{"id":27489,"date":"2026-01-30T10:55:35","date_gmt":"2026-01-30T13:55:35","guid":{"rendered":"https:\/\/institucional.ufrrj.br\/portalcpda\/?page_id=27489"},"modified":"2026-02-05T12:02:18","modified_gmt":"2026-02-05T15:02:18","slug":"teses-doutorado-2025","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/institucional.ufrrj.br\/portalcpda\/teses-doutorado-2025\/","title":{"rendered":"Teses Doutorado 2025"},"content":{"rendered":"<p>Os trabalhos est\u00e3o colocados em ordem cronol\u00f3gica (data da defesa) e podem ser acessados na plataforma Sucupira ao clicar em seus t\u00edtulos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>INARA DO NASCIMENTO TAVARES<\/strong><br \/>\n<strong>Wanhikynyi, Ya\u2019re\u2019: tem comida! A produ\u00e7\u00e3o de conhecimento sobre soberania alimentar e seguran\u00e7a alimentar e nutricional (SSAN) desde a perspectiva dos povos ind\u00edgenas<\/strong><br \/>\n<strong>Defesa<\/strong>: 14\/01\/2025<\/p>\n<p><strong>Banca<\/strong>: Renato Maluf (Orientador \u2013 CPDA\/UFRRJ), Thereza Cristina Cardoso Menezes (CPDA\/UFRRJ), Diadiney Helena de Almeida (UFRRJ), Ana Lucia de Moura Pontes (Fiocruz), Ligia Amparo da Silva Santos (UFBA), Lucine Burlandy Campos de Alc\u00e2ntara (UFF).<\/p>\n<p><strong>Resumo<\/strong>: Esta tese tem como foco a produ\u00e7\u00e3o de conhecimento sobre soberania alimentar e seguran\u00e7a alimentar e nutricional (SSAN) a partir da perspectiva dos povos ind\u00edgenas, destacando a import\u00e2ncia das mulheres ind\u00edgenas nesse processo. As mulheres ind\u00edgenas s\u00e3o as principais respons\u00e1veis pelos processos de alimenta\u00e7\u00e3o e pela transmiss\u00e3o dos saberes ancestrais. Dessa forma, a pesquisa discute seu l\u00f3cus de enuncia\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o de conhecimento. Foi realizada uma revis\u00e3o bibliogr\u00e1fica sobre o tema, destacando as produ\u00e7\u00f5es de autorias ind\u00edgenas e suas concep\u00e7\u00f5es. Assim, a pesquisa adota o conceito de \u201cterrit\u00f3rio-corpo-esp\u00edrito\u201d como uma lente epistemol\u00f3gica para compreender a soberania alimentar, onde a comida n\u00e3o \u00e9 apenas entendida como um bem de consumo, mas como um elemento vital que interage com as dimens\u00f5es f\u00edsicas, culturais e espirituais dos povos ind\u00edgenas. O desenvolvimento da tese ocorreu durante a pandemia de Covid-19, nos levando a discutir os impactos e estrat\u00e9gias aut\u00f4nomas dos povos ind\u00edgenas para garantir sua seguran\u00e7a alimentar. Al\u00e9m disso, foi realizado um trabalho de campo com fam\u00edlias ind\u00edgenas da Associa\u00e7\u00e3o Cultural Ind\u00edgena do Estado de Roraima (KAP\u00d3I), focando nos sentidos dados pelas comunidades ind\u00edgenas em contexto urbano. A perspectiva ind\u00edgena sobre a soberania alimentar traz contribui\u00e7\u00f5es significativas para o campo, ao integrar as dimens\u00f5es simb\u00f3licas e espirituais na compreens\u00e3o da alimenta\u00e7\u00e3o, ressignificando o conceito de SSAN e ampliando as possibilidades de reflex\u00e3o sobre a autonomia alimentar dos povos ind\u00edgenas, mesmo em contextos urbanos. Assim, esta pesquisa prop\u00f5e uma leitura cr\u00edtica e profunda sobre a comida e a soberania alimentar como algo que transcende a dimens\u00e3o nutricional, afirmando-as como um direito integral que envolve n\u00e3o apenas o corpo, mas tamb\u00e9m o territ\u00f3rio e o esp\u00edrito.<br \/>\n<strong>Palavras-chave<\/strong>: mulheres ind\u00edgenas, soberania e seguran\u00e7a alimentar e nutricional, territ\u00f3rio-corpo-esp\u00edrito.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>NATALIA CARVALHO M\u00c9DICI MACHADO<\/strong><strong><br \/>\nMaraka\u2019n\u00e0 e o Maracan\u00e3: autonomia e resist\u00eancias de uma retomada ind\u00edgena na cidade do Rio de Janeiro<br \/>\n<strong>Defesa<\/strong>: 24\/04\/2025<\/strong><\/p>\n<p><strong>Banca<\/strong>: Andrey Cordeiro Ferreira (Orientador \u2013 CPDA\/UFRRJ), Carmen Andriolli (CPDA\/UFRRJ), Izabel Missagia de Mattos (UFRRJ), Rodolfo Liberato de Noronha (Unirio), Let\u00edcia Luna Freire (UERJ)<\/p>\n<p><strong>Resumo<\/strong>: A Aldeia Maraka\u2019n\u00e0 \u00e9 palco de intensa disputa entre Estado e ind\u00edgenas pela posse do terreno. O trabalho investiga quest\u00f5es relacionadas \u00e0 autonomia no contexto da Aldeia, entendendo-a enquanto um processo de retomada de territ\u00f3rio, identidade, cultura e hist\u00f3ria que se (re)formula a partir da etnicidade e autoidentifica\u00e7\u00e3o \u00e9tnica dos ind\u00edgenas.<br \/>\n<strong>Palavras-chave<\/strong>: autonomia; Aldeia Maracan\u00e3; retomadas; movimento ind\u00edgena; etnicidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>LUIZA ANTUNES DANTAS DE OLIVEIRA<\/strong><br \/>\n<strong>\u201cO banco dos r\u00e9us est\u00e1 vazio!\u201d: tribunais populares e as disputas por mem\u00f3ria e justi\u00e7a frente \u00e0 viol\u00eancia no campo nos anos finais da ditadura<\/strong><br \/>\n<strong>Defesa<\/strong>: 29\/04\/2025<\/p>\n<p><strong>Banca<\/strong>: Leonilde Servolo de Medeiros (Orientadora \u2013 CPDA\/UFRRJ), Priscila Delgado de Carvalho (CPDA\/UFRRJ),  Alessandra Gasparotto (UFPel),  Cristiana Losekann (UFES), Fernando de Castro Fontainha (UERJ)<\/p>\n<p><strong>Resumo<\/strong>: S\u00e3o chamados tribunais populares, ao longo desta tese, as a\u00e7\u00f5es de protesto realizadas na forma de julgamentos, dedicados a crimes n\u00e3o reconhecidos formalmente pelo sistema de justi\u00e7a ou por ele tratados de forma incompleta, pouco satisfat\u00f3ria, de acordo com as v\u00edtimas e familiares. Em geral, os tribunais s\u00e3o realizados por movimentos sociais e outras organiza\u00e7\u00f5es valendo-se dos rituais da jurisdi\u00e7\u00e3o estatal para fazer den\u00fancias, ouvir testemunhas, identificar respons\u00e1veis e anunciar posi\u00e7\u00f5es em determinados processos pol\u00edticos. A tese volta-se para as experi\u00eancias realizadas pelos movimentos sociais do campo durante a abertura e transi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica no Brasil, denominados Tribunal da Terra e Tribunal Nacional dos Crimes do Latif\u00fandio, nos quais se julgaram casos de assassinatos deflagrados em raz\u00e3o de conflitos agr\u00e1rios, apurando-se tamb\u00e9m responsabilidades sobre outras formas de viol\u00eancia no campo. Os tribunais de protesto s\u00e3o assumidos como terreno emp\u00edrico para refletir sobre os usos do Direito no repert\u00f3rio de confronto que marcou as disputas pela democratiza\u00e7\u00e3o, valendo-se de lentes de an\u00e1lise que interconectam a Sociologia Pol\u00edtica e a Sociologia do Direito. Pressupondo que as formas de mobiliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do direito pelos movimentos sociais do campo durante a transi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica guardam estreita rela\u00e7\u00e3o com usos e sentidos sociais cultivados ao longo da Ditadura Empresarial-Militar (1964-1985), a reflex\u00e3o dialoga com as pesquisas em torno das especificidades da repress\u00e3o pol\u00edtica no campo, bem como os efeitos da ditadura sobre as formas de organiza\u00e7\u00e3o e resist\u00eancia das popula\u00e7\u00f5es camponesas. Ao final, s\u00e3o apontados quatro usos de protesto do Direito referidos ao per\u00edodo autorit\u00e1rio e que concorreram para a realiza\u00e7\u00e3o dos tribunais populares objeto da tese: \u201cno espa\u00e7o das leis\u201d, \u201cantijudici\u00e1rio\u201d, \u201cpara redefinir as leis\u201d e \u201cem nome da justi\u00e7a\u201d. Trata-se de pesquisa qualitativa realizada a partir de entrevistas e de an\u00e1lise de conjunto de documentos hist\u00f3ricos oriundos de diferentes acervos.<\/p>\n<p><strong>Palavras-chave<\/strong>: A\u00e7\u00f5es coletivas; Direito; Movimentos Sociais; Impunidade; Ditadura Militar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>SOLANGE TODERO VON ONCAY<\/strong><br \/>\n<strong>Sociog\u00eanese dos Cursos de Licenciatura em Educa\u00e7\u00e3o do Campo no Sudoeste do Paran\u00e1 (2004-2015)<\/strong><br \/>\n<strong>Defesa<\/strong>: 11\/07\/2025<\/p>\n<p><strong>Banca<\/strong>: Debora Franco Lerrer (Orientadora \u2013 CPDA\/UFRRJ), Val\u00e9ria Da Cruz Viana Labrea (Coorientadora \u2013 UFRRJ), Jorge Osvaldo Romano (CPDA\/UFRRJ), Leonilde Servolo De Medeiros (CPDA\/UFRRJ), Fernando Jos\u00e9 Martins (UFRGS), Leonice Aparecida De F\u00e1tima Alves Pereira Moura (UFSM).<\/p>\n<p><strong>Resumo<\/strong>: O trabalho consiste em investigar e compreender os processos formativos dos primeiros cursos de Licenciatura em Educa\u00e7\u00e3o do Campo realizados no Sudoeste do Paran\u00e1, sendo &#8220;Pedagogia da Terra&#8221; e &#8220;Licenciatura em Educa\u00e7\u00e3o do Campo&#8221; (2004 &#8211; 2015). Ao analisar em que medida as matrizes que orientaram o trabalho pedag\u00f3gico destes cursos puderam contribuir para o avan\u00e7o da consci\u00eancia contra-hegem\u00f4nica dos egressos, busca-se subs\u00eddios para fortalecer os cursos de Licenciatura em Educa\u00e7\u00e3o do Campo, que se seguiram mantendo a mesma configura\u00e7\u00e3o em termos de propostas de organiza\u00e7\u00e3o curricular. A pesquisa se fundamenta em pressupostos de car\u00e1ter qualitativo, utilizando entrevistas semiestruturadas com os egressos desses cursos e an\u00e1lise documental. Tamb\u00e9m faz uso da produ\u00e7\u00e3o de uma sociog\u00eanese sistematizando a tecitura s\u00f3cio-hist\u00f3rico e pol\u00edtica do Sudoeste do Paran\u00e1 e a trajet\u00f3ria da Educa\u00e7\u00e3o no Campo. Destaca-se pelo olhar da sociog\u00eanese, a experi\u00eancia na forma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica pedag\u00f3gica e organizativa, a consci\u00eancia de classe com inser\u00e7\u00e3o nas lutas e nos movimentos sociais, o vi\u00e9s direcionado para o trato pedag\u00f3gico dado \u00e0 categoria quest\u00e3o agr\u00e1ria, em vista confrontar a concep\u00e7\u00e3o da forma\u00e7\u00e3o e a pr\u00e1tica pedag\u00f3gica dos egressos no matizar de uma doc\u00eancia a servi\u00e7os dos interesses dos sujeitos do campo. Os caminhos metodol\u00f3giocos se alicer\u00e7am da produ\u00e7\u00e3o da experi\u00eancia no \u201cfazer-se classe\u201d (Thompson), na totalidade (Materialismo Hist\u00f3rico-Dial\u00e9ticos) e na sociog\u00eanese; uma tentativa de ir aos fundamentos te\u00f3rico metodol\u00f3gicos das matrizes destes cursos \u201cpara que n\u00e3o viemos sofrer a amn\u00e9sia de g\u00eanese\u201d (Bourdieu), como forma de reconhecer e fortalecer a constru\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica e o legado constru\u00eddo nos espa\u00e7os formativos forjados nas lutas dos Movimentos Sociais. Outrossim, busca-se ratificar a import\u00e2ncia hist\u00f3rica destes cursos em sua fun\u00e7\u00e3o social pol\u00edtica e pedag\u00f3gica, seja na forma\u00e7\u00e3o docente ou na constru\u00e7\u00e3o de um saber que tenha contido um germe de resist\u00eancia e uma episteme de produ\u00e7\u00e3o social e humana, a favor dos camponeses e dos outros sujeitos deserdados do campo.<br \/>\n<strong>Palavras-chave<\/strong>: Sociog\u00eanese, Licenciatura em Educa\u00e7\u00e3o Rural, Forma\u00e7\u00e3o Humana, Contra-hegemonia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>HENRIQUE DUARTE<\/strong><br \/>\n<strong>Agro para quem? As disputas de narrativas e o discurso hegem\u00f4nico do agroneg\u00f3cio no Mato Grosso<\/strong><br \/>\n<strong>Defesa<\/strong>: 03\/11\/2025<\/p>\n<p><strong>Banca<\/strong>: Jorge Osvaldo Romano (Orientador \u2013 CPDA\/UFRRJ), Nelson Giordano Delgado (CPDA\/UFRRJ), Beatriz dos Santos de Oliveira Feitosa, Daniel Macedo Lopes Vasques Monteiro, Liza Uema<\/p>\n<p><strong>Resumo<\/strong>: O agroneg\u00f3cio \u00e9 uma pr\u00e1tica pol\u00edtica consolidada no Estado do MT, sendo resultado de uma constru\u00e7\u00e3o hegem\u00f4nica enquanto projeto de na\u00e7\u00e3o e \u201cpalavra pol\u00edtica\u201d. Com base na An\u00e1lise do Discurso de Laclau e Mouffe, compreendemos a hegemonia do agro como uma constru\u00e7\u00e3o pol\u00edtica caracterizada pelo antagonismo, reconhecendo que tamb\u00e9m existem narrativas divergentes que formam o discurso hegem\u00f4nico do patronato rural no MT. Com isso, a proposta desta tese ser\u00e1 resolver dois problemas diante da pergunta: Agro para quem? O primeiro sobre a constru\u00e7\u00e3o da hegemonia do agroneg\u00f3cio no MT, e o segundo sobre as disputas pol\u00edticas de narrativas no campo do agroneg\u00f3cio. Buscaremos identificar os elementos discursivos que constroem a hegemonia do agroneg\u00f3cio no MT, identificando os conceitos e no\u00e7\u00f5es que se articulam a categoria as pr\u00e1ticas e estrat\u00e9gias discursivas que caracterizam esse rural enquanto agro. Ao mesmo tempo procuraremos exibir e refletir as narrativas em disputa do agroneg\u00f3cio no MT dos anos de 2017 a 2024, que representam os diferentes interesses e vis\u00f5es do agroneg\u00f3cio e que podem se unir enquanto classe, mas, divergem quando delimitam diferentes projetos, nas narrativas \u201cinstitucional\u201d, \u201cempresarial\u201d, e o \u201cagrobolsonarista\u201d. Tamb\u00e9m ser\u00e3o investigadas as estrat\u00e9gias discursivas que fazem do agro um objeto de consumo popular, cultural e pol\u00edtico no MT, e que se expressam nas m\u00eddias sociais, jornais, meios de comunica\u00e7\u00e3o de massa e escolas. Faremos a identifica\u00e7\u00e3o dos intelectuais org\u00e2nicos do agroneg\u00f3cio no MT, suas pr\u00e1ticas discursivas e o entendimento sobre as mobiliza\u00e7\u00f5es discursivas que fixam pontos nodais e disputam tamb\u00e9m o sentido da palavra pol\u00edtica agro.<br \/>\n<strong>Palavras-chave<\/strong>: Agro; Agroneg\u00f3cio; Discurso; Hegemonia; Mato Grosso.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>KARINA DE PAULA CARVALHO<\/strong><br \/>\n<strong>Isso \u00e9 que muda: produzir soberania alimentar est\u00e1 para al\u00e9m do plantar<\/strong><br \/>\n<strong>Defesa<\/strong>: 17\/12\/2025<\/p>\n<p><strong>Banca<\/strong>: Renato Maluf (Orientador \u2013 CPDA\/UFRRJ), Claudia Job Schmitt (CPDA\/UFRRJ), Silvia Aparecida Zimmermann (CPDA\/UFRRJ), Rute Ramos Da Silva Costa (UFRJ), Marcelo Firpo De Souza Porto (FIOCRUZ).<\/p>\n<p><strong>Resumo<\/strong>: Este trabalho analisou as estrat\u00e9gias das mulheres do Centro de Integra\u00e7\u00e3o da Serra da Miseric\u00f3rdia (CEM) na constru\u00e7\u00e3o da soberania alimentar, em meio \u00e0s injusti\u00e7as \u00e9tnico-raciais e de g\u00eanero vividas na favela Terra Prometida, no Complexo da Penha (RJ). Por meio da pesquisa de campo, objetivou compreender as quest\u00f5es e estrat\u00e9gias mobilizadas pelo coletivo, que aqui se l\u00ea como esfor\u00e7os em prol do acesso \u00e0 comida de verdade e da constru\u00e7\u00e3o da soberania como um dos instrumentos capazes de contestar as injusti\u00e7as. Diante de um territ\u00f3rio minado entre o narcotr\u00e1fico, mil\u00edcia, minera\u00e7\u00e3o, viol\u00eancia institucional e desejos de \u201cverdejar\u201d pela Agricultura Urbana Agroecol\u00f3gica Favelizada, dentre outras quest\u00f5es entrela\u00e7adas, o olhar foi lan\u00e7ado sobre aquelas em que as no\u00e7\u00f5es de soberania alimentar e justi\u00e7a s\u00e3o mobilizadas e empregadas no cotidiano das a\u00e7\u00f5es coletivas de mulheres negras que almejam morar, plantar e colher na favela. A pesquisa acompanhou-as se apropriando desses elementos como princ\u00edpios insepar\u00e1veis que nomeiam as injusti\u00e7as e capacitam suas a\u00e7\u00f5es no territ\u00f3rio e fora dele. Discute-se como as experi\u00eancias populares de abastecimento solid\u00e1rio, no caso do CEM, podem ser compreendidas como express\u00f5es concretas de promo\u00e7\u00e3o de justi\u00e7a alimentar, ao reivindicarem n\u00e3o apenas o acesso f\u00edsico e econ\u00f4mico \u00e0 comida, mas tamb\u00e9m direitos e autonomia para al\u00e9m do plantar. Traduzidas aqui como \u201csoberania alimentar al\u00e9m do plantar\u201d e justi\u00e7a no colher e comer. Tal concep\u00e7\u00e3o amplia essas no\u00e7\u00f5es postas em an\u00e1lise, pela perspectiva da justi\u00e7a antirracista e antissexista, ao incorporar dimens\u00f5es de emancipa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica de mulheres negras faveladas. Inspirada por epistemologias das encruzilhadas e interseccionalidades nas din\u00e2micas comunit\u00e1rias e pelo protagonismo dessas mulheres em espec\u00edfico, temos que essas experi\u00eancias desestabilizam a racionalidade produtivista e mercantil que sustenta o sistema alimentar dominante, aproximando-se da perspectiva da redistribui\u00e7\u00e3o-reconhecimento para abolir ou mitigar, o mais poss\u00edvel, as desigualdades arbitr\u00e1rias. Uma possibilidade para que diferentes grupos sociais acessem em condi\u00e7\u00f5es equitativas a comida de verdade e possam viver com dignidade. Simultaneamente, ampliando no processo suas capacidades coletivas de decis\u00e3o e a\u00e7\u00e3o em torno da comida. Por fim, a excepcionalidade das experi\u00eancias das Mulheres em A\u00e7\u00e3o do CEM traduz-se na pr\u00e1tica a justi\u00e7a em termos da pr\u00e1xis compartilhada, que se realiza na constru\u00e7\u00e3o de la\u00e7os comunit\u00e1rios e afetivos de abastecimento, na gest\u00e3o aut\u00f4noma dos quintais e hortas, na Cozinha Solid\u00e1ria e na Escola Popular de Agroecologia. Assim, n\u00e3o se inserem no campo agroecol\u00f3gico apenas como uma resposta emergencial \u00e0 fome, mas como uma trincheira de ressignifica\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio da viol\u00eancia para o territ\u00f3rio do bem-viver, pela \u201ccomida livre de viol\u00eancia\u201d, que desafia o crime organizado e o Estado, bem como a Agroecologia e as pol\u00edticas p\u00fablicas, ao nos fazer repensar as formas de garantir o direito humano \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o sob a \u00f3tica da justi\u00e7a racial, de g\u00eanero e territorial.<br \/>\n<strong>Palavras-chave<\/strong>: Soberania Alimentar; Justi\u00e7a Alimentar; Abastecimento; Agroecologia; Mulheres Negras Faveladas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os trabalhos est\u00e3o colocados em ordem cronol\u00f3gica (data da defesa) e podem ser acessados na plataforma Sucupira ao clicar em <a class=\"read-more\" href=\"https:\/\/institucional.ufrrj.br\/portalcpda\/teses-doutorado-2025\/ \" >&#8230; <span class=\"font-italic\">leia mais <i class=\"fas fa-angle-right\"><\/i><\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":715,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"class_list":["post-27489","page","type-page","status-publish","hentry"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.2 - 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