica de nanotecnologia e nanoci\u00eancia (N&amp;N) no Brasil, atrav\u00e9s da identifica\u00e7\u00e3o e interpreta\u00e7\u00e3o das inter-rela\u00e7\u00f5es entre os diversos atores que comp\u00f5em uma complexa rede nesse campo de estudo. Para tanto, foram analisados os programas governamentais, a configura\u00e7\u00e3o dos grupos de pesquisa, a atua\u00e7\u00e3o dos movimentos sociais e o papel das empresas, tendo como marco de refer\u00eancia a Teoria da Ag\u00eancia, os Estudos Sociais em Ci\u00eancia, Tecnologia e Sociedade e a Sociologia Relacional. Traz tamb\u00e9m a An\u00e1lise Estrutural de Redes Sociais como importante m\u00e9todo de trabalho. Ao final do trabalho, conclu\u00edmos que existe uma comunidade de pesquisa, composta majoritariamente por atores das \u00e1reas de f\u00edsica e qu\u00edmica que t\u00eam entrada especial em todo o ciclo da pol\u00edtica, caracterizando a permeabilidade do Estado no que toca \u00e0s pol\u00edticas de ci\u00eancia e tecnologia. Tal fato contribui para a fragiliza\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica no que concerne aos estudos sobre impactos \u00e9ticos, riscos ambientais e \u00e0 participa\u00e7\u00e3o de outros campos de pesquisa nas discuss\u00f5es sobre os rumos da ci\u00eancia e da tecnologia no Brasil.<br \/>\n<strong>Palavras-chave<\/strong>: La\u00e7os sociais; Nanotecnologia; Comunidade de pesquisa.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong><u>Tese de Doutorado premiada com o Pr\u00eamio A Casa do Brasil 2014<\/u><\/strong><\/p>\n<p><strong>CARLA AROUCA BELLAS<\/strong><br \/>\n<a href=\"https:\/\/institucional.ufrrj.br\/portalcpda\/files\/2018\/08\/2012.tese_.Carla-Arouca-Belas.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>Indica\u00e7\u00f5es Geogr\u00e1ficas e Salvaguarda do Patrim\u00f4nio Cultural: artesanato de capim dourado Jalap\u00e3o-Brasil<\/strong><\/a><br \/>\n<strong>Defesa<\/strong>: 09\/11\/2012<\/p>\n<p><strong>Banca<\/strong>: John Wilkinson (CPDA\/UFRRJ \u2013 Orientador), Peter May (CPDA\/UFRRJ), Gilberto Carlos Cerqueira Mascarenhas (MAPA), Juliana Ferraz da Rocha Santilli (MP-DF), Pierina German-Castelli (Consultora Independente).<\/p>\n<p><strong>Resumo<\/strong>: A tese tem por objetivo refletir sobre o uso das indica\u00e7\u00f5es geogr\u00e1ficas como instrumento complementar \u00e0s pol\u00edticas de salvaguarda do patrim\u00f4nio cultural no sentido de garantir a origem e oferecer prote\u00e7\u00e3o \u00e0 comercializa\u00e7\u00e3o do artesanato de tradi\u00e7\u00e3o cultural produzido por povos e comunidades tradicionais no Brasil. Estabelece um di\u00e1logo permanente entre o global e o local, apresentando e discutindo experi\u00eancias nacionais e internacionais relativas ao funcionamento dos sistemas de prote\u00e7\u00e3o das indica\u00e7\u00f5es geogr\u00e1ficas. A partir do estudo de caso da Indica\u00e7\u00e3o de Proced\u00eancia do Jalap\u00e3o para o artesanato de capim dourado, aborda as implica\u00e7\u00f5es da comercializa\u00e7\u00e3o de bens culturais, identificando e problematizando as interfaces e conflitos entre as pol\u00edticas de registro, promo\u00e7\u00e3o e controle de indica\u00e7\u00f5es geogr\u00e1ficas e as pol\u00edticas de registro e salvaguarda do patrim\u00f4nio imaterial no Brasil. Tendo como referencial os estudos da sociologia econ\u00f4mica, adota-se o pressuposto de que bens culturais patrimonializados apresentam uma rela\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica espec\u00edfica, ao mesmo tempo complementar e antag\u00f4nica \u00e0s rela\u00e7\u00f5es de mercado. Nesse sentido, conclui-se que embora a IG re\u00fana em si elementos que favorecem a salvaguarda cultural, como a valoriza\u00e7\u00e3o de uma produ\u00e7\u00e3o coletiva historicamente localizada, a sua<br \/>\ncompatibilidade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pol\u00edticas de prote\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio cultural depende, especialmente, das negocia\u00e7\u00f5es em torno do processo de constru\u00e7\u00e3o social dessa IG. Nesse sentido, os resultados da pesquisa apontam a necessidade de desenvolver a\u00e7\u00f5es em tr\u00eas n\u00edveis: 1) no \u00e2mbito local, visando garantir o equil\u00edbrio na representatividade dos diversos atores envolvidos no processo de solicita\u00e7\u00e3o da IG e na sua gest\u00e3o posterior, possibilitando, sobretudo, um maior envolvimento dos produtores e de institui\u00e7\u00f5es voltadas a preserva\u00e7\u00e3o ambiental e cultural; 2) no \u00e2mbito nacional, visando o desenvolvimento de uma pol\u00edtica de Estado integrada entre diversos \u00f3rg\u00e3os da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica para o financiamento e promo\u00e7\u00e3o das IGs e uma pol\u00edtica espec\u00edfica de comunica\u00e7\u00e3o entre produtores e consumidores; e, por fim, 3) no \u00e2mbito internacional, visando o aumento da prote\u00e7\u00e3o \u00e0s IGs de artesanato junto a OMC e o seu reconhecimento por parte do Sistema DOP\/IGP da Comunidade Europeia.<br \/>\n<strong>Palavras-chave<\/strong>: Indica\u00e7\u00f5es Geogr\u00e1ficas; patrim\u00f4nio imaterial; artesanato; popula\u00e7\u00f5es tradicionais; capim dourado.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong><u>Pr\u00eamio Anpocs de Melhor Poster baseado em Disserta\u00e7\u00e3o de Mestrado 2014<\/u><\/strong><\/p>\n<p><strong>LILA ALMENDRA PRA\u00c7A DE CARVALHO<\/strong><br \/>\n<a href=\"https:\/\/sucupira.capes.gov.br\/sucupira\/public\/consultas\/coleta\/trabalhoConclusao\/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&amp;id_trabalho=309259\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>Os finlandeses de Penedo: uma viagem ut\u00f3pica em dire\u00e7\u00e3o aos Tr\u00f3picos<\/strong><\/a><br \/>\n<strong>Defesa<\/strong>: 04\/04\/2014<\/p>\n<p><strong>Banca<\/strong>: Jorge Osvaldo Romano (CPDA\/UFRRJ \u2013 Orientador), Claudia Job Schmitt (CPDA\/UFRRJ) e Mirian Alves de Souza (UFF).<\/p>\n<p><strong>Resumo<\/strong>: A pesquisa tem como foco a trajet\u00f3ria de vida e o processo de constru\u00e7\u00e3o da identidade finlandesa dos migrantes estabelecidos em Penedo, no sul do Estado do Rio de Janeiro, na primeira metade do s\u00e9culo XX. Atrav\u00e9s do olhar sobre suas narrativas e discursos, pretendeu-se problematizar a configura\u00e7\u00e3o da identidade finlandesa nos tr\u00f3picos, tanto durante como ap\u00f3s a dissolu\u00e7\u00e3o do projeto coletivo de coloniza\u00e7\u00e3o. Em fins do s\u00e9culo XIX e in\u00edcio do XX houve na Finl\u00e2ndia uma onda de emigra\u00e7\u00f5es relacionadas a ideais nacionalistas, socialistas e anarquistas, dentre ideologias convergentes. O contexto da imigra\u00e7\u00e3o ut\u00f3pica para Penedo, em 1929, integra esse fen\u00f4meno \u2013\u00a0 chamado de febre dos tr\u00f3picos por alguns autores \u2013 cujos in\u00fameros estabelecimentos baseavam-se em ideais de novas sociedades. Constitu\u00edda por imigrantes dotados de expectativas espec\u00edficas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de um modo de vida mais saud\u00e1vel nos tr\u00f3picos, os ideais do projeto da col\u00f4nia penedense \u2013 personificados por seu l\u00edder Toivo Uuskallio \u2013 visavam estabelecer uma comunidade harm\u00f4nica, livre da l\u00f3gica capitalista e pr\u00f3xima \u00e0 natureza.<br \/>\n<strong>Palavras-chave<\/strong>: Utopia; Identidade; Finlandeses.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong><u>Pr\u00eamio SOBER 2012 de Melhor Tese de Doutorado na \u00e1rea de Sociologia Rural \u2013 Pr\u00eamio Jos\u00e9 Gomes da Silva<\/u><\/strong><\/p>\n<p><strong>EVERTON LAZZARETTI PICOLOTTO<\/strong><br \/>\n<a href=\"https:\/\/institucional.ufrrj.br\/portalcpda\/files\/2018\/08\/2011.tese_.everton_picolotto.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>As m\u00e3os que alimentam a na\u00e7\u00e3o: agricultura familiar, sindicalismo e pol\u00edtica<\/strong><\/a><br \/>\n<strong>Defesa<\/strong>: 17\/06\/2011<\/p>\n<p><strong>Banca<\/strong>: Leonilde Servolo de Medeiros (CPDA\/UFRRJ \u2013 Orientadora), Claudia Job Schmitt (CPDA\/UFRRJ), Osvaldo Heller da Silva (UFPR), Regina C\u00e9lia Reys Novaes (UFRJ) e Cesar Augusto da Ros (UFRRJ).<\/p>\n<p><strong>Resumo<\/strong>: Este trabalho teve por objetivo investigar, na trajet\u00f3ria de grupos de agricultores de base familiar do Sul do Brasil, os caminhos pelos quais os agricultores familiares constitu\u00edram-se como personagens pol\u00edticos com um projeto pr\u00f3prio de agricultura no cen\u00e1rio contempor\u00e2neo. A elabora\u00e7\u00e3o deste trabalho foi composta da an\u00e1lise de documenta\u00e7\u00e3o de organiza\u00e7\u00f5es de agricultores, elabora\u00e7\u00f5es de intelectuais org\u00e2nicos, entrevistas com lideran\u00e7as e assessores de organiza\u00e7\u00f5es rurais e observa\u00e7\u00f5es diretas. Por meio de uma an\u00e1lise sociohist\u00f3rica, buscou-se resgatar a experi\u00eancia pol\u00edtico-organizativa dos grupos de agricultores de base familiar (colonos e caboclos) particularmente no estado do Rio Grande do Sul, a forma\u00e7\u00e3o de atores em diferentes momentos hist\u00f3ricos (associa\u00e7\u00f5es, uni\u00f5es, ligas, sindicatos, cooperativas e movimentos), a constitui\u00e7\u00e3o de identidades, a constru\u00e7\u00e3o de opositores sociais, a formula\u00e7\u00e3o de projetos de agricultura e as disputas entre atores pela representa\u00e7\u00e3o de agricultores. Percebeu-se que as constru\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e simb\u00f3licas da agricultura familiar na atualidade s\u00e3o resultados de um processo de lutas de grupos de agricultores e diferentes atores frente \u00e0 grande explora\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria e os seus atores de representa\u00e7\u00e3o. Contribu\u00edram para a situa\u00e7\u00e3o atual de maior visibilidade e reconhecimento sociopol\u00edtico da agricultura familiar um conjunto de iniciativas de diversos atores, tais como as lutas pol\u00edticas e os projetos formulados pelas organiza\u00e7\u00f5es de agricultores de base familiar (particularmente as sindicais), os estudos realizados sobre o tema por setores acad\u00eamicos e \u00f3rg\u00e3os estatais em parceria com organiza\u00e7\u00f5es internacionais e as pol\u00edticas p\u00fablicas formuladas para este p\u00fablico a partir de meados da d\u00e9cada de 1990. No que se refere \u00e0s iniciativas sindicais destacaram-se as demandas por reconhecimento da especificidade dos pequenos produtores no processo Constituinte, na formula\u00e7\u00e3o da Lei Agr\u00edcola e na implanta\u00e7\u00e3o do MERCOSUL, o processo de unifica\u00e7\u00e3o formal do sindicalismo rural (CONTAG e CUT), a constru\u00e7\u00e3o do projeto alternativo de desenvolvimento rural e a realiza\u00e7\u00e3o das mobiliza\u00e7\u00f5es dos Gritos da Terra Brasil. Neste processo, ocorreu o aumento da import\u00e2ncia do tema da agricultura familiar no interior do sindicalismo frente \u00e0s suas tradicionais bandeiras da reforma agr\u00e1ria e dos direitos trabalhistas e ocorreu a forma\u00e7\u00e3o da FETRAF, a partir de 2001, como uma organiza\u00e7\u00e3o sindical espec\u00edfica de agricultores familiares, inicialmente no Sul e logo em seguida nacionalizada. A FETRAF e a CONTAG, mesmo concorrendo entre si por express\u00e3o pol\u00edtica e por bases, t\u00eam sido atores centrais na constru\u00e7\u00e3o da agricultura familiar como modelo de agricultura e enquanto personagem sociopol\u00edtico importante no cen\u00e1rio nacional.<br \/>\n<strong>Palavras-chave<\/strong>: agricultores familiares; sindicalismo; disputas pol\u00edticas; reconhecimento; Rio Grande do Sul.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong><u>Melhor Disserta\u00e7\u00e3o de Mestrado no III Pr\u00eamio ANPPAS 2010<\/u><\/strong><\/p>\n<p><strong>MARCELO CASTA\u00d1EDA DE ARAUJO<\/strong><br \/>\n<a href=\"https:\/\/tede.ufrrj.br\/jspui\/handle\/jspui\/3499\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>Ambientaliza\u00e7\u00e3o politiza\u00e7\u00e3o do consumo e da vida cotidiana: uma etnografia das pr\u00e1ticas de compra de alimentos org\u00e2nicos em Nova Friburgo\/RJ<\/strong><\/a><br \/>\n<strong>Defesa<\/strong>: 08\/03\/2010<\/p>\n<p><strong>Banca<\/strong>: F\u00e1tima Portilho (CPDA\/UFRRJ \u2013 Orientadora), John Wilkinson (CPDA\/UFRRJ) e L\u00edvia Barbosa (ESPM).<\/p>\n<p><strong>Resumo<\/strong>: As pr\u00e1ticas que podem caracterizar uma poss\u00edvel ambientaliza\u00e7\u00e3o e politiza\u00e7\u00e3o do consumo surgem com a percep\u00e7\u00e3o do impacto dos padr\u00f5es e n\u00edveis de consumo no meio ambiente global. Com isso, a partir da d\u00e9cada de 1990, determinadas pr\u00e1ticas de consumo passaram a ser reconhecidas como sendo social e ambientalmente respons\u00e1veis. A pesquisa teve como objetivo geral refletir sobre os processos de ambientaliza\u00e7\u00e3o e politiza\u00e7\u00e3o do consumo e da vida cotidiana no \u00e2mbito da sociedade brasileira contempor\u00e2nea, enfatizando o multifacetado campo da alimenta\u00e7\u00e3o. Desta forma, as pr\u00e1ticas de compra de alimentos org\u00e2nicos, especialmente daqueles indiv\u00edduos que n\u00e3o est\u00e3o organizados coletivamente em movimentos sociais configuraram o objeto de pesquisa. A principal justificativa para seu desenvolvimento era a lacuna existente nas ci\u00eancias sociais brasileiras no que se refere aos estudos sobre as perspectivas dos consumidores enquanto atores sociais e os diferentes usos que fazem de suas pr\u00e1ticas de consumo, em especial seu uso pol\u00edtico. Os problemas centrais inclu\u00edam quest\u00f5es como: as pr\u00e1ticas de compra de alimentos org\u00e2nicos s\u00e3o percebidas e experimentadas pelos consumidores como uma forma de a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica? De que maneiras os consumidores lidam com os discursos e cobran\u00e7as de responsabilidades pela crise ambiental? Ao procurar respond\u00ea-las, atrav\u00e9s de uma etnografia das pr\u00e1ticas de compra de alimentos org\u00e2nicos na cidade de Nova Friburgo\/RJ e da realiza\u00e7\u00e3o de entrevistas em profundidade com consumidores, a pesquisa identificou um aumento da autonomia pol\u00edtica individual no encontro das esferas p\u00fablica e privada que se d\u00e1 no campo do consumo. A compra de alimentos org\u00e2nicos \u00e9 percebida e utilizada como um repert\u00f3rio de a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica rom\u00e2ntico individualista na esfera p\u00fablica. Estas pr\u00e1ticas se mostram capazes de alimentar pontes com a cidadania, abrindo possibilidades para a emerg\u00eancia de novos per\u00edodos de engajamento coletivo em um contexto de reflexividade social e sociedade de risco global.<br \/>\n<strong>Palavras-chave<\/strong>: ambientaliza\u00e7\u00e3o e politiza\u00e7\u00e3o do consumo; pr\u00e1ticas de compra; alimenta\u00e7\u00e3o org\u00e2nica.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong><u>Melhor Tese de Doutorado no II Pr\u00eamio ANPPAS 2008<\/u><\/strong><\/p>\n<p><strong>MARIA DO SOCORRO BEZERRA DE LIMA<\/strong><br \/>\n<strong><a href=\"https:\/\/tede.ufrrj.br\/jspui\/handle\/tede\/732\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Pol\u00edticas p\u00fablicas e territ\u00f3rio: uma discuss\u00e3o sobre os determinantes da expans\u00e3o da soja no sul do Amazonas<\/a><br \/>\n<\/strong><strong>Defesa<\/strong>: 18\/08\/2008<\/p>\n<p><strong>Banca<\/strong>: Peter May (CPDA\/UFRRJ \u2013 Orientador), Georges G\u00e9rard Flexor (CPDA\/UFRRJ), J\u00falia Ad\u00e3o Bernardes (UFRJ), Magda Wehrmann (UnB) e Ana C\u00e9lia Castro (CPDA\/UFRRJ e UFRJ).<\/p>\n<p><strong>Resumo<\/strong>: A tese objetiva compreender \u00e0 din\u00e2mica de expans\u00e3o da soja no Estado do Amazonas, identificando e caracterizando o arranjo pol\u00edtico-institucional respons\u00e1vel pelas transforma\u00e7\u00f5es socioespaciais que promoveram a reorganiza\u00e7\u00e3o do uso do territ\u00f3rio e de seus recursos. Trata-se da quest\u00e3o da expans\u00e3o da soja relacionando, contrapondo e argumentando que as intera\u00e7\u00f5es dos arranjos pol\u00edticoinstitucionais entre governos e suas ag\u00eancias, os atores privados e a sociedade civil estruturaram um campo de disputa, no qual a troca de recursos de poder, as alian\u00e7as estrat\u00e9gicas e os interesses compartilhados visavam influenciar nas pol\u00edticas p\u00fablicas que sustentaram o movimento de expans\u00e3o da soja no Amazonas. Concomitantemente, a problem\u00e1tica ambiental global e o peso da Amaz\u00f4nia no equil\u00edbrio ecossist\u00eamico concorreram para o fortalecimento do conceito de desenvolvimento sustent\u00e1vel que foi sendo incorporado nas diversas inst\u00e2ncias das estruturas institucionais e organizacionais das empresas; dos governos; do mercado e da sociedade civil, criando espa\u00e7os de di\u00e1logos, arenas de disputas pol\u00edticas, novas institucionalidades e sistemas de gerenciamento ambiental p\u00fablicos e privados. Estas din\u00e2micas colaboram, sobretudo, para a reestrutura\u00e7\u00e3o produtiva, social e territorial amazonense \u00e0 medida que possibilitaram que territ\u00f3rios selecionados fossem conectados aos circuitos espaciais de produ\u00e7\u00e3o e aos c\u00edrculos de coopera\u00e7\u00e3o em n\u00edvel internacional. Conclui-se que a din\u00e2mica de (re) produ\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os agr\u00edcolas que incorporou \u00e0 din\u00e2mica agropecu\u00e1ria globalizada os campos naturais do sul amazonense se deu de forma subordinada e excludente acentuando as desigualdades sociais e regionais, al\u00e9m de colaborar para a promo\u00e7\u00e3o de externalidades negativas como a concentra\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria e o aumento das taxas de desflorestamento.<br \/>\n<strong>Palavras-chave<\/strong>: pol\u00edticas p\u00fablicas; soja; externalidades; Amazonas.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong><u>Men\u00e7\u00e3o Honrosa &#8211; Pr\u00eamio SOBER 2010<\/u><\/strong><\/p>\n<p><strong>ZAR\u00c9 AUGUSTO BRUM SOARES<\/strong><br \/>\n<a href=\"https:\/\/tede.ufrrj.br\/jspui\/handle\/tede\/663\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>Agricultura Familiar, Movimentos Sociais e Desenvolvimento Rural na Regi\u00e3o do Bico do Papagaio-Tocantins: Um Estudo sobre as Rela\u00e7\u00f5es entre Sociedade Civil e Desenvolvimento<\/strong><\/a><br \/>\n<strong>Defesa<\/strong>: 27\/05\/2009<\/p>\n<p><strong>Banca<\/strong>: Jorge Osvaldo Romano (CPDA\/UFRRJ \u2013 Orientador), Nelson Delgado (CPDA\/UFRRJ) e Jeffersson Adronio Stadutto (UNIOESTE).<\/p>\n<p><strong>Resumo<\/strong>: Este estudo realizado na regi\u00e3o do Bico do Papagaio, extremo norte do estado do Tocantins, busca abordar o desenvolvimento regional a partir de um marco conceitual em que se estabele\u00e7am pontes entre os processos de surgimento e fortalecimento da sociedade civil, enfatizando-se o seu campo popular rural e o pr\u00f3prio desenvolvimento. Nesta perspectiva, pretendemos demonstrar que a no\u00e7\u00e3o de desenvolvimento exige, para a sua compreens\u00e3o, um enfoque anal\u00edtico integrador que permita a constru\u00e7\u00e3o de olhares sobre os diferentes atores, nas diferentes escalas em que atuam. Considerando estes desafios, buscamos a constru\u00e7\u00e3o de um marco referencial, baseado em Bebbington, que integre as no\u00e7\u00f5es de capacidades, titularidades, capitais e esferas relacionais e seja complementado por: a) Sen e sua no\u00e7\u00e3o de desenvolvimento como liberdade; e b) Cohen e Arato, que a partir de Habermas, discutem as rela\u00e7\u00f5es entre sociedade civil e movimentos sociais partindo do enfoque da teoria pol\u00edtica. O estudo inicia com a constru\u00e7\u00e3o do marco conceitual, descreve os antecedentes hist\u00f3ricos da forma\u00e7\u00e3o do campesinato nacional estabelecendo uma ponte com o processo de ocupa\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o. Aponta as especificidades deste processo marcado pela constru\u00e7\u00e3o de um relevante acervo de estrat\u00e9gias de valoriza\u00e7\u00e3o de capital social. Descreve o per\u00edodo seguinte, marcado pelos conflitos fundi\u00e1rios e expans\u00e3o da fronteira agr\u00edcola em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Amaz\u00f4nia e pela constru\u00e7\u00e3o da resist\u00eancia camponesa . Por fim, descreve o per\u00edodo de institucionaliza\u00e7\u00e3o da esfera da sociedade civil e a constru\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias de negocia\u00e7\u00e3o com o Estado e da constru\u00e7\u00e3o do acesso \u00e0s pol\u00edticas p\u00fablicas a partir do estudo de caso da regi\u00e3o em quest\u00e3o.<br \/>\n<strong>Palavras-chave<\/strong>: agricultura familiar; movimentos sociais; sociedade civil; desenvolvimento rural.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong><u>Men\u00e7\u00e3o Honrosa no II Pr\u00eamio 2008 &#8211; Disserta\u00e7\u00e3o de Mestrado<\/u><\/strong><\/p>\n<p><strong>ANDR\u00c9A SIMONE GOMES RENTE<\/strong><br \/>\n<a href=\"https:\/\/tede.ufrrj.br\/jspui\/handle\/tede\/646\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>\u00c1reas de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental como inspira\u00e7\u00e3o para o desenvolvimento sustent\u00e1vel com liberdade: o caso da cria\u00e7\u00e3o da APA Alter do Ch\u00e3o<\/strong><\/a><\/p>\n<p><strong>Defesa<\/strong>: 10\/03\/2006<\/p>\n<p><strong>Banca<\/strong>: Eli de F\u00e1tima Napole\u00e3o de Lima (CPDA\/UFRRJ \u2013 Orientadora), Nelson Giordano Delgado (CPDA\/UFRRJ) e Marta de Azevedo Irving, Pierina German Castelli (Consultora Independente).<\/p>\n<p><strong>Resumo<\/strong>: Esta disserta\u00e7\u00e3o teve como fundamento o estudo de caso: a cria\u00e7\u00e3o APA Alter do Ch\u00e3o, situada na regi\u00e3o do Eixo Forte, no distrito de Alter do Ch\u00e3o, em Santar\u00e9m, Par\u00e1, Amaz\u00f4nia. A base metodol\u00f3gica utilizada foi uma Revis\u00e3o Bibliogr\u00e1fica que permitiu um di\u00e1logo das principais tem\u00e1ticas referenciadas e, uma Pesquisa de Campo, onde se realizou entrevistas abertas e coleta de informa\u00e7\u00f5es em institui\u00e7\u00f5es governamentais municipais e federais. A pesquisa de campo teve como fim \u00faltimo a caracteriza\u00e7\u00e3o da \u00e1rea e a reconstitui\u00e7\u00e3o do processo de cria\u00e7\u00e3o da APA Alter do Ch\u00e3o atrav\u00e9s de relato oral e de observa\u00e7\u00e3o participante. Buscou-se, a partir desses m\u00e9todos, atingir os objetivos fins. Tais objetivos est\u00e3o relacionados com a tentativa de compreens\u00e3o de como o processo de cria\u00e7\u00e3o de uma \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental &#8211; APA, no caso a APA Alter do Ch\u00e3o, pode ser ou n\u00e3o visto como inspira\u00e7\u00e3o para o desenvolvimento sustent\u00e1vel com liberdade em uma dada regi\u00e3o, levando em conta aspectos pol\u00edticos, econ\u00f4micos, sociais e ambientais que permeiam tal processo. Esse processo que, em todos os n\u00edveis, se sustenta a partir da rela\u00e7\u00e3o sociedade-natureza e a partir da cren\u00e7a de que Unidade de Conserva\u00e7\u00e3o UC de Uso Sustent\u00e1vel, como as APA s e o desenvolvimento podem configurar-se como rela\u00e7\u00f5es poss\u00edveis desde que haja uma percep\u00e7\u00e3o que a sociedade tem liberdade e precisa adquirir capacidades de fazer escolhas, possibilitando aos membros desta atingir um patamar em que reconhe\u00e7am que a sua sobreviv\u00eancia e de outras gera\u00e7\u00f5es dependem destas escolhas. Neste sentido, s\u00e3o dois os principais resultados deste estudo: o primeiro est\u00e1 relacionado \u00e0 percep\u00e7\u00e3o de que as APA s enquanto estrat\u00e9gias de pol\u00edticas p\u00fablicas ambientais podem ser vistas como meios de viabilizar a rela\u00e7\u00e3o sociedade-natureza a partir de um processo de participa\u00e7\u00e3o democr\u00e1tico em que os principais atores envolvidos estejam de acordo e estimulados a usarem as mesmas na busca do desenvolvimento. E, segundo a vis\u00e3o positiva do desenvolvimento, atrelando-o a processos que desencadeiam cria\u00e7\u00e3o de UC s de Uso Sustent\u00e1vel, como a APA Alter do Ch\u00e3o.<br \/>\n<strong>Palavras-chave<\/strong>: \u00e1rea de prote\u00e7\u00e3o ambiental; Alter do Ch\u00e3o; desenvolvimento.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong><u>IV Pr\u00eamio Jos\u00e9 Gomes de Silva 2006<\/u><\/strong><\/p>\n<p><strong>MARCO ANTONIO VERARDI FIALHO<\/strong><br \/>\n<a href=\"https:\/\/institucional.ufrrj.br\/portalcpda\/files\/2018\/08\/2005.tese_.marco_antonio_verardi_filho.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>Rinc\u00f5es de pobreza e desenvolvimento: interpreta\u00e7\u00f5es sobre comportamento coletivo<\/strong><\/a><\/p>\n<p><strong>Defesa<\/strong>: 17\/08\/2005<\/p>\n<p><strong>Banca<\/strong>: Roberto Moreira (CPDA\/UFRRJ \u2013 Orientador), Regina Bruno (CPDA\/UFRRJ), Nelson Delgado (CPDA\/UFRRJ), S\u00e9rgio Schneider (UFRGS) e Marcelo Carvalho Rosa (UnB).<\/p>\n<p><strong>Resumo<\/strong>: Este trabalho trata do processo de desenvolvimento de duas localidades rurais no munic\u00edpio de Cangu\u00e7u\/RS a partir da compreens\u00e3o da complexidade do contexto das rela\u00e7\u00f5es sociais as quais est\u00e3o integradas. As pessoas dessas localidades, na grande maioria, caracterizam-se pela miscigena\u00e7\u00e3o entre descendentes de portugueses, \u00edndios, negros e espanh\u00f3is, pela agricultura de base familiar e pelos estigmas atribu\u00eddos \u00e0 origem \u00e9tnica. O objetivo deste estudo foi analisar o processo de desenvolvimento das localidades rurais a partir da observa\u00e7\u00e3o e compreens\u00e3o do comportamento humano em intera\u00e7\u00e3o no tempo e no espa\u00e7o, procurando perceb\u00ea-las como coletividades (sociedades locais) em cont\u00ednua rela\u00e7\u00e3o com o ambiente, num processo aberto e interdependente. Para a sua realiza\u00e7\u00e3o utilizamos tanto da pesquisa bibliogr\u00e1fica e de fontes secund\u00e1rias, como de observa\u00e7\u00f5es e entrevistas abertas em pesquisa de campo. Com base na bibliografia sobre a hist\u00f3ria do Rio Grande do Sul, tratamos de descrever e analisar o processo de ocupa\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio rio-grandense, atentando para aspectos comportamentais do ga\u00facho, tra\u00e7os que podemos identificar, relativamente, com os observados nas sociedades estudadas. Na pesquisa de campo, estimulando a mem\u00f3ria popular local, abordamos aspectos do passado e do presente, experi\u00eancias vividas que nos ajudaram a elucidar quest\u00f5es relacionadas ao processo de desenvolvimento das sociedades, atentando para a rela\u00e7\u00e3o deste (processo de desenvolvimento) com<br \/>\nelementos comportamentais da sociedade local \u2013 transforma\u00e7\u00f5es de mentalidade decorrente da amplia\u00e7\u00e3o do horizonte social. Dentre os resultados merecem destaque: a) a representa\u00e7\u00e3o de ser humano inferior, atribu\u00edda aos descendentes de portugueses, \u00edndios, negros e espanh\u00f3is, foi constru\u00edda ao longo do processo de desenvolvimento, na produ\u00e7\u00e3o e reprodu\u00e7\u00e3o de hierarquias sociais com diferenciais de poderes; b) a constru\u00e7\u00e3o de identidades est\u00e1 relacionada com os diferenciais de poderes, qualificando ou desqualificando grupos sociais no imagin\u00e1rio social; c) a atribui\u00e7\u00e3o de estigmas a grupos sociais inferiorizados produz, na psique destes, mecanismos que imp\u00f5em limites ao desenvolvimento social; d) a expans\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es sociais qualifica grupos marginalizados ao desenvolvimento social; e) a (auto)valoriza\u00e7\u00e3o social pelo conhecimento (informa\u00e7\u00e3o) e pelo reconhecimento das capacidades (por exemplo, produtiva) aparelha (ou municia) grupos sociais estigmatizados para contraestigmatizar, produzindo sentimentos (auto-estima, confian\u00e7a, etc.) que contribuem para a amplia\u00e7\u00e3o das conquistas sociais.<br \/>\n<strong>Palavras-chave<\/strong>: sociedades rurais tradicionais; aspectos comportamentais coletivos; pobreza rural; desenvolvimento local; desenvolvimento reflexivo.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong><u>Men\u00e7\u00e3o Honrosa do Pr\u00eamio Sober 2004<\/u><\/strong><\/p>\n<p><strong>LUCIANA CALCAGNO OLIVA<\/strong><br \/>\n<strong>O modelo padr\u00e3o de an\u00e1lise de riscos em quest\u00e3o e o surgimento de propostas democr\u00e1tico-deliberativas<\/strong><\/p>\n<p><strong>Defesa<\/strong>: 13\/03\/2004<\/p>\n<p><strong>Banca<\/strong>: John Wilkinson (CPDA\/UFRRJ \u2013 Orientador), Peter May (CPDA\/UFRRJ) e Val\u00e9ria Gon\u00e7alves da Vinha (UFRJ).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Clique nos t\u00edtulos das teses\/disserta\u00e7\u00f5es para ser direcionado \u00e0 p\u00e1gina do trabalho na Plataforma Sucupira ou no Reposit\u00f3rio da UFRRJ <a class=\"read-more\" href=\"https:\/\/institucional.ufrrj.br\/portalcpda\/dissertacoes-e-teses-premiadas\/ \" >&#8230; <span class=\"font-italic\">leia mais <i class=\"fas fa-angle-right\"><\/i><\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":634,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","template":"","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"class_list":["post-843","page","type-page","status-publish","hentry"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.2 - 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