{"id":13648,"date":"2019-04-10T23:11:50","date_gmt":"2019-04-11T02:11:50","guid":{"rendered":"http:\/\/institucional.ufrrj.br\/agroecologia\/?page_id=13648"},"modified":"2022-11-25T16:58:05","modified_gmt":"2022-11-25T19:58:05","slug":"consumo-consciente","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/institucional.ufrrj.br\/agroecologia\/consumo-consciente\/","title":{"rendered":"Consumo Consciente"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-14845\" src=\"https:\/\/institucional.ufrrj.br\/agroecologia\/files\/2021\/04\/Neapro-e-programa.png\" alt=\"\" width=\"751\" height=\"170\" srcset=\"https:\/\/institucional.ufrrj.br\/agroecologia\/files\/2021\/04\/Neapro-e-programa.png 751w, https:\/\/institucional.ufrrj.br\/agroecologia\/files\/2021\/04\/Neapro-e-programa-300x68.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 751px) 100vw, 751px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong>Campanha para a Promo\u00e7\u00e3o do Produto Org\u00e2nico\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-15107\" src=\"https:\/\/institucional.ufrrj.br\/agroecologia\/files\/2019\/05\/CAMPANHA-ORGANICO-FRENTE-1024x726.png\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"726\" srcset=\"https:\/\/institucional.ufrrj.br\/agroecologia\/files\/2019\/05\/CAMPANHA-ORGANICO-FRENTE-1024x726.png 1024w, https:\/\/institucional.ufrrj.br\/agroecologia\/files\/2019\/05\/CAMPANHA-ORGANICO-FRENTE-300x213.png 300w, https:\/\/institucional.ufrrj.br\/agroecologia\/files\/2019\/05\/CAMPANHA-ORGANICO-FRENTE-768x544.png 768w, https:\/\/institucional.ufrrj.br\/agroecologia\/files\/2019\/05\/CAMPANHA-ORGANICO-FRENTE.png 1051w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-15108\" src=\"https:\/\/institucional.ufrrj.br\/agroecologia\/files\/2019\/05\/CAMPANHA-ORGANICO-VERSO-1024x707.png\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"707\" srcset=\"https:\/\/institucional.ufrrj.br\/agroecologia\/files\/2019\/05\/CAMPANHA-ORGANICO-VERSO-1024x707.png 1024w, https:\/\/institucional.ufrrj.br\/agroecologia\/files\/2019\/05\/CAMPANHA-ORGANICO-VERSO-300x207.png 300w, https:\/\/institucional.ufrrj.br\/agroecologia\/files\/2019\/05\/CAMPANHA-ORGANICO-VERSO-768x530.png 768w, https:\/\/institucional.ufrrj.br\/agroecologia\/files\/2019\/05\/CAMPANHA-ORGANICO-VERSO.png 1096w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para saber mais, acesse: <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/agricultura\/pt-br\/assuntos\/sustentabilidade\/organicos\/\">https:\/\/www.gov.br\/agricultura\/pt-br\/assuntos\/sustentabilidade\/organicos\/<\/a><\/p>\n<p><strong>Consumo Alimentar Consciente<\/strong> \u00e9 conhecer os alimentos que estamos ingerindo: como s\u00e3o produzidos, onde e por quem. Isso implica em escolhas e atitudes que valorizam formas de produ\u00e7\u00e3o mais sustent\u00e1veis para garantir uma vida digna e saud\u00e1vel, n\u00e3o s\u00f3 para n\u00f3s, mas principalmente para os nossos filhos e netos, em um meio ambiente menos impactado e com inclus\u00e3o social.<\/p>\n<p>Nesse contexto, nossas metas consistem em divulgar o significado do trabalho na terra, valorizando os sujeitos que atuam na agricultura familiar, a agroecologia e o papel dos consumidores no processo de fortalecimento desse campo econ\u00f4mico fragilizado, promovendo o consumo de alimentos saud\u00e1veis e produzidos localmente. Para isso, devemos fortalecer a agricultura familiar do nosso estado, a produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica em bases agroecol\u00f3gicas e as pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas \u00e0 seguran\u00e7a alimentar e nutricional.<\/p>\n<p>Vamos apresentar na forma de perguntas e respostas, algumas quest\u00f5es que devem fazer parte do nosso conhecimento como consumidores conscientes.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-14768\" src=\"https:\/\/institucional.ufrrj.br\/agroecologia\/files\/2020\/01\/666-1024x403.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"403\" srcset=\"https:\/\/institucional.ufrrj.br\/agroecologia\/files\/2020\/01\/666-1024x403.jpg 1024w, https:\/\/institucional.ufrrj.br\/agroecologia\/files\/2020\/01\/666-300x118.jpg 300w, https:\/\/institucional.ufrrj.br\/agroecologia\/files\/2020\/01\/666-768x303.jpg 768w, https:\/\/institucional.ufrrj.br\/agroecologia\/files\/2020\/01\/666.jpg 2000w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #008000\">1 &#8211; O que \u00e9 seguran\u00e7a alimentar e nutricional?<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Seguran\u00e7a Alimentar e Nutricional \u00e9 um direito humano que significa que todos devem ter acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, a partir de pr\u00e1ticas alimentares promotoras de sa\u00fade, respeitando necessidades e diversidades culturais.<\/p>\n<p>Hip\u00f3crates, considerado o pai da medicina ocidental disse \u201cseja o teu alimento, o teu medicamento e seja o teu medicamento, o teu alimento\u201d. Isso nos remete a pensar que podemos prevenir uma s\u00e9rie de doen\u00e7as por meio da alimenta\u00e7\u00e3o e de h\u00e1bitos de vida saud\u00e1veis. Nesse sentido, consumir mais frutas, verduras e legumes, e menos carne e produtos processados \u00e9 um caminho.<\/p>\n<p>O fast-food \u00e9, definitivamente, um modelo importado que est\u00e1 substituindo para pior o nosso arroz com feij\u00e3o, a ponto de comprometer a expectativa de vida das pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es. Hamb\u00fargueres, pizza, macarr\u00e3o instant\u00e2neo, refrigerantes, etc. tudo isso tem excesso de sal, gorduras, a\u00e7\u00facares que n\u00e3o contribuem para a nossa seguran\u00e7a alimentar.<\/p>\n<p>Atividades f\u00edsicas, hidrata\u00e7\u00e3o com \u00e1gua (e n\u00e3o com refrigerante), alimenta\u00e7\u00e3o equilibrada, rela\u00e7\u00f5es sociais de respeito e toler\u00e2ncia, caridade e solidariedade. Esse \u00e9 o segredo da longevidade e da sa\u00fade e, sem d\u00favida, da felicidade. As <span style=\"color: #000000\">pesquisas cient\u00edficas mostram isso.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #008000\"><strong>2 &#8211; Ent\u00e3o a inseguran\u00e7a alimentar vai al\u00e9m da fome?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Sim. Para al\u00e9m da fome, h\u00e1 inseguran\u00e7a alimentar e nutricional quando ocorre substitui\u00e7\u00e3o de h\u00e1bitos saud\u00e1veis pelo consumo de alimentos ultra processados, ricos em calorias e pobres em nutrientes. O consumo de alimentos vazios associado \u00e0 nossa prostra\u00e7\u00e3o e inatividade diante de computadores, celulares, televisores \u00e9 prejudicial \u00e0 sa\u00fade.<\/p>\n<p>Para jovens e crian\u00e7as \u00e9 ainda mais cr\u00edtico &#8211; v\u00eddeo games, tablets, smartfones, as crian\u00e7as passam horas paradas! Em que pesem outros problemas. Isso contribui para o nosso preocupante quadro de inseguran\u00e7a alimentar, que mata por epidemias de doen\u00e7as cardiovasculares, c\u00e2nceres, obesidade e diabetes.<\/p>\n<p><span style=\"color: #008000\"><strong>3- Qual \u00e9 o papel da Agricultura Familiar para a produ\u00e7\u00e3o de alimentos saud\u00e1veis?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>\u00c9 muito importante. A agricultura familiar produz alimentos b\u00e1sicos que est\u00e3o na mesa dos brasileiros, com maior diversidade, promove o desenvolvimento econ\u00f4mico, gera empregos, preserva a biodiversidade e a paisagem.<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #008000\">4 &#8211; No Rio de Janeiro tem Agricultura Familiar?<\/span><\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o temos no Estado, o cen\u00e1rio<em> agro<\/em> que mostra a televis\u00e3o &#8211; grandes \u00e1reas de monocultura transg\u00eanica (fruto da amn\u00e9sia social sobre a nossa verdadeira origem), mas temos agricultura familiar diversificada, que coloca comida de verdade (saud\u00e1vel) na nossa mesa.<\/p>\n<p>Temos a importante produ\u00e7\u00e3o de alimentos das hortas e que chegam nas Centrais de Abastecimento (Ceasa) \u2013 alface, couve, r\u00facula, salsa, cebolinha, tomate, couve, couve-flor, br\u00f3colis; repolho, mandioca, batata-doce, quiabo, milho-verde, ab\u00f3bora, feij\u00e3o-de-corda; frutas como banana, manga, acerola, maracuj\u00e1, jabuticaba dentre outros itens.<\/p>\n<p>\u00c9 importante destacar que se n\u00e3o temos uma participa\u00e7\u00e3o ainda maior da agricultura local no fornecimento da alimenta\u00e7\u00e3o b\u00e1sica da popula\u00e7\u00e3o fluminense, isso se deve em grande medida, \u00e0 falta de condi\u00e7\u00f5es objetivas e a aus\u00eancia de vis\u00e3o sist\u00eamica sobre o processo de desenvolvimento sustent\u00e1vel. N\u00e3o basta dizer que \u00e9 importante, temos que gerar renda e cobrar do governo perspectivas claras para o setor.<\/p>\n<p>Diminuir o \u00eaxodo rural, estimular a fixa\u00e7\u00e3o no campo de jovens e mulheres com trabalho decente e bem remunerado. Temos que ter secretarias municipais de agricultura familiar atuantes! Precisamos de apoio \u00e0 assist\u00eancia t\u00e9cnica e extens\u00e3o rural. As \u00e1reas de produ\u00e7\u00e3o est\u00e3o na sua maioria, abandonadas. Falta transporte, estradas, seguran\u00e7a, saneamento b\u00e1sico e acesso a mercados.<\/p>\n<p>H\u00e1 press\u00e3o pelo crescimento urbano desordenado e pela especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria. Pela polui\u00e7\u00e3o dos corpos d&#8217;\u00e1gua e do solo. \u00c9 um grande descaso com o meio ambiente que vai custar caro \u00e0s gera\u00e7\u00f5es futuras. Temos graves problemas ambientais, como atividades de grande impacto s\u00f3cio-ambiental como a extra\u00e7\u00e3o de areia e um aterro sanit\u00e1rio que recebe lixo do munic\u00edpio do Rio de Janeiro em cima do <em>aqu\u00edfero Piranema.<\/em><\/p>\n<p>Qual sociedade, em s\u00e3 consci\u00eancia pode compactuar com isso no mundo atual de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, de uma perspectiva sombria sobre a disponibilidade de \u00e1gua pot\u00e1vel para as futuras gera\u00e7\u00f5es? Se n\u00e3o h\u00e1 pessoas produzindo, \u00e1gua de qualidade e solo f\u00e9rtil, n\u00e3o h\u00e1 produ\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel de alimentos e n\u00e3o h\u00e1 pessoas saud\u00e1veis. Isso \u00e9 um grave sintoma de inseguran\u00e7a alimentar nas cidades.<\/p>\n<p>A vida se organiza com base em redes de rela\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas. Tudo est\u00e1 interligado e embora pensemos que vivemos isolados na seguran\u00e7a dos nossos apartamentos, estamos integrados em um sistema s\u00f3cio-ecol\u00f3gico. N\u00e3o podemos viver em bolhas artificiais, sem \u00e1gua e sem comida e isso depende de sistemas que possam conciliar produ\u00e7\u00e3o em quantidade, qualidade, efici\u00eancia, sem agrot\u00f3xicos e ao mesmo tempo estimulem a biodiversidade e fixe a agricultura familiar no campo.<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #008000\">5 &#8211; Onde podemos encontrar alimentos produzidos pela agricultura familiar?<\/span><\/strong><\/p>\n<p>As feiras s\u00e3o espa\u00e7os de comercializa\u00e7\u00e3o e consumo que permitem que o consumidor construa rela\u00e7\u00f5es de confian\u00e7a e valoriza\u00e7\u00e3o com os agricultores locais. Geralmente esses canais s\u00e3o acessados pela agricultura familiar mais pr\u00f3xima que consegue pela venda direta uma remunera\u00e7\u00e3o mais justa pelo seu trabalho.<\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel aprender com os feirantes sobre as plantas e seus usos, receitas diferentes, diversificar a alimenta\u00e7\u00e3o e conhecer mais sobre a sabedoria popular. \u00c9 preciso incentivar as feiras e frequent\u00e1-las, pois se n\u00e3o h\u00e1 fregueses, n\u00e3o h\u00e1 viabilidade econ\u00f4mica. O poder p\u00fablico pode apoiar as feiras, permitindo seu funcionamento, proporcionando uma estrutura de banheiros e lixeiras p\u00fablicas para os feirantes e clientes.<\/p>\n<p>Vender na feira apresenta para os agricultores uma oportunidade, mas tamb\u00e9m um desafio, pois um dia na feira \u00e9 um dia a menos na lavoura. Al\u00e9m das feiras, a rela\u00e7\u00e3o direta entre agricultores e consumidores pode ser estabelecida por compra diretamente nos S\u00edtios, nos de Grupos de Compras e existem as feiras org\u00e2nicas. Aqui no Rio temos o Circuito Carioca de Feiras Org\u00e2nicas, coordenado pela Associa\u00e7\u00e3o de Agricultores Biol\u00f3gicos do Estado do Rio de Janeiro <em>(ABIO)<\/em> e outras entidades. Na Rural temos feiras nos campi Nova Igua\u00e7u nas ter\u00e7as feiras, e em Serop\u00e9dica e Tr\u00eas Rios.<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #008000\">6 &#8211; Nas feiras, \u00e9 poss\u00edvel tamb\u00e9m conhecer alimentos diferentes. O que s\u00e3o plantas aliment\u00edcias n\u00e3o convencionais?<\/span><\/strong><\/p>\n<p>S\u00e3o aquelas plantas que n\u00e3o s\u00e3o de conhecimento geral, s\u00e3o pouco consumidas, muitas vezes consideradas como mato, mas que j\u00e1 fizeram ou ainda fazem parte da dieta de comunidades mais tradicionais, p ex. a beldroega, o caruru, a taioba, a ora pro nobis, etc. geralmente s\u00e3o alimentos muito ricos nutricionalmente.<\/p>\n<p>Os alimentos encontrados nas feiras n\u00e3o s\u00e3o exatamente iguais aos das g\u00f4ndolas de supermercados, me refiro al\u00e9m da diversidade, \u00e0 sazonalidade e ao padr\u00e3o e forma de apresenta\u00e7\u00e3o. \u00c9 preciso que o consumidor compreenda que cultivar esp\u00e9cies que produzem bem aqui, ou seja, s\u00e3o adaptadas, e na \u00e9poca recomendada, ou seja, que permite pleno desenvolvimento da planta \u00e9 a chave para produ\u00e7\u00e3o de alimentos com qualidade, para que a gente possa praticar agricultura de base ecol\u00f3gica.<\/p>\n<p>Na Regi\u00e3o Serrana \u00e9 poss\u00edvel produzir hortali\u00e7as folhosas quase o ano inteiro, mas fica mais dif\u00edcil no ver\u00e3o porque a \u00e9poca mais quente \u00e9 limitante para o pleno desenvolvimento das culturas. Podemos substituir a alface por outras hortali\u00e7as que n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o conhecidas, mas que crescem bem no ver\u00e3o, bertalha, por exemplo.<\/p>\n<p>Na Baixada Fluminense do Rio de janeiro, produzimos jabuticaba, jaca, fruta-do-conde, acerola, amora, jamel\u00e3o etc. N\u00e3o produzimos no nosso clima, a pera e a ma\u00e7\u00e3, mas aipim e a banana podem ser produzidos durante o ano todo. A produ\u00e7\u00e3o de caqui se concentra nos meses de abril e maio. Nessa \u00e9poca tamb\u00e9m temos oferta de tangerina, laranja, lim\u00e3o e abacate.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso ter em mente que as varia\u00e7\u00f5es na oferta de alimentos ao longo do ano garantem uma maior diversidade alimentar e isso \u00e9 fundamental para a nossa sa\u00fade. \u00c9 por meio da alimenta\u00e7\u00e3o diversificada que adquirimos nutrientes necess\u00e1rios ao perfeito funcionamento do nosso organismo.<\/p>\n<p>Outra coisa, <strong>podemos consumir partes das plantas que s\u00e3o ricas e s\u00e3o jogadas fora no momento de preparar os alimentos.<\/strong> A beterraba e a cenoura, por exemplo, s\u00e3o vendidas em amarrados (ma\u00e7os) nas feiras. Com as folhas e talos pode se preparar saladas e sopas aproveitando integralmente o vegetal. Ingerimos antioxidantes, vitaminas, ferro, c\u00e1lcio, f\u00f3sforo, etc. Com a produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica podemos ter ainda mais seguran\u00e7a ao consumir folhas, talos e cascas de alimentos que geralmente s\u00e3o nobres e com isso reduzimos o desperd\u00edcio e aproveitamos melhor o nosso dinheiro tamb\u00e9m.<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #008000\">7 \u2013 Qual \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o entre produ\u00e7\u00e3o e consumo local e a redu\u00e7\u00e3o do<\/span> <span style=\"color: #008000\">desperd\u00edcio de alimentos?<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Consumir alimentos locais significa uma redu\u00e7\u00e3o nas perdas e no desperd\u00edcio. Hoje, mais de 800 milh\u00f5es de pessoas passam fome no mundo e o paradoxo \u00e9 que 1\/3 dos alimentos que produzimos vai parar no lixo. A FAO calcula que isso poderia alimentar 2 bilh\u00f5es de pessoas, somos 7 bilh\u00f5es. As perdas se referem \u00e0 redu\u00e7\u00e3o da disponibilidade de alimentos para consumo humano ao longo da cadeia de abastecimento alimentar, sobretudo nas fases de produ\u00e7\u00e3o, p\u00f3s-colheita e processamento. Estima-se que as perdas correspondam a 54% do total.<\/p>\n<p>O desperd\u00edcio \u00e9 o descarte intencional de alimentos que s\u00e3o apropriados para o consumo humano, ocorre no final da cadeia alimentar, em estabelecimentos varejistas, restaurantes e domic\u00edlios, em virtude de comportamentos adotados nesses lugares. Isso corresponde a 46% da redu\u00e7\u00e3o da disponibilidade de alimentos.<\/p>\n<p>\u00c9 importante ressaltar que, mesmo que os pa\u00edses disponham de calorias mais que suficientes para alimentar a todos os cidad\u00e3os, a enorme quantidade de alimentos em perfeitas condi\u00e7\u00f5es que vai para o lixo \u00e9 um problema grav\u00edssimo. Com o alimento, h\u00e1 muito desperd\u00edcio de \u00e1gua, solo, trabalho e combust\u00edveis f\u00f3sseis. \u00c9 fato que produ\u00e7\u00e3o e consumo local, aliados \u00e0 produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica em bases agroecol\u00f3gicas, reduzem as perdas e o impacto ambiental negativo da agropecu\u00e1ria contribuindo para a sustentabilidade dos sistemas agroalimentares.<\/p>\n<p><span style=\"color: #008000\"><strong>8 &#8211; Meu filho estuda e faz boa parte das refei\u00e7\u00f5es di\u00e1rias na escola. Como pode ser estabelecida uma rela\u00e7\u00e3o das escolas p\u00fablicas com a agricultura familiar?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Em primeiro lugar, devemos olhar com muita aten\u00e7\u00e3o para o lanche que estamos oferecendo \u00e0s nossas crian\u00e7as. Hoje estamos cada vez mais sobrecarregados de trabalho. Perdemos horas no tr\u00e2nsito, tudo isso implica em querer resolver tudo de forma r\u00e1pida e pr\u00e1tica. Estamos cansados. Da\u00ed o que vemos nas lancheiras?<\/p>\n<p>Aqueles salgadinhos com corantes amarelos, alaranjados, vermelhos, ultraprocessados, com muito sal, gordura e transg\u00eanicos. Basta reparar na embalagem, produtos que cont\u00e9m um tri\u00e2ngulo amarelo com T, geralmente localizado na parte inferior das embalagens, s\u00e3o transg\u00eanicos.<\/p>\n<p>Para beber: suco de caixinha, refrigerantes, achocolatados. Nas festas escolares mais refrigerantes e frituras&#8230; entendemos que esse tipo de alimentos deve ser a exce\u00e7\u00e3o e n\u00e3o a regra na rotina dos pequenos. Quando \u00e9ramos crian\u00e7as, compr\u00e1vamos um refrigerante aos domingos para a fam\u00edlia inteira, lanches n\u00e3o substitu\u00edam as refei\u00e7\u00f5es de verdade com arroz, feij\u00e3o, carne e salada de folhas e legumes. As frutas cresciam nos quintais de casa, na ro\u00e7a dos av\u00f3s. <strong>Todo pedacinho de quintal era aproveitado para produzir alimentos.<\/strong><\/p>\n<p>Hoje os quintais diminu\u00edram, mas \u00e9 poss\u00edvel fazer uma pequena horta em casa, aproveitar e reciclar recipientes e \u00e9 cada vez mais necess\u00e1rio separar um tempo para preparar refei\u00e7\u00f5es de qualidade e sempre podemos priorizar escolhas saud\u00e1veis na hora de comprar \u2013 frutas e verduras frescas, o aipim e a batata-doce, bolos, biscoitos feitos artesanalmente pela agricultura familiar, sucos naturais. A forma de preparar e apresentar os alimentos \u00e0s crian\u00e7as \u00e9 fundamental para estimular h\u00e1bitos saud\u00e1veis.<\/p>\n<p>N\u00f3s somos o espelho dos nossos filhos, eles nos observam o tempo todo e devemos ter um comportamento condizente com as nossas palavras. <strong>Educa\u00e7\u00e3o Alimentar<\/strong> pode dar trabalho, mas temos que insistir e aos poucos os h\u00e1bitos v\u00e3o se modificando. Isso \u00e9 importante e fundamental para a promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade e seus filhos v\u00e3o te agradecer no futuro.<\/p>\n<p>Quando nossos filhos almo\u00e7am na escola, a gente tem que ter em mente que o card\u00e1pio das refei\u00e7\u00f5es deve ser preparado a partir da indica\u00e7\u00e3o de profissionais de alimenta\u00e7\u00e3o, as nutricionistas. A alimenta\u00e7\u00e3o deve ser a mais completa para atender \u00e0s necessidades das crian\u00e7as para seu pleno desenvolvimento cognitivo.<\/p>\n<p>Isso \u00e9 dever do estado, est\u00e1 em nossa Carta Magna. Tamb\u00e9m \u00e9 seu dever adquirir alimentos da agricultura familiar. Ou seja, realizar compras p\u00fablicas de g\u00eaneros aliment\u00edcios para alimenta\u00e7\u00e3o escolar, priorizando os agricultores do munic\u00edpio. Isso \u00e9 muito importante para garantir alimenta\u00e7\u00e3o de qualidade para crian\u00e7as e jovens do ensino b\u00e1sico \u2013 incluindo fundamental, m\u00e9dio e t\u00e9cnico.<\/p>\n<p>Fornecer alimenta\u00e7\u00e3o de qualidade diversificada e localmente referenciada \u00e9 fundamental para manter a cultura alimentar nas regi\u00f5es brasileiras. Incluir alimentos<em> in natura<\/em> e processados como as farinhas, a tapioca, o feij\u00e3o-de-corda e a fava, o pescado, etc.<\/p>\n<p>Estimular, fortalecer a Agricultura Familiar pela seguran\u00e7a da comercializa\u00e7\u00e3o, gerar renda e trabalho decente, fomentar a economia local s\u00e3o objetivos do <em>Programa Nacional de Alimenta\u00e7\u00e3o Escolar (PNAE)<\/em> e o <em>Programa de Aquisi\u00e7\u00e3o de Alimentos (PAA).<\/em><\/p>\n<p><span style=\"color: #008000\"><strong>9 &#8211; As Universidades tamb\u00e9m podem adquirir alimentos da agricultura familiar?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Sim, podemos e devemos implementar as aquisi\u00e7\u00f5es de g\u00eaneros aliment\u00edcios da agricultura familiar e refor\u00e7ar nossa assist\u00eancia estudantil com seguran\u00e7a alimentar e nutricional. A Rural est\u00e1 realizando compras pelo Programa de Aquisi\u00e7\u00e3o de Alimentos.<\/p>\n<p>Estamos aprendendo muito nesse processo e percebemos que al\u00e9m das chamadas, que devem integrar a demanda e a oferta local, deve ter muita assist\u00eancia t\u00e9cnica e extens\u00e3o rural, o que refor\u00e7a a import\u00e2ncia da Emater-Rio para o nosso estado. A Universidade ajuda a fortalecer a agricultura familiar, traz o tema para reflex\u00e3o e debate no meio acad\u00eamico, promove a extens\u00e3o universit\u00e1ria.<\/p>\n<p><span style=\"color: #008000\"><strong>10 \u2013 Produto org\u00e2nico \u00e9 produzido sem venenos, ou seja sem agrot\u00f3xicos que <\/strong><\/span><span style=\"color: #008000\"><strong>fazem mal \u00e0 sa\u00fade. Al\u00e9m disso, quais outros atributos definem um produto <\/strong><\/span><span style=\"color: #008000\"><strong>org\u00e2nico?<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">No Brasil tem<\/span>os uma legisla\u00e7\u00e3o para a produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica que define o produto org\u00e2nico como aquele que n\u00e3o cont\u00e9m contaminantes intencionais, o que quer dizer que uma s\u00e9rie de medidas devem ser tomadas para evitar a contamina\u00e7\u00e3o dos alimentos com venenos, desde a produ\u00e7\u00e3o no campo at\u00e9 a comercializa\u00e7\u00e3o, na distribui\u00e7\u00e3o, acondicionamento, exposi\u00e7\u00e3o nos supermercados, feiras e lojas especializadas, tudo isso para dar garantias ao consumidor e permitir rastreabilidade.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 isso! o produto da agricultura org\u00e2nica ou produto org\u00e2nico, seja ele in natura ou processado \u00e9 obtido em sistema org\u00e2nico de produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria, ou oriundo de processo extrativista sustent\u00e1vel e n\u00e3o prejudicial ao ecossistema local. Adotam-se t\u00e9cnicas que otimizam os recursos naturais e socioecon\u00f4micos, estimulam a biodiversidade e os servi\u00e7os ecossist\u00eamicos. H\u00e1 simbioses ben\u00e9ficas com microrganismos que ajudam as plantas a crescerem mais e melhor. H\u00e1 pr\u00e1ticas que estimulam o controle biol\u00f3gico natural e o uso de produtos alternativos para manter em n\u00edvel de equil\u00edbrio, as pragas e doen\u00e7as.<\/p>\n<p>Nas unidades de produ\u00e7\u00e3o, adotam-se pr\u00e1ticas que estimulam a fertilidade do solo, por exemplo, protegendo-o do sol e da chuva direta, como a cobertura morta, plantas de cobertura, compostagem de res\u00edduos org\u00e2nicos. Eliminam-se organismos geneticamente modificados e as radia\u00e7\u00f5es ionizantes. Estimula-se a independ\u00eancia do agricultor ao produzir as pr\u00f3prias sementes e manter a biodiversidade local. Isso n\u00e3o quer dizer que n\u00e3o se faz uso de tecnologias de melhoramento gen\u00e9tico e sele\u00e7\u00e3o de cultivares com resist\u00eancia a pragas e doen\u00e7as. H\u00e1 tecnologias apropriadas para agricultura org\u00e2nica e o mais interessante, todas as tecnologias para a agricultura org\u00e2nica servem \u00e0 convencional.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da produ\u00e7\u00e3o, o sistema org\u00e2nico inclui rela\u00e7\u00f5es justas no campo com garantias sociais para os trabalhadores do campo e a prioriza\u00e7\u00e3o dos circuitos curtos de comercializa\u00e7\u00e3o de consumo, a valoriza\u00e7\u00e3o da cultura e do local. A agroecologia \u00e9 o campo de conhecimento, como um novo conjunto de leis, teorias, estudos, pr\u00e1ticas que orienta a pr\u00e1tica da agricultura org\u00e2nica nesse sentido.<\/p>\n<p><span style=\"color: #008000\"><strong>11 &#8211; Os produtos org\u00e2nicos podem ser mais caros que os convencionais. Por <\/strong><\/span><span style=\"color: #008000\"><strong>qu\u00ea?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>H\u00e1 uma oferta menor do que a procura e o produto org\u00e2nico ficou por algum tempo restrito a nichos de mercado. Existe grande potencial para aumento do n\u00famero de estabelecimentos que j\u00e1 praticam agricultura com pr\u00e1ticas agroecol\u00f3gicas, podendo se certificar como org\u00e2nicos ou se vincular como agricultor familiar que faz a venda direta.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o podemos crescer muito e as pesquisas est\u00e3o mostrando que a cada ano h\u00e1 um aumento significativo do n\u00famero de produtores no\u00a0Cadastro Nacional de Produtores Org\u00e2nicos no site do <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/agricultura\/pt-br\/assuntos\/sustentabilidade\/organicos\">Minist\u00e9rio da Agricultura Pecu\u00e1ria e Abastecimento<\/a>. Essa \u00e9 uma tend\u00eancia irrevers\u00edvel \u00e0 medida que\u00a0 consumidores procuram mais alimentos saud\u00e1veis, produzidos de forma ambientalmente mais correta, e tamb\u00e9m cresce o n\u00famero de agricultores em busca da produ\u00e7\u00e3o limpa, com mais sa\u00fade para sua fam\u00edlia e com maior valoriza\u00e7\u00e3o do seu trabalho.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da oferta, os riscos da produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica podem ser maiores especialmente para os agricultores que est\u00e3o em transi\u00e7\u00e3o de sistema convencional para o org\u00e2nico. Apesar disso, hoje se multiplicam os canais de comercializa\u00e7\u00e3o e consumo em que agricultores e consumidores se relacionam diretamente e, nesses espa\u00e7os, os pre\u00e7os est\u00e3o mais acess\u00edveis e em alguns casos, at\u00e9 mais baixos do que convencionais. Isso \u00e9 poss\u00edvel na venda direta de alimentos localmente produzidos e com menor custo de log\u00edstica . Incluem-se a\u00ed com a maior representatividade, as hortali\u00e7as e as frutas comercializadas nas Feiras, nas Cestas e em outros canais alternativos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, as pol\u00edticas de abastecimento alimentar como o PAA e o PNAE, podem contribuir e muito para que cada vez mais pessoas possam acessar alimentos org\u00e2nicos. Quanto mais gente estiver produzindo e mais perto do consumidor, mais barato ser\u00e1 o alimento, mais fresco e com menor desperd\u00edcio.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso lembrar tamb\u00e9m que a produ\u00e7\u00e3o convencional recebe subs\u00eddios isentando-se de\u00a0 impostos de agrot\u00f3xicos, financiando a produ\u00e7\u00e3o com cr\u00e9dito barato. O custo de produ\u00e7\u00e3o dos produtos convencionais n\u00e3o contabiliza os impactos negativos da contamina\u00e7\u00e3o dos corpos d\u2019\u00e1gua, do solo e dos animais e plantas e das pessoas.<\/p>\n<p>Monocultura em escala leva ao aumento de pragas e doen\u00e7as nos sistemas de produ\u00e7\u00e3o e inevitavelmente ao maior uso de agrot\u00f3xicos. \u00c9 um sistema fadado ao colapso porque n\u00e3o se sustenta na base ecol\u00f3gica, mas na artificializa\u00e7\u00e3o em excesso do meio ambiente e na depend\u00eancia de agrot\u00f3xicos, fertilizantes sint\u00e9ticos, mecaniza\u00e7\u00e3o excessiva.<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #008000\">12 &#8211; Como posso contribuir para melhorar o <\/span><\/strong><strong><span style=\"color: #008000\">desenvolvimento do campo e da cidade que moro?<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Como consumidores podemos fazer muito porque n\u00e3o estamos sozinhos somos bilh\u00f5es e temos muita for\u00e7a se pensarmos e agirmos com uni\u00e3o, com consci\u00eancia e \u00e9tica. Pequenas a\u00e7\u00f5es come\u00e7am em casa, com a alimenta\u00e7\u00e3o dos filhos, na op\u00e7\u00e3o pela agricultura familiar, pela agroecologia e pela produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, \u00e9 preciso uma mudan\u00e7a real no nosso padr\u00e3o de consumo, reduzindo-o e assumindo parte da responsabilidade pelos impactos socioambientais decorrentes dele. Temos que reduzir os padr\u00f5es de consumo porque a capacidade suporte do ambiente n\u00e3o \u00e9 suficiente.<\/p>\n<p>Quem pode, deve reduzir. N\u00e3o podemos ser ing\u00eanuos e continuar a ignorar os impactos inerentes da extra\u00e7\u00e3o e beneficiamento da mat\u00e9ria-prima e do transporte de produtos at\u00e9 o consumidor final e ficar alheios a destina\u00e7\u00e3o final dos res\u00edduos gerados. Continuar a consumir da mesma forma produtos com embalagens mais verdes, recicladas, com o tema sustent\u00e1vel, n\u00e3o vai resolver o problema.<\/p>\n<p>N\u00e3o se trata de transferir a responsabilidade das empresas e do governo para o cidad\u00e3o, mas cada um \u00e9 um elo forte importante que tem que fazer a sua parte. Posso consumir menos? Posso descartar menos? Posso evitar ao m\u00e1ximo a obsolesc\u00eancia dos objetos? Optar por tecnologias limpas? Posso me envolver mais com a minha comunidade, em a\u00e7\u00f5es que priorizem o coletivo?<\/p>\n<p>Posso cobrar dos meus representantes as a\u00e7\u00f5es concretas pela agricultura familiar? Sim, tudo isso eu posso fazer aliado ao estado que deve promover a autonomia dos cidad\u00e3os para que eles exer\u00e7am o controle social das pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas ao consumo alimentar e tamb\u00e9m incluir no nosso modelo de desenvolvimento, a mitiga\u00e7\u00e3o dos danos ambientais e a promo\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a social e ambiental.<\/p>\n<p><span style=\"color: #008000\"><strong>13 &#8211; Argumenta-se que se os agrot\u00f3xicos forem usados com equipamentos de seguran\u00e7a pelo produtor n\u00e3o apresentam risco. Inclusive h\u00e1 pessoas que defendem seu uso argumentando que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel produzir sem veneno. <\/strong><\/span><\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 bastante complexa. Quem j\u00e1 produziu, sabe como \u00e9 dif\u00edcil usar um equipamento de seguran\u00e7a sob o sol, suando por todos os poros e carregando peso. \u00c9 uma condi\u00e7\u00e3o insalubre.<\/p>\n<p>H\u00e1 um preocupante caso de subnotifica\u00e7\u00e3o de intoxica\u00e7\u00e3o por agrot\u00f3xicos no campo \u2013 casos de morte, depress\u00e3o, disfun\u00e7\u00e3o end\u00f3crina, problemas no sistema nervoso muitas vezes n\u00e3o s\u00e3o associados a exposi\u00e7\u00e3o a esses produtos no trabalho, nas \u00e1reas de pulveriza\u00e7\u00e3o a\u00e9rea. Grande parte dos res\u00edduos vai parar nos corpos d&#8217;\u00e1gua, nos solos, magnificam-se na cadeia tr\u00f3fica. As pulveriza\u00e7\u00f5es a\u00e9reas atingem \u00e1reas fora da regi\u00e3o aplicada, \u00e1reas de prote\u00e7\u00e3o ambiental, exp\u00f5em crian\u00e7as e fam\u00edlias inteiras \u00e0 contamina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Permitimos ingredientes ativos vetados e em concentra\u00e7\u00f5es mais altas do que os padr\u00f5es americanos e europeus e n\u00e3o h\u00e1 seguran\u00e7a de fato sobre o uso desses produtos e muito menos sobre as suas misturas. Dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade revelaram que a \u00e1gua da rede de abastecimento dos munic\u00edpios brasileiros est\u00e1 contaminada com agrot\u00f3xicos, \u00e9 um problema de sa\u00fade p\u00fablica.<\/p>\n<p>H\u00e1 um grave quadro de analfabetismo no campo, as pessoas n\u00e3o compreendem os s\u00edmbolos nos r\u00f3tulos, os pictogramas indicando os equipamentos a ser usados e vemos frequentemente o discurso de que a culpa \u00e9 do produtor. N\u00e3o podemos esquecer da nossa hist\u00f3ria, de quem \u00e9 o campesino brasileiro e de onde ele vem profundamente enraizado na escravid\u00e3o, nas formas prec\u00e1rias de acesso \u00e0 terra e educa\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, n\u00e3o temos uma assist\u00eancia t\u00e9cnica p\u00fablica que atenda amplamente os agricultores e precisamos dela, com enfoque agroecol\u00f3gico.<\/p>\n<p>Creio que o debate n\u00e3o deve mais se restringir a usar ou n\u00e3o agrot\u00f3xico, como uma quest\u00e3o simpl\u00f3ria. As provas cient\u00edficas da sua inefici\u00eancia e dos efeitos negativos, do risco est\u00e3o a\u00ed. H\u00e1 negacionistas por toda a parte, mas a ci\u00eancia nos tirou do obscurantismo e devemos nos apoiar nela para mudar nossos sistemas de produ\u00e7\u00e3o. \u00c9 ingenuidade defender um modelo de produ\u00e7\u00e3o em monocultura e achar que substituir produto qu\u00edmico por produto biol\u00f3gico vai dar conta disso, como \u00e0s vezes vemos nos programas de televis\u00e3o \u2013 ado\u00e7\u00e3o de produtos biol\u00f3gicos com a mesma l\u00f3gica curativa em sistemas altamente desequilibrados.<\/p>\n<p>\u00c9 um problema tr\u00f3fico, redes de rela\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas. Precisamos de biodiversidade nos sistemas de produ\u00e7\u00e3o e h\u00e1 v\u00e1rias estrat\u00e9gias para isso que podem ser adotadas em qualquer escala. No entanto, n\u00e3o h\u00e1 pacotes prontos, temos que ter mais conhecimento integrado das condi\u00e7\u00f5es edafoclim\u00e1ticas, do solo, das plantas, de agroecologia.<\/p>\n<p>Espalhar produtos qu\u00edmicos t\u00f3xicos no ambiente definitivamente n\u00e3o \u00e9 o caminho para nenhuma atividade. Discutem-se os custos, mas, porque n\u00e3o subsidiar a agricultura de base ecol\u00f3gica como a convencional? Certamente o dinheiro dos contribuintes vai ser melhor empregado em tecnologias que n\u00e3o fa\u00e7am mal a sa\u00fade das pessoas e ao meio ambiente. Superar essa dicotomia e partir para a\u00e7\u00f5es reais para sistemas de produ\u00e7\u00e3o que n\u00e3o dependam desses produtos e produzam alimentos para todos.<\/p>\n<p>Temos \u00f3timos exemplos no Brasil e no mundo. Devemos pensar em sistemas agroalimentares e n\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o e produtividade das culturas individualmente. Nossa produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica ainda \u00e9 pequena quando comparada \u00e0 convencional, mas temos um grande potencial. \u00c9 preciso mais investimento em pesquisa e desenvolvimento. N\u00e3o basta produzir, tem que distribuir, tem que facilitar o acesso a toda popula\u00e7\u00e3o a alimentos de qualidade, tem que manter o homem no campo e fortalecer a educa\u00e7\u00e3o no campo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Essa p\u00e1gina \u00e9 fruto do Projeto de Disserta\u00e7\u00e3o de Mestrado de NATASHA DOS SANTOS ROSA do PPGAO, intitulada &#8220;<a href=\"http:\/\/cursos.ufrrj.br\/posgraduacao\/ppgao\/dissertacao-modelo-novo\/\">DIFUS\u00c3O DA INFORMA\u00c7\u00c3O PARA PROMO\u00c7\u00c3O DO CONSUMO ALIMENTAR CONSCIENTE NO SITE DO PROGRAMA DE EXTENS\u00c3O UNIVERSIT\u00c1RIA \u201cFORTALECIMENTO DA AGRICULTURA FAMILIAR NA BAIXADA FLUMINENSE E CENTRO SUL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO\u201d<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Campanha para a Promo\u00e7\u00e3o do Produto Org\u00e2nico\u00a0 &nbsp; Para saber mais, acesse: https:\/\/www.gov.br\/agricultura\/pt-br\/assuntos\/sustentabilidade\/organicos\/ Consumo Alimentar Consciente \u00e9 conhecer os alimentos <a class=\"read-more\" href=\"https:\/\/institucional.ufrrj.br\/agroecologia\/consumo-consciente\/ \" >&#8230; 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