{"id":19810,"date":"2020-07-29T14:21:38","date_gmt":"2020-07-29T17:21:38","guid":{"rendered":"http:\/\/institucional.ufrrj.br\/portalcpda\/?page_id=19810"},"modified":"2022-05-03T13:46:20","modified_gmt":"2022-05-03T16:46:20","slug":"dissertacoes-mestrado-2020","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/institucional.ufrrj.br\/portalcpda\/dissertacoes-mestrado-2020\/","title":{"rendered":"Disserta\u00e7\u00f5es Mestrado 2020"},"content":{"rendered":"<p>Os trabalhos est\u00e3o colocados em ordem cronol\u00f3gica (data da defesa) e podem ser acessados na plataforma Sucupira ao clicar em seus t\u00edtulos.<\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>RAMON ALVES MALTA<\/strong><br \/>\n<a href=\"https:\/\/sucupira.capes.gov.br\/sucupira\/public\/consultas\/coleta\/trabalhoConclusao\/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&amp;id_trabalho=8778064\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong> A colonialidade do poder no Baixo Sul da Bahia: as estrat\u00e9gias de poder dos grupos econ\u00f4micos e a luta do campesinato negro por territ\u00f3rio<\/strong><\/a><br \/>\n<strong>Defesa: <\/strong> 17\/02\/2020<\/p>\n<p><strong>Banca: <\/strong> Nelson Giordano Delgado (CPDA\/UFRRJ \u2013 Orientador), Claudia Job Schmitt (CPDA\/UFRRJ) e Jos\u00e9 Renato Sant&#8217;Anna Porto (UFF).<\/p>\n<p><strong>Resumo: <\/strong> Esta investiga\u00e7\u00e3o toma como l\u00f3cus, o Projeto Tur\u00edstico Imobili\u00e1rio da Ponta dos Castelhanos, localizado ao Sul da Ilha de Boipeba. O universo da pesquisa abrange duas comunidades, situadas na Ilha e no continente, respectivamente a Comunidade de S\u00e3o Sebasti\u00e3o no munic\u00edpio de Cairu e a Comunidade de Barra dos Carvalhos que pertence ao munic\u00edpio de Nilo Pe\u00e7anha, ambas situadas no Territ\u00f3rio do Baixo Sul da Bahia. O conflito inerente a tal Projeto n\u00e3o \u00e9 o objeto de an\u00e1lise, busca-se observar alguns aspectos de sua manifesta\u00e7\u00e3o para evidenciar e compreender o poder e a domina\u00e7\u00e3o, a fim de subsidiar a quest\u00e3o a ser analisada, que se dedica a entender como a viol\u00eancia anti-negra, que \u00e9 exercida diretamente por estes agentes locais, conforma um componente fundamental do rentismo no Baixo Sul. O universo emp\u00edrico centraliza-se no caso de 54 camponeses desterritorializados do Sul da Ilha de Boipeba, que possuem resid\u00eancia no continente e tra\u00e7a conex\u00f5es entre este caso, que envolve mais camponeses de Barra dos Carvalhos e a a\u00e7\u00e3o do rentismo, travestido sob a forma de projeto tur\u00edstico. O conflito socioambiental ganhou visibilidade na \u00faltima d\u00e9cada e envolve uma s\u00e9rie de desdobramentos motivadas pela especula\u00e7\u00e3o tur\u00edstica e imobili\u00e1ria. A \u00e1rea de estudo, destaca-se pelo seu patrim\u00f4nio natural, diversidade biol\u00f3gica, mata atl\u00e2ntica, manguezais, recifes de corais, ambiente marinho, e por uma diversidade cultural, presente gra\u00e7as as territorialidades dos Povos e Comunidades Tradicionais, sobretudo ribeirinhos, aqui consideradas como campesinato negro. O campo te\u00f3rico de investiga\u00e7\u00e3o, preconiza a Ecologia Pol\u00edtica Latino-Americana e o campo de Estudos Decoloniais, a partir da abordagem da colonialidade do poder onde a ra\u00e7a e o racismo s\u00e3o categorias centrais. Adotou-se a observa\u00e7\u00e3o participante, como m\u00e9todo, lan\u00e7ando m\u00e3o de entrevistas abertas em profundidade e semi-estruturadas, al\u00e9m do uso de mapas, fotografias e aux\u00edlio de software sphinx. O primeiro cap\u00edtulo \u00e9 destinado a uma r\u00e1pida evolu\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica do Baixo Sul e um debate sobre a colonialidade, dando pistas sobre as rela\u00e7\u00f5es de poder que predominou no territ\u00f3rio. O segundo cap\u00edtulo se dedica a levantar aspectos de como o Estado, sobretudo o judici\u00e1rio expressa a colonialidade ao se apresentar e se relacionar com as elites e as popula\u00e7\u00f5es camponesas locais, para entender as estrat\u00e9gias de poder e domina\u00e7\u00e3o que grupos econ\u00f4micos exercem no Baixo Sul e seu protagonismo na continuidade das situa\u00e7\u00f5es coloniais &#8211; entendida aqui como colonialidade. O cap\u00edtulo 3 busca verificar de que modo a viol\u00eancia antinegra tem sido exercida a fim de viabilizar o turismo elitizado e o branqueamento territorial, num contexto territorial marcado pela grande produ\u00e7\u00e3o de g\u00eaneros aliment\u00edcios oriundos da pesca e da agricultura que constitiu esse campesinato.<br \/>\n<strong>Palavras-chave: <\/strong> colonialidade; campesinato negro; capital tur\u00edstico-imobili\u00e1rio; viol\u00eancia antinegra; Ilha de Boipeba.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>MARIANA HOMEM DE MELLO REINACH<\/strong><br \/>\n<a href=\"https:\/\/sucupira.capes.gov.br\/sucupira\/public\/consultas\/coleta\/trabalhoConclusao\/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&amp;id_trabalho=9187816\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong> Controv\u00e9rsias sobre a dimens\u00e3o social da agroecologia: uma compara\u00e7\u00e3o entre os discursos pol\u00edticos da FAO e da Via Campesina<\/strong><\/a><br \/>\n<strong>Defesa: <\/strong> 16\/03\/2020<\/p>\n<p><strong>Banca: <\/strong> Andrey Cordeiro Ferreira (CPDA\/UFRRJ \u2013 Orientador), Claudia Job Schmitt (CPDA\/UFRRJ), Igor Simoni Homem de Carvalho (UFRRJ) e Selmo Nascimento da Silva (CPII).<\/p>\n<p><strong>Resumo: <\/strong> A defesa da agroecologia tem congregado pessoas e institui\u00e7\u00f5es diversas, representando camadas sociais e interesses divergentes e mesmo antag\u00f4nicos. A presente pesquisa teve por objetivos, por um lado, realizar uma leitura cr\u00edtica sobre o contexto geopol\u00edtico global que acompanhou a emerg\u00eancia e difus\u00e3o da agroecologia pelo mundo, e por outro, identificar o conte\u00fado pol\u00edtico e ideol\u00f3gico do que se afirma como a \u201cdimens\u00e3o social da agroecologia\u201d. Para isso acompanhamos a trajet\u00f3ria de desenvolvimento do termo \u201cagroecologia\u201d desde os anos 1930 at\u00e9 os dias de hoje, bem como a trajet\u00f3ria de seu par antag\u00f4nico \u2013 a ci\u00eancia agr\u00edcola convencional ancorada pelo pacote tecnol\u00f3gico da Revolu\u00e7\u00e3o Verde e que em sua segunda etapa vem incorporando elementos de ecologiza\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica e de valoriza\u00e7\u00e3o de conhecimentos \u201clocais\u201d, integrando-os de forma subordinada nos quadros de acumula\u00e7\u00e3o. Demos especial aten\u00e7\u00e3o ao per\u00edodo compreendido entre os anos 1990 e 2000 &#8211; cen\u00e1rio de emerg\u00eancia do neoextrativismo e das propostas de \u201cdesenvolvimento sustent\u00e1vel\u201d e de \u201cmulticulturalismo neoliberal\u201d disseminado por organismos multilaterais &#8211; que coincide com o momento em que a agroecologia ganha maior destaque e espa\u00e7o no debate p\u00fablico. Em seguida, realizamos a an\u00e1lise emp\u00edrica sobre os discursos pol\u00edticos da Via Campesina e da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Alimenta\u00e7\u00e3o e Agricultura (FAO) sobre agroecologia. Por terem capilaridade internacional, ambas as organiza\u00e7\u00f5es influenciam e s\u00e3o influenciadas por uma ampla gama de sujeitos e institui\u00e7\u00f5es, o que torna seu discurso particularmente relevante. A partir de documentos oficiais, relat\u00f3rios e declara\u00e7\u00f5es destas entidades pudemos observar como se construiu o conceito de agroecologia em cada uma delas. Utilizando a Ecologia Social de Murray Bookchin e a ontologia anarquista de Mikhail Bakunin como lentes te\u00f3ricas e ferramentas anal\u00edtico-interpretativas, identificamos que a distin\u00e7\u00e3o fundamental entre os \u201ctipos\u201d de agroecologia reside nos campos da diferencia\u00e7\u00e3o de classe, da ideologia, da organiza\u00e7\u00e3o social e da rela\u00e7\u00e3o estabelecida entre humanidade, sociedade e natureza. Conclu\u00edmos que hoje h\u00e1 uma coexist\u00eancia entre um saber agroecol\u00f3gico que tende a assumir uma forma hegem\u00f4nica-dominante-central, alinhado \u00e0 segunda etapa da Revolu\u00e7\u00e3o Verde e aos centros de poder, constru\u00eddo a partir de uma pol\u00edtica econ\u00f4mica liberal como pr\u00e1tica governamental; e um saber agroecol\u00f3gico em sua forma subalterno-perif\u00e9rica-insurgente, alinhado \u00e0s periferias do poder, constru\u00eddo a partir de pr\u00e1ticas emancipat\u00f3rias em busca de autonomia e territorializa\u00e7\u00e3o do campesinato. Esses dois \u201ctipos\u201d de agroecologia, ao mesmo tempo que se excluem, se refor\u00e7am mutuamente a partir da dial\u00e9tica entre autoridade e liberdade.<br \/>\n<strong>Palavras-chave: <\/strong> Agroecologia; Ecologia Social; Sistemas agroalimentares; Natureza e Sociedade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>L\u00cdGIA MARIA DE OLIVEIRA NONATO<\/strong><br \/>\n<a href=\"https:\/\/sucupira.capes.gov.br\/sucupira\/public\/consultas\/coleta\/trabalhoConclusao\/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&amp;id_trabalho=9271360\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong> A luta pela terra na Baixada Fluminense na d\u00e9cada de 1980: um estudo de caso sobre o Mutir\u00e3o Campo Alegre<\/strong><\/a><br \/>\n<strong>Defesa: <\/strong> 27\/03\/2020<\/p>\n<p><strong>Banca: <\/strong> Leonilde Servolo de Medeiros(CPDA\/UFRRJ \u2013 Orientadora), Debora Franco Lerrer (CPDA\/UFRRJ) e Paulo Roberto Raposo Alentejano (UERJ).<\/p>\n<p><strong>Resumo: <\/strong> A disserta\u00e7\u00e3o tem como finalidade analisar o surgimento e reincid\u00eancia de ocupa\u00e7\u00f5es de terra na regi\u00e3o da Baixada Fluminense, no estado do Rio de Janeiro, entre o final da d\u00e9cada de 1970 e in\u00edcio dos anos 1980. Tomando o caso do Mutir\u00e3o Campo Alegre, a pesquisa busca ressaltar a import\u00e2ncia hist\u00f3rica dessa ocupa\u00e7\u00e3o, a partir da mem\u00f3ria individual e coletiva constru\u00edda durante os primeiros anos, assim como os processos de resist\u00eancia cotidiana que possibilitaram a perman\u00eancia de parte dos ocupantes na terra at\u00e9 os dias atuais. Ao estabelecer esta discuss\u00e3o, a disserta\u00e7\u00e3o procura evidenciar as recorrentes viola\u00e7\u00f5es de direitos sofridas pelos demandantes de terra, exercida sob as mais diversas formas, bem como as suas tentativas de resist\u00eancia, sua mobiliza\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o, contemplando, desta forma, os agentes sociais envolvidos e suas formas de luta.<br \/>\n<strong>Palavras-chave: <\/strong> luta por terra; reforma agr\u00e1ria; Campo Alegre; Baixada Fluminense.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>JESSICA SIVIERO VICENTE<\/strong><br \/>\n<a href=\"https:\/\/sucupira.capes.gov.br\/sucupira\/public\/consultas\/coleta\/trabalhoConclusao\/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&amp;id_trabalho=9271939\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong> Uma nova safra de propriet\u00e1rios rurais? O caso dos investimentos da Universidade de Harvard em recursos naturais no Brasil<\/strong><\/a><br \/>\n<strong>(Pr\u00eamio de\u00a0melhor disserta\u00e7\u00e3o de mestrado em Sociologia Rural da Sober 2021)<\/strong><br \/>\n<strong>Defesa: <\/strong> 02\/04\/2020<\/p>\n<p><strong>Banca: <\/strong> Sergio Pereira Leite (CPDA\/UFRRJ \u2013 Orientador), Karina Kato (CPDA\/UFRRJ) e Carla Silvina Gras (UNGS).<\/p>\n<p><strong>Resumo: <\/strong> Com quantos arames se faz uma cerca? Quantos t\u00edtulos s\u00e3o necess\u00e1rios para inventar uma propriedade? No caso em quest\u00e3o, ou melhor dizendo, nos casos das \u201cquest\u00f5es\u201d que contarei, al\u00e9m dos j\u00e1 bem conhecidos t\u00edtulos \u201cgrilados\u201d, as terras est\u00e3o sendo cercadas tamb\u00e9m por \u201cnovos t\u00edtulos financeiros\u201d, combinados eles forjam uma oposi\u00e7\u00e3o, aparentemente inusitada, entre professores, estudantes, executivos e financiadores da Universidade de Harvard e trabalhadores rurais do sert\u00e3o baiano. A pesquisa que constru\u00ed nasceu da perplexidade ante o choque entre esses dois mundos t\u00e3o distantes, partindo de um caso localizado de grilagem envolvendo 140 mil hectares no oeste da Bahia, encontrei uma articula\u00e7\u00e3o entre atores locais, gerentes do agroneg\u00f3cio nacional e executivos da companhia que administra os ativos e fundos da Universidade de Harvard (a Harvard Management Company, HMC), da\u00ed a quest\u00e3o: quem \u00e9 esse novo propriet\u00e1rio de terras? Afinal, h\u00e1 algo de \u201cnovo\u201d neste caso? Defendo que o \u201cnovo\u201d \u00e9 resultado de uma luta pelo estabelecimento do chamado \u201cmercado financeiro com recursos naturais\u201d, que se organiza em torno de um modelo de propriedade fundi\u00e1ria institucional e cujo movimento de globaliza\u00e7\u00e3o vem produzindo fronteiras para valoriza\u00e7\u00e3o do capital em diferentes pa\u00edses do mundo. Nesse processo, o Brasil tornou-se especialmente atrativo, tendo sido representado como a maior fronteira do mundo para novos investimentos em terras e agricultura, o que fez surgir e constantemente ressurgirem \u201cnovas fronteiras\u201d no pa\u00eds, espa\u00e7os que v\u00eam sendo produzidos pelo encontro entre atores e pol\u00edticas nacionais, capitais financeiros e transnacionais, trabalhadores rurais, comunidades tradicionais e popula\u00e7\u00f5es do campo. Nesta disserta\u00e7\u00e3o, tentei destrinchar quem s\u00e3o esses agentes financeiros escondidos por tr\u00e1s dos eventos e esbo\u00e7ar a complexidade dos arranjos pol\u00edticos e conflitos fundi\u00e1rios nos quais se inseriram.<br \/>\n<strong>Palavras-chave: <\/strong> financeiriza\u00e7\u00e3o da terra; propriedade fundi\u00e1ria institucional; fronteiras; expropria\u00e7\u00e3o; expuls\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>PEDRO GROSS SATURNINO BRAGA<\/strong><br \/>\n<a href=\"https:\/\/sucupira.capes.gov.br\/sucupira\/public\/consultas\/coleta\/trabalhoConclusao\/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&amp;id_trabalho=9274079\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong> A apropria\u00e7\u00e3o da categoria \u201cpovos tradicionais\u201d para a autoafirma\u00e7\u00e3o de uma identidade coletiva <\/strong><\/a><br \/>\n<strong>Defesa: <\/strong> 08\/05\/2020<\/p>\n<p><strong>Banca: <\/strong> Andrey Cordeiro Ferreira (CPDA\/UFRRJ \u2013 Orientador), Debora Franco Lerrer (CPDA\/UFRRJ), Carmen Silvia Andriolli (CPDA\/UFRRJ) e Cleyton Henrique Gerhardt (UFRJ).<\/p>\n<p><strong>Resumo: <\/strong> A disserta\u00e7\u00e3o reflete sobre a mudan\u00e7a de significado na categoria povos e comunidades tradicionais. Este foi um conceito criado pelo poder p\u00fablico e pela academia para englobar diversas comunidades que, apesar de serem diferentes umas da outras, tinham caracter\u00edsticas consideradas semelhantes. Essa categoria teve seu significado alterado, se tornando um elemento de identidade coletiva, em que as comunidades assumem essa nomenclatura e passam a se autodenominar povos tradicionais. Essas comunidades, que eram agrupadas numa mesma categoria por vontades externas a elas, passam a tra\u00e7ar alian\u00e7as entre si e come\u00e7am a ser uma vontade pr\u00f3pria, principalmente por conta dos conflitos semelhantes que tinham com a sociedade ocidental. Para analisar essa quest\u00e3o, a pesquisa foca na Comiss\u00e3o Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, \u00f3rg\u00e3o estatal que reunia os diferentes segmentos dos povos tradicionais e te papel fundamental na uni\u00e3o desses diferentes povos. Foi importante como for\u00e7a pol\u00edtica para eles, e tamb\u00e9m na autoidentifica\u00e7\u00e3o das comunidades de povos tradicionais. \u00c9 vista, ainda, a rela\u00e7\u00e3o desses povos com o Estado, e as maneiras que as comunidades tradicionais se utilizam de elementos da ontologia ocidental para a defesa de seus interesses.<br \/>\n<strong>Palavras-chave: <\/strong> conceito de povos tradicionais; Comiss\u00e3o Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais; Conselho Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais; conflitos ontol\u00f3gicos; pol\u00edticas p\u00fablicas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>MAURO TOLEDO SILVA RODRIGUES<\/strong><br \/>\n<a href=\"https:\/\/sucupira.capes.gov.br\/sucupira\/public\/consultas\/coleta\/trabalhoConclusao\/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&amp;id_trabalho=9274130\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong> A disputa dos projetos territoriais para o uso e ocupa\u00e7\u00e3o do gerais: o caso da comunidade geraizeira de Catanduva \u2013 Norte de Minas Gerais<\/strong><\/a><br \/>\n<strong>Defesa: <\/strong> 15\/05\/2020<\/p>\n<p><strong>Banca: <\/strong> Andrey Cordeiro Ferreira (CPDA\/UFRRJ \u2013 Orientador), Debora Franco Lerrer (CPDA\/UFRRJ), Carmen Silvia Andriolli (CPDA\/UFRRJ) e Cleyton Henrique Gerhardt (UFRJ).<\/p>\n<p><strong>Resumo: <\/strong> A regi\u00e3o Norte do estado de Minas Gerais, tem sido palco do fen\u00f4meno conhecido como (des)invisibiliza\u00e7\u00e3o dos povos e comunidades tradicionais, esse movimento tem como base a legisla\u00e7\u00e3o da constitui\u00e7\u00e3o federal de 1988, e mais recente, decretos que garantem os direitos culturais, identit\u00e1rios e territoriais de comunidades que se autorreconhecem enquanto tradicionais. Dentro de um mosaico de povos que emergem buscando reaver seus territ\u00f3rios e a manuten\u00e7\u00e3o dos seus modos de vida, as comunidades tradicionais geraizeiras reivindicam seus territ\u00f3rios localizados sob a serra Geral, questionando a l\u00f3gica de ocupa\u00e7\u00e3o e o modelo de desenvolvimento trazidos pelos complexos industriais de eucalipto, que se instalam na regi\u00e3o no final da d\u00e9cada de 1970. Neste contexto, o presente trabalho \u00e9 fruto do estudo de caso realizado em uma comunidade tradicional geraizeira que tem seu territ\u00f3rio e sua territorialidade reconfigurados, e com o aux\u00edlio da lente te\u00f3rica da ecologia pol\u00edtica, iremos encaixar o processo vivido pela comunidade (local\/regional), dentro do contexto do imperialismo ocidental e da mundializa\u00e7\u00e3o da economia (nacional\/internacional), analisando este projeto de desenvolvimento, enquanto projeto \u201cmodero-colonial\u201d. Iremos assim, descrever as reconfigura\u00e7\u00f5es da malha fundi\u00e1ria com a instala\u00e7\u00e3o dos projetos territoriais dos monocultivos de eucalipto, sobrepondo o projeto territorial tradicional tecido pelos geraizeiros, e, mais recentemente, uma nova reconfigura\u00e7\u00e3o na malha fundi\u00e1ria com a cria\u00e7\u00e3o de uma Reserva de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel sobre o territ\u00f3rio de Catanduva. Destarte, destacamos a import\u00e2ncia da mobiliza\u00e7\u00e3o das comunidades em torno do acesso aos territ\u00f3rios tradicionais enquanto essencial para a manuten\u00e7\u00e3o da natureza presente na serra Geral e nas \u00e1reas de cerrado, reafirmando a import\u00e2ncia do conceito de sociobiodiversidade, que traduz a interfer\u00eancia humana na natureza enquanto essenciais para a produ\u00e7\u00e3o e reprodu\u00e7\u00e3o da biodiversidade.<br \/>\n<strong>Palavras-chave: <\/strong> comunidades tradicionais; geraizeiros; monocultivo de eucalipto; reserva de desenvolvimento sustent\u00e1vel; territ\u00f3rio; territorialidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>DANIEL CARDOSO DE ANDRADE<\/strong><br \/>\n<a href=\"https:\/\/sucupira.capes.gov.br\/sucupira\/public\/consultas\/coleta\/trabalhoConclusao\/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&amp;id_trabalho=10343803\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>Afrociberdeliamocamba: Baob\u00e1xia na rota digital do Campinho da Independ\u00eancia<\/strong><\/a><br \/>\n<strong>Defesa<\/strong>: 26\/08\/2020<\/p>\n<p><strong>Banca<\/strong>: Elisa Guaran\u00e1 de Castro (CPDA\/UFRRJ \u2013 Orientadora), Claudia job Schmitt (CPDA\/UFRRJ) e Marta de Oliveira Antunes (IBGE).<\/p>\n<p><strong>Resumo<\/strong>: Fruto da jun\u00e7\u00e3o entre \u201cbaob\u00e1\u201d e \u201cgal\u00e1xia\u201d, Baob\u00e1xia \u00e9 um sistema digital livre criado para permitir o armazenamento e compartilhamento de materiais multim\u00eddias por locais com pouco ou nenhum acesso \u00e0 internet. Desenhada por integrantes e parceiros da Rede Mocambos, essa plataforma faz parte da jornada educativa praticada pela Casa de Cultura Tain\u00e3 com quilombolas, ind\u00edgenas, cai\u00e7aras e assentamentos sobre apropria\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica digital. Voltado para funcionar principalmente com comunidades rurais, esse software livre sincroniza informa\u00e7\u00f5es de forma descentralizada a partir da internet, quando dispon\u00edvel, e\/ou pela troca de dados entre as pessoas que circulam com o programa instalado em algum dispositivo m\u00f3vel. Seu processo de implementa\u00e7\u00e3o assumiu a din\u00e2mica de andan\u00e7as pelos territ\u00f3rios e ganhou o nome de \u201cBaob\u00e1xia na Rota dos Baob\u00e1s\u201d por incorporar saberes ancestrais com plantio de mudas da \u00e1rvore milenar africana nos encontros de di\u00e1logos tecnol\u00f3gicos. Com o sistema baob\u00e1xia instalado no quilombo Campinho da Independ\u00eancia, como um parceiro da rede, esta pesquisa buscou explorar caminhos para identificar como o trabalho promovido pela Rede Mocambos, em articula\u00e7\u00e3o de comunidades tradicionais e pol\u00edticas p\u00fablicas, foi ou n\u00e3o assimilado no Campinho em seu contexto digital. Partindo de uma revis\u00e3o bibliogr\u00e1fica sobre a forma\u00e7\u00e3o da internet, o caso programa GESAC para\u00e1reas rurais e o Programa Cultura Viva, este trabalho tamb\u00e9m agregou visitas de campo, entrevistas, an\u00e1lises de bases de dados e conte\u00fados digitais. Com apoio de autores que trabalham redes sociais, como Barnes e Bott, e te\u00f3ricos que trabalham com apropria\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, como Fouch\u00e9 e Eglash, este trabalho trata-se de uma explora\u00e7\u00e3o inicial sobre o tema que envolve redes multiculturais de pessoas e saberes na apropria\u00e7\u00e3o conjunta de tecnologias comuns.<br \/>\n<strong>Palavras-chave<\/strong>: Apropria\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica; Rede Mocambos; Casa de Cultura Tain\u00e3;Comunidades Tradicionais; Quilombo Campinho da Independ\u00eancia; Software Livre; Redes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>BERNARDO MANSUR ANACHE<\/strong><br \/>\n<strong><a href=\"https:\/\/sucupira.capes.gov.br\/sucupira\/public\/consultas\/coleta\/trabalhoConclusao\/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&amp;id_trabalho=10357895\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Instrumentos e perspectivas para gest\u00e3o ambiental e territorial na Amaz\u00f4nia Legal. Uma contribui\u00e7\u00e3o sobre an\u00e1lise de discursos na altera\u00e7\u00e3o do c\u00f3digo florestal e cria\u00e7\u00e3o do Cadastro Ambiental Rural (CAR)<\/a><br \/>\n<\/strong><strong>Defesa<\/strong>: 27\/08\/2020<\/p>\n<p><strong>Banca<\/strong>: Jorge Osvaldo Romano (CPDA\/UFRRJ \u2013 Orientador), Thereza Cristina Cardoso Menezes (CPDA\/UFRRJ)e Carlos Alberto Franco da Silva (UFF).<\/p>\n<p><strong>Resumo<\/strong>: Passados oito anos desde a institui\u00e7\u00e3o do Cadastro Ambiental Rural (CAR), percebe-se sua capacidade no reconhecimento do desmatamento em \u00e1reas privadas na Amaz\u00f4nia, bem como seu potencial para a gera\u00e7\u00e3o de conflitos por terra, devido seu uso como insumo a regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria. S\u00e3o constantes os pedidos para altera\u00e7\u00e3o ou retirada de prazos sobre a fase de cadastro, mantendo a possibilidade de acesso a cr\u00e9dito e n\u00e3o recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas desmatadas irregularmente. N\u00e3o h\u00e1 uma s\u00edntese sobre o que poderia ser um paradigma de desenvolvimento para Amaz\u00f4nia. O grande capital extrativista e agropecuarista tem uma percep\u00e7\u00e3o e perspectiva produtiva e econ\u00f4mica sobre as potencialidades da mesma, incluindo a produ\u00e7\u00e3o bioecon\u00f4mica. Nesse contexto, est\u00e3o as disputas sobre a atualiza\u00e7\u00e3o do C\u00f3digo Florestal (CF) de 1965 e a institucionaliza\u00e7\u00e3o do CAR, as quais pretendemos observar por meio da articula\u00e7\u00e3o da abordagem pluralista com a quest\u00e3o da hegemonia, para consolidar nossa aproxima\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de dois grandes grupos ligados ao meio ambiente, explora\u00e7\u00e3o e uso da terra. Para consolidar a an\u00e1lise, separamos nossa discuss\u00e3o por grupos entre ambientalistas e ruralista. Considerando as propostas de Laclau e Mouffe (2015) com a utiliza\u00e7\u00e3o de um modelo proposto e aplicado por Errej\u00f3n Galv\u00e1n (2012) e Romano (2018), a partir dos marcos interpretativos (SNOW e BENFORD, 1988) faremos uma an\u00e1lise sobre marcos espec\u00edficos no discurso pol\u00edtico. Ao longo de sua execu\u00e7\u00e3o, o CAR foi apropriado por atores da bancada ruralista, e passou a ser visto como um poss\u00edvel acelerador na consolida\u00e7\u00e3o de territ\u00f3rios ocupados de forma irregular. Esses dados j\u00e1 podem ser vistos conforme o aumento dos conflitos fundi\u00e1rios identificados pela Comiss\u00e3o Pastoral da Terra (CPT) e aumento do desmatamento ao longo dos \u00faltimos cinco anos (aumento de 313%). A sobreposi\u00e7\u00e3o de cadastros com outros dom\u00ednios territoriais j\u00e1 totaliza 960 mil km\u00b2, dentre eles terras ind\u00edgenas e unidades de conserva\u00e7\u00e3o. Isso tamb\u00e9m poder\u00e1 influenciar em novos conflitos com grileiros. Somado a isso, a retirada do prazo para realiza\u00e7\u00e3o do CAR, abre portas a n\u00e3o realiza\u00e7\u00e3o de todo o processo para regulariza\u00e7\u00e3o ambiental, um cen\u00e1rio antag\u00f4nico ao que se esperava com o Programa de regulariza\u00e7\u00e3o ambiental. Pela an\u00e1lise de marcos, percebeu-se o controle por parte da bancada ruralista na disputa hegem\u00f4nica, sobre o que foi discutido e tensionado para se chegar as mudan\u00e7as no C\u00f3digo Florestal e introdu\u00e7\u00e3o de um instrumento de gest\u00e3o ambiental. As altera\u00e7\u00f5es do c\u00f3digo foram influenciadas pelo discurso da garantia jur\u00eddica sobre a terra e amplia\u00e7\u00e3o de \u00e1reas agricult\u00e1veis para produ\u00e7\u00e3o de alimentos, por\u00e9m, tais propostas n\u00e3o se comprovam com base em estudos sobre intensifica\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o e uso de tecnologias. Ao fim e ao cabo, todo o esfor\u00e7o feito foi voltado para manuten\u00e7\u00e3o do status quo da explora\u00e7\u00e3o e desenvolvimento do agroneg\u00f3cio. Com a pr\u00e9via an\u00e1lise sobre o Sistema de Licenciamento Ambiental em Propriedades Rurais (SLAPR) e do CAR Par\u00e1, percebeu-se que o mapeamento de propriedades rurais pode ser garantido, por\u00e9m, sozinho n\u00e3o \u00e9 capaz de reduzir o desmatamento e a grilagem, abertura de novas \u00e1reas e reduzir riscos de disputas fundi\u00e1rias na Amaz\u00f4nia.<br \/>\n<strong>Palavras-chave<\/strong>: Cadastro Ambiental Rural (CAR), Amaz\u00f4nia, marcos de an\u00e1lise de hegemonia, bancada ruralista, Frente parlamentar ambientalista.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>JESSICA ANDRADE COSTA<\/strong><br \/>\n<strong><a href=\"https:\/\/sucupira.capes.gov.br\/sucupira\/public\/consultas\/coleta\/trabalhoConclusao\/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&amp;id_trabalho=10742433\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Resist\u00eancia e auto-organiza\u00e7\u00e3o de trabalhadores rurais do Sert\u00e3o Fluminense no Pr\u00e9-1964<\/a><\/strong><br \/>\n<strong>Defesa<\/strong>: 18\/09\/2020<\/p>\n<p><strong>Banca<\/strong>: Raimundo Nonato Santos (CPDA\/UFRRJ \u2013 Orientador), Debora Franco Lerrer(CPDA\/UFRRJ), Eli de Fatima Napole\u00e3o de Lima (CPDA\/UFRRJ) e Manoela da Silva Pedroza (UFF).<\/p>\n<p><strong>Resumo<\/strong>: O presente trabalho tem como objetivo compreender a insurg\u00eancia camponesa no Rio de Janeiro, no pr\u00e9-1964, a partir de suas formas de resist\u00eancia e da auto-organiza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores rurais. A an\u00e1lise se concentrou na exist\u00eancia de formas cotidianas de resist\u00eancia, nas resist\u00eancias p\u00fablicas e tamb\u00e9m no uso de viol\u00eancia militar, presente nos levantes armados que se iniciaram a partir de 1961. Para tanto, analisamos fontes materiais a respeito de tr\u00eas processos insurrecionais ocorridos no sert\u00e3o fluminense: S\u00e3o Jos\u00e9 da Boa Morte, em Cachoeiras de Macacu, no N\u00facleo Colonial de Santa Alice, em Itagua\u00ed e em Pedra Lisa, no munic\u00edpio de Nova Igua\u00e7u. De forma mais detalhada, analisamos tamb\u00e9m a resist\u00eancia e a auto-organiza\u00e7\u00e3o dos lavradores de Xer\u00e9m, em Duque de Caxias, \u00e1rea que se destacou pela grande quantidade de levantes camponeses durante os primeiros anos da d\u00e9cada de 1960. A insurg\u00eancia camponesa surge, no sert\u00e3o fluminense, a partir de um contexto de expropria\u00e7\u00e3o de terras, causado por institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e privadas, figuras pol\u00edticas, entre outros atores, o que levou ao estabelecimento de organiza\u00e7\u00f5es camponesas formais e informais e de distintas formas de reivindicar a desapropria\u00e7\u00e3o das terras, tendo esse processo de lutas sido interrompido com o golpe civil-militar de 1964.<br \/>\n<strong>Palavras-chave<\/strong>: insurg\u00eancia camponesa, resist\u00eancia cotidiana, trabalhadores rurais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>LUISA BARCELLOS ZANIBONI<\/strong><br \/>\n<strong><a href=\"https:\/\/sucupira.capes.gov.br\/sucupira\/public\/consultas\/coleta\/trabalhoConclusao\/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&amp;id_trabalho=10651508\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Dia de festa: um estudo sobre a Feira do Produtor Rural em Cordeiro RJ<\/a><\/strong><br \/>\n<strong>Defesa<\/strong>: 22\/10\/2020<\/p>\n<p><strong>Banca<\/strong>: Karina Yoshie Martins Kato (CPDA\/UFRRJ \u2013 Orientadora), Eli de Fatima Napole\u00e3o de Lima (CPDA\/UFRRJ) e Maria do Socorro Bezerra de Lima (UFF).<\/p>\n<p><strong>Resumo<\/strong>: A partir do ano de 2016, pequenas feiras de produtores rurais come\u00e7aram a aparecer no interior da Regi\u00e3o Serrana. Nos munic\u00edpios de Bom Jardim, Cantagalo e Cordeiro, por exemplo, foram organizadas feiras semanais para al\u00e9m das mais tradicionais, como a \u201cCoopfeira de Nova Friburgo\u201d, que conta com mais 50 anos de funcionamento. O presente trabalho se insere nesse contexto e pretende analisar a cadeia curta de abastecimento e consumo que se forma em torno da Feira do Produtor rural na cidade de Cordeiro. A literatura recente aponta para a capacidade que essas feiras tendem a reconectar os produtores com os consumidores e relocalizar os alimentos, mostrando que os mesmos possuem uma origem. Revalorizando assim o local, como tamb\u00e9m a produ\u00e7\u00e3o artesanal e o respeito ao tempo de matura\u00e7\u00e3o de cada cultivo. S\u00e3o esses os aspectos que buscaremos analisar, visando compreender o porqu\u00ea de uma feira do produtor rural em Cordeiro. Os procedimentos metodol\u00f3gicos utilizados no estudo ser\u00e3o: revis\u00e3o bibliogr\u00e1fica, levantamento de dados por meio de pesquisas semiestruturadas, observa\u00e7\u00e3o e an\u00e1lise de dados..<br \/>\n<strong>Palavras-chave<\/strong>: feira;cadeia curta de abastecimento e consumo;redes agroalimentares alternativas;agriculturafamiliar;consumo alimentar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>MONICA RAMOS DOMINGUES CARNEIRO<\/strong><br \/>\n<strong><a href=\"https:\/\/sucupira.capes.gov.br\/sucupira\/public\/consultas\/coleta\/trabalhoConclusao\/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&amp;id_trabalho=10356118\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Produtoras e consumidoras: alimenta\u00e7\u00e3o de fam\u00edlias agricultoras-feirantes de Guapimirim num contexto de mudan\u00e7as nas rela\u00e7\u00f5es urbano-rurais<\/a><\/strong><br \/>\n<strong>Defesa<\/strong>: 28\/10\/2020<\/p>\n<p><strong>Banca<\/strong>: Renato Sergio Jamil Maluf (CPDA\/UFRRJ \u2013 Orientador), Claudia Job Schmitt (CPDA\/UFRRJ) e Joana Cruz de Simoni (PUC-RJ).<\/p>\n<p><strong>Resumo<\/strong>: Produtoras e consumidoras: alimenta\u00e7\u00e3o de fam\u00edlias agricultoras-feirantes de Guapimirim num contexto de mudan\u00e7as nas rela\u00e7\u00f5es urbano-rurais. 2020. 108p. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado de Ci\u00eancias Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade). Instituto de Ci\u00eancias Humanas e Sociais, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ, 2020. Essa disserta\u00e7\u00e3o teve por objetivo analisar as repercuss\u00f5es das mudan\u00e7as nas rela\u00e7\u00f5es urbanorurais na alimenta\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias agricultoras-feirantes de Guapimirim, inseridas na Regi\u00e3o Metropolitana do Rio de Janeiro, a partir da percep\u00e7\u00e3o dos interlocutores no tocante \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o de suas fam\u00edlias. Utilizamos os autores Carneiro (1998), Wanderley (2009) e Rua (2005; 2019) para argumentar sobre a manuten\u00e7\u00e3o da no\u00e7\u00e3o de rural e das peculiaridades desse espa\u00e7o, ainda que transformado, e romper com dicotomias e pares de oposi\u00e7\u00e3o. Foram destacados os pontos mais relevantes do processo de intensifica\u00e7\u00e3o dos fluxos entre o urbano e o rural no estado do Rio de Janeiro e as caracter\u00edsticas principais do munic\u00edpio estudado para fins de contextualiza\u00e7\u00e3o. A pesquisa fundamentou-se na abordagem socioantropol\u00f3gica da alimenta\u00e7\u00e3o (CANESQUI e DIEZ GARCIA, 2005; MACIEL, 2005; MINTZ, 2001; POULAIN, 2006) e teve car\u00e1ter qualitativo. Valemo-nos de observa\u00e7\u00e3o e entrevistas semiestruturadas com nove n\u00facleos familiares que participam da Feira Org\u00e2nica e Agroecol\u00f3gica do munic\u00edpio para obten\u00e7\u00e3o dos dados em campo. As conclus\u00f5es principais apontam para uma alimenta\u00e7\u00e3o composta por itens de origem variada, oriundos de produ\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria ou adquiridos na feira e mercados, incluindo alimentos in natura, processados localmente, e industrializados. N\u00e3o se evidenciou uma tend\u00eancia de homogeneiza\u00e7\u00e3o alimentar baseada nos produtos industrializados, e sim a incorpora\u00e7\u00e3o de alguns desses itens no consumo di\u00e1rio das fam\u00edlias, a partir de pondera\u00e7\u00f5es sobre praticidade, custo, prazer e saudabilidade. A intensifica\u00e7\u00e3o dos fluxos entre o urbano e o rural, sobretudo com a constru\u00e7\u00e3o da rodovia que atravessa Guapimirim, mostrou-se um vetor relevante na dissemina\u00e7\u00e3o de bens para \u00e1reas com menor acesso anteriormente, e as repercuss\u00f5es mais significativas desse processo se deram na melhoria do acesso a servi\u00e7os, principalmente p\u00fablicos, de sa\u00fade e na maior possibilidade de intera\u00e7\u00f5es e constru\u00e7\u00e3o de redes que promovem discuss\u00f5es e reflex\u00f5es a respeito dos alimentos e alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel.<br \/>\n<strong>Palavras-chave<\/strong>: fam\u00edlia-rural;alimenta\u00e7\u00e3o;agroecologia;feira;regi\u00e3o metropolitana;rela\u00e7\u00f5es urbano-rurais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>NATALIA GRAJALES URREGO<\/strong><br \/>\n<strong><a href=\"https:\/\/sucupira.capes.gov.br\/sucupira\/public\/consultas\/coleta\/trabalhoConclusao\/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&amp;id_trabalho=10803670\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">La cuesti\u00f3n agraria y la cuesti\u00f3n ambiental en los Andes Colombianos. Estudio sobre el Campesinado del P\u00e1ramo de Sumapaz<\/a><br \/>\n(Indicada para o Pr\u00eamio Anpocs de Melhor Disserta\u00e7\u00e3o de Mestrado 2021)<\/strong><br \/>\n<strong>Defesa<\/strong>: 30\/10\/2020<\/p>\n<p><strong>Banca<\/strong>: Jorge Osvaldo Romano (CPDA\/UFRRJ \u2013 Orientador), LeonildeServolo de Medeiros (CPDA\/UFRRJ) e Romulo Soares Barbosa (Unimontes).<\/p>\n<p><strong>Resumo<\/strong>: GRAJALES, Natalia. A quest\u00e3o agr\u00e1ria e a quest\u00e3o ambiental nos Andes colombianos. Estudo sobre o campesinato do p\u00e1ramo de Sumapaz. 2020. 202p. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Ci\u00eancias sociais em desenvolvimento, agricultura e sociedade). Instituto de Ci\u00eancias Humanas e Sociais, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ, 2020. A implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas ambientais baseada em vis\u00f5es antropoc\u00eantricas e mercantilistas da quest\u00e3o ambiental, tem desencadeado novas disputas entre comunidades e governos locais\/nacionais em toda America Latina. Nessa cojuntura a situa\u00e7\u00e3o dos ecossistemas de \u201cp\u00e1ramo\u201d (exclusivos da faixa tropical do planeta) \u00e9 especial, tanto pelo seu papel na regula\u00e7\u00e3o h\u00eddrica e na produ\u00e7\u00e3o de oxig\u00eanio, quanto pela sua disposi\u00e7\u00e3o de diferentes bens naturais, o que torna estes ecossistemas atrativos para o desenvolvimento de novos mercados num cen\u00e1rio mundial de crise ambiental. Col\u00f4mbia tem o maior \u201cp\u00e1ramo\u201d do mundo, o Complexo de paramos Cruz Verde-Sumapaz, onde est\u00e1 assentada uma das comunidades camponesas mais emblem\u00e1ticas da luta agr\u00e1ria do pa\u00eds. Desde finais dos anos 1990, mas com maior intensidade a partir do processo de negocia\u00e7\u00e3o e assinatura dos Acordos de Paz entre o Estado colombiano e a guerrilha das FARC-EP em 2016, v\u00eam tentando se implementar uma serie de pol\u00edticas ambientais neste territ\u00f3rio, o que tem sido interpretado pelas comunidades como uma amea\u00e7a a sua forma de vida. Por tanto, esta pesquisa visa analisar os avan\u00e7os das vis\u00f5es institucionais da quest\u00e3o ambiental sobre o modo de vida campon\u00eas do p\u00e1ramo de Sumapaz a partir do estudo dos efeitos das pol\u00edticas publicas ambientais nesta comunidade, e as implica\u00e7\u00f5es deste processo nos debates sobre a quest\u00e3o agr\u00e1ria na Col\u00f4mbia. A partir da utiliza\u00e7\u00e3o de m\u00e9todos qualitativos de pesquisa como observa\u00e7\u00e3o participante, historia de vida e algumas das contribui\u00e7\u00f5es da Investiga\u00e7\u00e3o A\u00e7\u00e3o Participante e a etnografia, estudam-se os processos de reconfigura\u00e7\u00e3o do modo de vida campon\u00eas neste territ\u00f3rio desde a experi\u00eancia direta de dez fam\u00edlias (assentadas dentro e na divisa de \u00e1reas de prote\u00e7\u00e3o ambiental do Parque Nacional Sumapaz em uma extens\u00e3o de seis bairros rurais), incluindo tamb\u00e9m algumas das suas principais lideran\u00e7as comunit\u00e1rias e pol\u00edticas, e agentes institucionais (funcion\u00e1rios p\u00fablicos). Uns dos principais resultados desta pesquisa \u00e9 a identifica\u00e7\u00e3o do que poderia ser interpretado como um processo de configura\u00e7\u00e3o sofisticada de acumula\u00e7\u00e3o por espolia\u00e7\u00e3o que, atrav\u00e9s da conflu\u00eancia de pol\u00edticas p\u00fablicas ambientais e n\u00e3o ambientais, imp\u00f5e um cerco institucional espiralado sobre as comunidades, exercendo sobre elas press\u00f5es em diferentes n\u00edveis e espacialidades para induzir a sua descampesiniza\u00e7\u00e3o, desterritorializa\u00e7\u00e3o e\/ou transforma\u00e7\u00e3o do seu modo de vida campon\u00eas em nome do \u201cdesenvolvimento sustent\u00e1vel\u201d deste estrat\u00e9gico ecossistema.<br \/>\n<strong>Palavras-chave<\/strong>: quest\u00e3o agr\u00e1ria, quest\u00e3o ambiental, pol\u00edticas p\u00fablicas ambientais, campesinato e alta montanha Andina.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>LUCAS RAMOS DOS SANTOS<\/strong><br \/>\n<a href=\"https:\/\/sucupira.capes.gov.br\/sucupira\/public\/consultas\/coleta\/trabalhoConclusao\/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&amp;id_trabalho=10897069\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Juventude Rural, Consumo e Cultura Material: Um Estudo em S\u00e3o Pedro da Serra, Nova Friburgo\/RJ<\/strong><\/a><br \/>\n<strong>Defesa<\/strong>: 17\/11\/2020<\/p>\n<p><strong>Banca<\/strong>: F\u00e1tima Portilho (CPDA\/UFRRJ \u2013 Orientador), Elisa Guaran\u00e1(CPDA\/UFRRJ) e Shirley Alves Torquarto (UNIVERSO).<br \/>\n<strong><br \/>\nResumo<\/strong>: As pesquisas acad\u00eamicas que se dedicam a compreender as juventudes rurais costumam enfocar temas como perman\u00eancia, trabalho e comportamento, entre outros. Esta pesquisa prop\u00f5e uma an\u00e1lise pouco abordada nos estudos sobre juventude rural: o Consumo e a Cultura Material. O local da pesquisa de campo foi o distrito S\u00e3o Pedro da Serra, em Nova Friburgo\/RJ. A partir de entrevistas com jovens residentes neste territ\u00f3rio, identificamos quatro categorias, relacionadas ao consumo e \u00e0 Cultura Material, que importam a esses jovens, atravessando seus cotidianos: vestu\u00e1rio, celulares, transporte e desperd\u00edcio. As entrevistas revelaram, ainda, particularidades na forma com que estes jovens rurais lidam com o dilema de \u201csair ou ficar\u201d e como \u201cdriblam\u201d, principalmente atrav\u00e9s das compras pela internet, as limita\u00e7\u00f5es impostas por residirem longe dos centros urbanos, com maior disponibilidade de mercados. Embora n\u00e3o seja poss\u00edvel, nos limites desta pesquisa, chegar a conclus\u00f5es amplas, esperamos contribuir para a constru\u00e7\u00e3o, nos estudos rurais, de um olhar sobre as pr\u00e1ticas cotidianas de aquisi\u00e7\u00e3o, troca e manipula\u00e7\u00e3o das coisas.<br \/>\n<strong>Palavras-chave<\/strong>: Juventude Rural; Consumo; Cultura Material; S\u00e3o Pedro da Serra.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>EDNA CATALINA SERRANO PEREZ<\/strong><br \/>\n<strong><a href=\"https:\/\/sucupira.capes.gov.br\/sucupira\/public\/consultas\/coleta\/trabalhoConclusao\/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&amp;id_trabalho=10726447\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Os camponeses do \u201cNudo del Paramillo\u201d: desapropria\u00e7\u00e3o e reprodu\u00e7\u00e3o da vida numa regi\u00e3o de fronteira agr\u00e1ria<\/a><\/strong><br \/>\n<strong>Defesa<\/strong>: 17\/12\/2020<\/p>\n<p><strong>Banca<\/strong>: Carmen Silvia Andriolli(CPDA\/UFRRJ \u2013 Orientadora), Thereza Cristina Cardoso Menezes (CPDA\/UFRRJ), Leonilde Servolo de Medeiros (CPDA\/UFRRJ) e Soraya Maite Yie Garzon (Universidad Javeriana \u2013 PUJ Bogot\u00e1, Colombia).<\/p>\n<p><strong>Resumo<\/strong>: A pesquisa descreve os processos de territorializa\u00e7\u00e3o e reprodu\u00e7\u00e3o social dos camponeses do NudodelParamillo ao longo do s\u00e9culo XX. A regi\u00e3o est\u00e1 localizada em \u00e1reas montanhosas e selv\u00e1ticas ao sul da costa caribe colombiana. Suas din\u00e2micas s\u00e3o altamente complexas: fronteira agr\u00e1ria numa regi\u00e3o dominada pela fazenda de gado; presen\u00e7a de quatro grupos armados ilegais com diversidade ideol\u00f3gica (Guerrilhas Liberais, EPL, AUC e FARC-EP); e, nos anos noventa, cen\u00e1rio da constru\u00e7\u00e3o da barragem de Urr\u00e1, que gerou profundos impactos nos ind\u00edgenas Ember\u00e1-Kat\u00edo. A disserta\u00e7\u00e3o atende a uma lacuna de informa\u00e7\u00e3o referente \u00e0 presen\u00e7a camponesa na regi\u00e3o, toda vez que, tanto na produ\u00e7\u00e3o intelectual sobre o lugar, quanto no plano das transforma\u00e7\u00f5es territoriais dele, o campesinato tem sido sistematicamente silenciado e apagado, e o territ\u00f3rio est\u00e1 narrado quase exclusivamente em termos das din\u00e2micas do conflito armado. Portanto, a disserta\u00e7\u00e3o se prop\u00f5e resgatar algumas das hist\u00f3rias sobre como esses grupos de camponeses chegaram na regi\u00e3o, qual era sua rela\u00e7\u00e3o com o contexto s\u00f3cio-pol\u00edtico circundante e sua participa\u00e7\u00e3o no conflito armado, e at\u00e9 que ponto suas formas de vida eram aut\u00f4nomas. Proponho uma leitura hist\u00f3rica situada na periferia agr\u00e1ria da regi\u00e3o, o que permite uma aproxima\u00e7\u00e3o aos diferentes regimes de desapropria\u00e7\u00e3o territorial efetuados no s\u00e9culo XX. Esses regimes foram agenciados por autores ilegais e pelo Estado no seu processo de consolida\u00e7\u00e3o nacional e regional, a partir de estrat\u00e9gias de desapropria\u00e7\u00e3o violentas e legais, no marco de modelos dominantes e assim\u00e9tricos de governo territorial. A an\u00e1lise que fa\u00e7o na disserta\u00e7\u00e3o prop\u00f5e um di\u00e1logo entre pesquisas da antropologia brasileira do campesinato, reflex\u00f5es cl\u00e1ssicas sobre seu papel pol\u00edtico, e o conflito e a desapropria\u00e7\u00e3o na ruralidade colombiana. Desse modo, procura-se questionar a aparente unicidade daquelas comunidades para aprofundar na sua diversidade, analisando informa\u00e7\u00e3o sobre as transforma\u00e7\u00f5es das unidades dom\u00e9sticas para responder ao deslocamento for\u00e7ado, suas motiva\u00e7\u00f5es para participar ou n\u00e3o da luta armada, e sobre como resistem e continuam na reprodu\u00e7\u00e3o de seus modos de vida depois de fort\u00edssimos processos de desapropria\u00e7\u00e3o territorial.<br \/>\n<strong>Palavras-chave<\/strong>: Camponeses e campesinato, desapropria\u00e7\u00e3o territorial, unidade de produ\u00e7\u00e3o camponesa, conflito armado no campo, fronteira agr\u00e1ria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os trabalhos est\u00e3o colocados em ordem cronol\u00f3gica (data da defesa) e podem ser acessados na plataforma Sucupira ao clicar em <a class=\"read-more\" href=\"https:\/\/institucional.ufrrj.br\/portalcpda\/dissertacoes-mestrado-2020\/ \" >&#8230; <span class=\"font-italic\">leia mais <i class=\"fas fa-angle-right\"><\/i><\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":715,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"class_list":["post-19810","page","type-page","status-publish","hentry"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.2 - 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